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Gueta Chapo quer acções comprometidas com bem-estar das famílias
O País
30 de Outubro, 2025
18:06
Gueta Chapo apelou, durante a abertura da I Reunião Nacional de Planificação do seu Gabinete, a uma planificação mais coordenada, inclusiva e orientada para o bem-estar das famílias moçambicanas. O encontro, que visa harmonizar a actuação institucional em áreas como a equidade de género, protecção da criança, da pessoa idosa,
Gueta Chapo quer acções comprometidas com bem-estar das famílias
O País
30 de Outubro, 2025
18:06
Gueta Chapo apelou, durante a abertura da I Reunião Nacional de Planificação do seu Gabinete, a uma planificação mais coordenada, inclusiva e orientada para o
POLÍTICA
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SLIDES
ExxonMobil e ENH assinam memorandos de 50 milhões USD
A cidade de Houston, no estado norte-americano do Texas, foi palco esta terça-feira de um marco importante para o sector energético moçambicano, com a assinatura de dois memorandos de entendimento entre a multinacional ExxonMobil e a Empresa Nacional de Hidrocarbonetos (ENH). Avaliados em cerca de 50 milhões de dólares norte-americanos, os acordos firmados na sede da gigante petrolífera visam a criação de um Centro Tecnológico de Formação de Jovens Moçambicanos e o financiamento de estudos de viabilidade para projectos de aproveitamento do gás doméstico, reforçando assim a aposta de Moçambique na valorização do seu capital humano e na diversificação da economia energética.
O evento decorreu num momento em que o país reforça a sua posição entre os dez principais players mundiais do gás natural e reafirma a sua aposta em transformar o potencial energético em capital humano e desenvolvimento sustentável.
O primeiro memorando, avaliado em 40 milhões de dólares, marca o início de um projecto que pretende criar um centro tecnológico moderno na zona do Zimpeto, na cidade de Maputo. A infraestrutura, acolherá jovens de todas as províncias do país, oferecendo formação técnica na área do petróleo e gás, com foco nas operações offshore e onshore.
O Presidente da República, Daniel Francisco Chapo, descreveu o projecto como “um investimento estruturante, que traduz o compromisso da ExxonMobil com o futuro de Moçambique”. O centro deverá iniciar a sua construção no próximo ano e arrancar as formações com uma primeira turma de 100 jovens, provenientes de todas as províncias. “Cada província vai enviar dez jovens, num total de 100 formandos. O centro será completo, com salas de aulas, espaços de simulação, alojamento, ginásio, refeitório e um centro de saúde, permitindo que os formandos vivam e estudem no mesmo espaço durante três anos”, explicou o Chefe de Estado.
O objectivo é garantir a transferência de tecnologia e conhecimento de ponta das multinacionais para os técnicos moçambicanos. “Moçambique é hoje um dos dez principais países do mundo na área do gás natural, e esse estatuto impõe responsabilidades. Precisamos de engenheiros moçambicanos qualificados, preparados para trabalhar nas operações de empresas como a ExxonMobil e em outras companhias internacionais. Este centro é um passo essencial nessa direcção”, sublinhou Chapo.
A formação incluirá também o ensino intensivo da língua inglesa, como ferramenta essencial para preparar os formandos para o mercado global. “Queremos que estes jovens possam trabalhar não apenas em Moçambique, mas em qualquer parte do mundo. Eles serão técnicos com padrão internacional, aptos para operar em plataformas e projectos em todo o continente africano e fora dele”, destacou o Presidente.
O centro, quando atingir a sua plena capacidade, deverá formar cerca de 250 jovens por ano, o que significa que, em quatro anos, mil técnicos moçambicanos estarão prontos para integrar o mercado energético. Para Chapo, “o principal recurso que Moçambique tem para desenvolver-se é o capital humano, e este investimento representa uma aposta directa nesse recurso”.
O segundo memorando, avaliado em 10 milhões de dólares, destina-se a financiar estudos de viabilidade para o uso do gás doméstico, com foco na criação de projectos industriais e energéticos liderados pela ENH. “A nossa empresa nacional de hidrocarbonetos tem 25% do gás explorado reservado para uso doméstico. É preciso maximizar o seu aproveitamento, transformando-o em fertilizantes, energia eléctrica, gás de cozinha ou outros produtos com valor agregado”, explicou o Presidente.
Segundo Chapo, a ExxonMobil e os seus parceiros vão apoiar a ENH na realização de estudos técnicos que permitam materializar projectos estratégicos em torno desse gás doméstico. “Falamos de 10 milhões de dólares para estudos de viabilidade que ajudarão a desenhar as melhores formas de utilização deste recurso. Queremos garantir que o gás sirva o país, impulsione a industrialização e contribua para a diversificação económica”, disse.
Os dois memorandos, juntos, representam mais do que simples financiamentos. Para o Presidente da República, tratam-se de “um sinal forte de confiança da ExxonMobil no potencial de Moçambique e no compromisso do Governo em criar condições favoráveis para o investimento”.
O Chefe de Estado destacou que os acordos traduzem um modelo de parceria inteligente, baseado na partilha de conhecimento e na geração de oportunidades concretas para os moçambicanos. “A ExxonMobil é uma das maiores empresas de energia do mundo. O facto de investir na formação de jovens moçambicanos e no aproveitamento do gás doméstico mostra que acredita no futuro do país”, afirmou.
Chapo explicou ainda que o impacto dos projectos vai muito além do sector energético. “Estes investimentos vão gerar emprego, receitas fiscais e impulsionar o crescimento das pequenas e médias empresas que prestam serviços aos megaprojectos. Na fase de construção, estima-se que cerca de 40 a 50 mil trabalhadores estejam envolvidos. E quando começarem a operar, haverá novas oportunidades em toda a cadeia de valor”, adiantou.
O Presidente sublinhou que, com mais projectos de gás a avançarem, Moçambique poderá consolidar-se como um fornecedor estável de energia na África Austral. “Há défices de energia na África do Sul, Zimbábue, Zâmbia, Malawi e Eswatini. Com o nosso gás, podemos construir novas centrais eléctricas e linhas de transmissão para exportação, captando mais receitas em moeda estrangeira e fortalecendo a nossa economia”, declarou.
Chapo lembrou também que o país tem metas claras para o uso das receitas provenientes do gás. “Queremos diversificar a economia. O gás será a base, mas as receitas que ele gerar devem ser investidas em agricultura, turismo e infraestruturas. Precisamos de estradas, energia, água e portos para apoiar a produção agrícola e desenvolver zonas turísticas. O crescimento económico só é sustentável se for acompanhado por investimento social e inclusão”, reforçou.
O Presidente fez ainda questão de destacar a dimensão social da estratégia governamental. “O desenvolvimento só faz sentido se chegar às pessoas. Queremos usar os recursos provenientes destes projectos para construir mais escolas, melhorar os hospitais, garantir medicamentos e livros escolares, apoiar idosos, mulheres e crianças. O crescimento económico tem de se traduzir em qualidade de vida para o povo moçambicano”, frisou.
A assinatura dos memorandos ocorre num momento em que Moçambique dá passos firmes na implementação dos seus grandes projectos de gás, incluindo o Coral Norte, recentemente aprovado, com uma previsão de investimento de 7 mil milhões de dólares. O Governo espera que, com o avanço destas iniciativas, o país venha a arrecadar cerca de 23 mil milhões de dólares em receitas nos próximos anos.
Com este movimento, Moçambique prepara-se para entrar numa nova fase do seu desenvolvimento energético e industrial. A criação do centro tecnológico e o uso estratégico do gás doméstico mostram que o país não quer apenas extrair recursos, mas transformá-los em oportunidades tangíveis para o seu povo.
Como concluiu o Presidente da República, “o que estamos a fazer hoje é garantir que o gás, a energia e o conhecimento se transformem em progresso e bem-estar. É disso que depende o futuro de Moçambique.”
Hugo Firmino
30 de Outubro, 2025
09:56
POLÍTICA
Presidente do CC fala sobre importância do acesso ao conhecimento científico em Madrid 
A Presidente do Conselho Constitucional, Lúcia Ribeiro, participou, nesta quarta-feira, no VI Congresso da Conferência Mundial sobre Justiça Constitucional. Durante a sua intervenção, a veneranda Juíza do Constitucional falou sobre o acesso ao conhecimento científico e as novas tecnologias. 
Lúcia Ribeiro foi a oradora principal na Conferência Mundial sobre Justiça Constitucional, um evento que contou com a participação de 85 cortes constitucionais mundiais e mais de 500 participantes de todo o mundo. 
A sua explanação baseou-se no estudo sobre acesso ao conhecimento científico e às novas tecnologias, com o objectivo de apresentar as respostas ao inquérito sobre a temática, discutindo a importância das novas tecnologias para o progresso social, económico e intelectual dos povos.  
“Esta importância é justificada pelo facto de que a ciência visa compreender e explicar o mundo, enquanto a tecnologia aplica esse conhecimento para resolver problemas, transformar a sociedade e criar soluções mais eficientes e inovadoras, como avanços em diversas áreas, nomeadamente, saúde, educação, produtividade e, portanto, na promoção dos direitos fundamentais e sua garantia e defesa através das nossas cortes constitucionais”, explicou.
Ainda sobre o mesmo assunto, a Presidente do Conselho Constitucional
destacou, entre outros aspectos, a questão do
reconhecimento formal de um direito à conectividade digital; da existência de instrumentos adequados para preservar o direito dos cidadãos a receber informação precisa através das redes sociais; existência de mecanismos para proteger o cidadão contra o uso indevido de tecnologias de vigilância, de recolha de dados ou outros meios de controlo social que possam ter efeitos indefinidos; existência de mecanismos para os proteger contra o uso indevido de sistemas de inteligência artificial que possam ameaçar o pleno gozo dos direitos humanos pelas gerações futuras; e a existência de jurisprudência relevante acerca desta matéria.
Ribeiro trouxe ainda a reflexão
a regulamentação da Inteligência Artificial e o aprimoramento científico das cortes constitucionais para lidar com a nova tecnologia constitui parte fundamental dos
 
actuais
 
desafios globais.
E não terminou sem fazer referência à relevância deste
tema para o progresso social, económico e intelectual dos povos, uma vez que a tecnologia aplica
 
o conhecimento científico para resolver problemas, transformar a sociedade e criar soluções mais eficientes e inovadoras, como avanços em diversas áreas, nomeadamente, saúde, educação, produtividade e, portanto, na promoção dos direitos
 
fundamentais
,
sua garantia e defesa através das nossas cortes constitucionais.
A Conferência Mundial sobre Justiça Constitucional é um fórum que reúne 124 Tribunais Constitucionais, Conselhos e Cortes Supremas de África, das Américas, da Ásia/Oceânia e da Europa. Promove a justiça constitucional como um elemento fundamental para a democracia, protecção dos direitos humanos e o Estado de direito.
O VI Congresso da Conferência Mundial sobre Justiça Constitucional, que se realiza de três em três anos, iniciou na terça-feira, dia 28 de Setembro, e termina na próxima sexta-feira, dia 31.
O País
29 de Outubro, 2025
21:26
POLÍTICA
Beyond Suncare oferece ao país material oftalmológico e escolar
A Primeira-Dama da República, Gueta Selemane Chapo, recebeu, nesta terça-feira, no seu gabinete, um donativo de material oftalmológico e escolar oferecido pela organização espanhola Beyond Suncare, resultado da visita de trabalho que efectuou com o Presidente da República, Daniel Chapo, em Junho último à Espanha.
Falando à imprensa após receber o donativo, Gueta Chapo destacou que o apoio surge depois de esforços encetados durante a deslocação a Espanha, onde manteve encontros com instituições especializadas em oftalmologia e combate ao cancro.
“É um prazer enorme estarmos aqui na recepção deste donativo, tendo em conta que nós trabalhámos bastante quando visitámos a Espanha, e lá também visitámos uma organização que é especializada em produtos de oftalmologia, visitámos também um hospital que é uma referência ao nível mundial e fizemos o nosso pedido para podermos ajudar às pessoas com albinismo.”
Gueta Chapo afirmou que se trata de uma resposta concreta às necessidades das pessoas com albinismo em Moçambique. “Temos muitas: os nossos irmãos, nossos filhos, nossas mães aqui, em Moçambique, nesta condição. E a organização disse que nos ia ajudar. Estivemos a trabalhar juntos, desde Junho até cá, e este é o fruto do nosso apelo, do nosso pedido.”
O material será distribuído por todo o país, com uma vigilância rigorosa na sua aplicação, disse a primeira-dama, garantindo que chegue efectivamente às pessoas com albinismo. 
Ademais, explicou que a distribuição envolverá os cônjuges dos governadores, dos secretários de Estado, dos administradores e representantes da comunidade, de modo a evitar desvios e a assegurar que os produtos sejam entregues apenas a quem realmente precisa, reforçando que o foco é combater a corrupção.
A Primeira-Dama reforçou a necessidade de transparência na gestão de apoios destinados aos mais vulneráveis. “Temos de ser leais. De graça nós recebemos e de graça também temos de dar, sem cobrança nenhuma. Este é o nosso foco, este é o nosso papel”. 
A esposa do Presidente da República revelou que esta acção se insere num trabalho contínuo de mobilização de parcerias internacionais para apoiar grupos prioritários. “Nós temos trabalhado bastante em todo o sítio onde temos andado, em todos os países, pedindo apoio para o nosso povo, o povo moçambicano, principalmente para as pessoas mais carenciadas, que são as nossas crianças vulneráveis, temos igualmente as raparigas, os idosos, mulheres chefes de família, também temos jovens que precisam de nossa atenção, do nosso apoio, e estamos a trabalhar para isso. Este é um dos resultados. Este é o primeiro lote, vamos receber mais”.
Por sua vez, o CEO da Beyond Suncare, Israel Hermosilla, manifestou satisfação com a parceria estabelecida. “Gostaria de agradecer à Sua Excelência, a Primeira-Dama, e ao seu Gabinete, por nos terem recebido hoje durante esta manhã. O objectivo do nosso encontro foi a entrega de uma série de doações que fizemos a partir de Espanha, de material oftalmológico para as pessoas que sofrem de albinismo e de material escolar para as crianças mais desfavorecidas”.
O responsável recordou que o contributo resulta da colaboração iniciada na visita presidencial a Sevilha e Toledo. “Tudo isto surge no âmbito da visita que o senhor Presidente e a Primeira-Dama realizaram a Espanha, na viagem a Sevilha, onde tiveram a oportunidade de visitar o Centro de Referência de Oftalmologia do Dr. Fernando Esqueira e o Centro de Referência de Luta contra o Cancro, Salto del Caballo, em Toledo”.
A Beyond Suncare quer expandir o apoio à saúde em Moçambique. “Durante esta visita, a Primeira-Dama teve a oportunidade de conhecer e saber como funcionam estes centros. E agora queremos transferir e adaptar essa experiência de Espanha para Moçambique, podendo criar aqui um pequeno centro oftalmológico que seja de referência para toda a região. Gostaríamos também que este país tivesse um centro de prevenção e luta contra o cancro da mama. Esse é o nosso grande objectivo e pelo qual queremos trabalhar”.
O doador assegurou que a organização mantém elevado compromisso com o país. “Agradecemos muito o carinho com que Moçambique e o povo moçambicano sempre nos recebem, a Sua Excelência a Primeira-Dama e o senhor Presidente. Para nós, Moçambique é um país pelo qual temos um enorme carinho, um país que estimamos muito, e a nossa ideia é contribuir para o desenvolvimento deste país e também para o desenvolvimento social deste país”.
O País
29 de Outubro, 2025
20:55
POLÍTICA
Renamo condena tentativas de ocupação de delegações na Zambézia e Manica
A Rena veio a público nesta quarta-feira, condenar as tentativas de ocupação das suas delegações nas províncias da Zambézia e de Manica, considerando as acções injustificáveis e um atentado à estabilidade do partido. Nos últimos dois dias, foram registados assaltos e tentativas de tomada de algumas sedes regionais, provocando preocupação entre os membros da força política.
Em declarações à imprensa, Cristina Bomba, Secretária-Geral da RENAMO, afirmou que “estamos cientes das fragilidades que existem no seio do partido, mas reiteramos que estamos empenhados em manter o diálogo e a resolução pacífica das divergências, sempre respeitando os estatutos e as instâncias legais do partido”.
A direcção do partido também refutou rumores que circulam nas redes sociais sobre a suposta demissão do presidente Ossufo Momade. “Não é verdade, o presidente mantém-se no seu cargo e a informação é aquela que foi deixada em Nampula, o presidente não vai concorrer para o próximo mandato”, esclareceu Clementina Bomba.
O partido aproveitou para apelar à calma dos seus membros e simpatizantes, lembrando que qualquer divergência interna deve ser resolvida por vias institucionais e estatutárias. “É essencial que todos os militantes respeitem as regras do partido e participem de forma construtiva no diálogo que está em curso”, frisou Bomba.
A crise nas delegações da Zambézia e de Manica surge num contexto de desafios internos enfrentados pela RENAMO, incluindo disputas locais por liderança e questões organizativas que têm provocado tensões entre diferentes correntes internas.
Apesar disso, a direcção garante que estão em andamento mecanismos de diálogo e mediação interna, com o objectivo de preservar a unidade do partido e a confiança dos seus militantes.
O País
29 de Outubro, 2025
20:31
POLÍTICA
CESC e COTE garantem participação das mulheres no Diálogo Nacional Inclusivo
Foi assinado, nesta quarta-feira, um memorando de entendimento entre o CESC e a Comissão Técnica do Diálogo Nacional Inclusivo, que visa assegurar a participação efectiva das mulheres e garantir que suas experiências e perspectivas sejam reconhecidas e integradas nas discussões do Diálogo Nacional Inclusivo.
O Centro de Aprendizagem e Capacitação da Sociedade Civil (CESC) vai liderar os esforços da sociedade civil moçambicana para garantir a inclusão das mulheres no Diálogo Nacional Inclusivo, assegurando que as suas vozes e as suas demandas políticas, económicas, sociais e culturais são reconhecidas e integradas nas discussões em curso.
Embora reconheça que o modelo de Diálogo Nacional Inclusivo tenha sido desenhado para abranger todos os espaços do território nacional e promover uma abordagem participativa, o CESC considera fundamental a inclusão de momentos e espaços dedicados à interacção com grupos de mulheres em sua diversidade.
Além de assegurar a participação efectiva das mulheres, a estratégia proposta pelo CESC garantiria que as experiências e perspectivas únicas de mulheres de diferentes idades, etnias, classes sociais e regiões sejam reconhecidas e integradas nas discussões do diálogo nacional inclusivo.
Para o efeito, foi assinado nesta quarta-feira um memorando de entendimento entre o CESC, representado pela Presidente do Conselho de Direcção, Fernanda Teixeira, e a Comissão Técnica do Diálogo Nacional Inclusivo (COTE), representada pelo respectivo Presidente, Edson Macuácua.
Através do ALIADAS, um programa de promoção dos direitos das mulheres e da igualdade de género, o CESC, em colaboração com a COTE, vai facilitar a realização de eventos, ao nível nacional e regionais, de auscultação das mulheres com objectivo de colher as suas opiniões, subsídios e perspectivas em relação aos 10 temas de reformas em discussão no Diálogo Nacional Inclusivo. 
As actividades incluem a promoção de encontros periódicos entre as mulheres membros da COTE e as mulheres integrantes dos grupos de trabalho da sociedade civil para garantir um feedback contínuo ao longo das etapas do diálogo; elaboração de documentos analíticos sobre temas relevantes para os desafios enfrentados pelas mulheres.
Esses documentos analíticos serão discutidos e aprofundados em encontros temáticos com mulheres de diferentes províncias e grupos de interesse antes da sua submissão à COTE.
Para materialização destas actividades, o CESC conta com a colaboração das suas parceiras estratégicas, nomeadamente a ONU Mulheres, a Fundação MASC, o Fórum da Sociedade Civil para os Direitos das Crianças (ROSC) e a Fundação para o Desenvolvimento da Comunidade (FDC), que deverão facilitar recursos técnicos e financeiros. 
O Fórum Mulher vai coordenar a realização de eventos nacionais, enquanto os fóruns provinciais (Fórum das Organizações Femininas do Niassa – FOFeN; Núcleo de Organizações Femininas da Zambézia – NAFEZA; Fórum das Associações Femininas de Inhambane – FAFI; Núcleo das Associações Femininas de Tete – NAFET) e as parceiras do programa ALIADAS (Associação Moçambicana da Mulher e Apoio à Rapariga – OPHENTA; Levante-se Mulher e Siga o Seu Caminho – LeMuSiCa; Associação de Protecção à Mulher e Rapariga – PROMURA; Associação Moçambicana para o Desenvolvimento da Mulher Chefe da Família – MUCHEFA; e Associação de Mulheres para a Promoção de Desenvolvimento Comunitário – AMPDC) vão dinamizar os encontros provinciais.
A iniciativa irá envolver ainda grupos de jovens na academia e outros grupos de mulheres inseridas na economia formal e informal, nos órgãos de comunicação social e na academia.
Por sua vez, a COTE, além de facilitar e participar nos encontros de diálogo com as mulheres, deverá incluir as contribuições das mulheres nos documentos finais a serem propostos para aprovação.
O Presidente da COTE agradeceu o CESC por apresentar uma proposta concreta de participação das mulheres no diálogo nacional inclusivo. “Uma das preocupações que tínhamos era como encontrar um modelo apropriado para incluir a participação da mulher no diálogo. E hoje parece que encontramos um modelo. Sabemos que as mulheres são o rosto mais visível dos problemas que afectam o país. Como COTE, teríamos limitações para captar todas as sensibilidades das mulheres, por isso agradecemos o apoio do CESC por garantir a inclusão e representatividade das mulheres”, referiu Edson Macuácua. 
Ivone Soares, membro da COTE, também destacou a importância da iniciativa do CESC de contribuir nos esforços para a inclusão das mulheres no diálogo nacional inclusivo. “Temos apenas dois anos e não seria possível a COTE, sozinha, fazer uma auscultação mais inclusiva e abrangente. Por isso, apreciamos a disponibilidade do CESC em participar neste processo, apoiando na captação das perspectivas e sensibilidades das mulheres moçambicanas em relação aos temas em discussão no diálogo nacional inclusivo.
Já a Presidente do CESC, Fernanda Teixeira, reiterou a importância da inclusão de uma abordagem sensível ao género no diálogo nacional inclusivo e que considere os múltiplos factores que tornam certos grupos de mulheres mais vulneráveis. E defendeu que as reformas políticas devem propiciam um ambiente mais justo e equitativo, onde todas as mulheres possam ter suas vozes ouvidas e suas necessidades atendidas.
 
O País
29 de Outubro, 2025
20:21
POLÍTICA
Presidente da Assembleia da República recebe embaixador da Ucrânia
A presidente da Assembleia da República, Margarida Adamugi Talapa, e o embaixador da Ucrânia em Moçambique, Rortysav Tronenko, manifestaram, nesta quarta-feira, o interesse de ver materializadas as relações de cooperação parlamentar entre os dois países.
Falando à Imprensa, pouco depois de ter sido recebido em audiência no Parlamento, o diplomata ucraniano explicou que esta é a segunda visita que efectua à Casa do Povo, em menos de um ano, com vista a abordar questões do interesse bilateral.
Na ocasião, Tronenko disse ter falado com a presidente da Assembleia da República sobre o convite formulado pelo seu homólogo ucraniano para visitar, nos próximos tempos, aquele país europeu. 
O diplomata acrescentou que o encontro abordou assuntos relativos à segurança alimentar, no âmbito do Programa Mundial de Alimentação e a criação da liga parlamentar de amizade Moçambique-Ucrânia.
“Escutei com atenção o discurso inaugural da abertura desta sessão da Assembleia da República quando a presidente fez menção da criação das ligas parlamentares de amizade interparlamentar, um assunto que abordamos com as autoridades parlamentares moçambicanas no ano de 2023”, disse Tronenko.
Por seu turno, o porta-voz do encontro, Oriel José Chemane, fez saber que todas as questões que foram afloradas na audiência serão objecto do tratamento, para os devidos efeitos, nas áreas afins da Assembleia da República.
O País
29 de Outubro, 2025
19:54
POLÍTICA
,
SLIDES
Banco Mundial vai apoiar transformação económica do país
O Presidente da República, Chapo, e o Presidente do Banco Mundial (BM), Ajay Banga, mantiveram um encontro de trabalho nesta terça-feira, em Washington, D.C., que reafirmou o compromisso do BM em apoiar a transformação económica de Moçambique, com ênfase em megaprojectos de energia, desenvolvimento de corredores regionais e a implementação de reformas macro fiscais cruciais.
A reunião, realizada após a visita de Banga a Moçambique este ano, concentrou-se na materialização de investimentos concretos e na criação de um novo quadro de parceria com o país.
O foco central das discussões, segundo o Presidente Chapo, reside na área de energia, sector onde Moçambique visa posicionar-se como um “hub de fornecimento de energia eléctrica na região”. O estadista destacou o projecto hidroeléctrico de Mphanda Nkuwa, no rio Zambeze, com uma capacidade de cerca de 1.500 MW, para o qual o país busca o apoio do Banco Mundial para a sua concretização.
Além da hidroelectricidade, o presidente moçambicano mencionou a exploração do gás natural para a construção de centrais eléctricas, como a de Temane, que está a ser erguida com uma capacidade de cerca de 450 MW. 
A infra-estrutura de Temane, é essencial não só para reforçar a qualidade de energia no Grande Maputo, mas também para a exportação para a África do Sul, alinhando-se com a visão de liderança energética regional.
O Chefe do Estado sublinhou ainda a importância dos corredores de
desenvolvimento, nomeadamente o Corredor de Maputo, o Corredor da Beira e, com especial destaque, o Corredor de Nacala. Este último considera crucial para a conectividade regional, ligando Moçambique, Malawi e Zâmbia, sendo a única logística viável para a Zâmbia exportar a sua crescente produção mineral.
Uma contribuição considerada “muito importante” pelo dirigente moçambicano veio do presidente do Banco Mundial, que sugeriu que o conceito de corredor deve ser integrado e abrangente, indo além de estradas e linhas férreas. 
A visão passa por incluir o desenvolvimento da agricultura, o agroprocessamento e a construção de clusters, como investimentos em
cidades, para garantir um verdadeiro desenvolvimento económico ao longo destes eixos.
O Banco Mundial é um parceiro tradicional de Moçambique, e o encontro também abordou o apoio orçamental e a continuidade do financiamento ao Estado moçambicano. Este apoio, segundo o Presidente da República, dependerá da aprovação de um novo programa com o Fundo Monetário Internacional (FMI), processo no qual a equipa governamental está a trabalhar “dia e noite”.
Relativamente a esta parceria, o Presidente do Banco Mundial confirmou o progresso na hidroeléctrica de Mpanda Nkuwa, e a instituição financeira internacional está a preparar as garantias e os instrumentos de financiamento. Ajay Banga destacou que o novo quadro de parceria do Banco Mundial com Moçambique enfatizará a criação de qualidade de vida e empregos no agronegócio, energia e infra-estruturas.
Banga felicitou Moçambique pelos progressos em utilizar os seus vastos recursos energéticos (sol, água e gás) e reconheceu os desafios macroeconómicos que o Presidente da República e o seu governo estão a abordar, nomeadamente a coordenação dos equilíbrios macro fiscais. 
O líder do BM expressou a convicção de que Moçambique é “um país muito bonito, com muitas oportunidades” e que o que é necessário é a oportunidade para uma “liderança forte concretizar essas oportunidades”.
Para garantir a sustentabilidade económica e o apoio contínuo, o Presidente Daniel Chapo indicou que o Banco Mundial deixou recomendações sobre reformas essenciais, sobretudo no que toca à gestão das despesas do Orçamento do Estado, ao alargamento da base tributária para aumentar as receitas, e ao investimento na digitalização como ferramenta crucial para a transparência, boa governação e combate à corrupção.
 
O País
29 de Outubro, 2025
13:00
POLÍTICA
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SLIDES
Filipe Nyusi defende acções enérgicas para combater a fome e doenças
O ex-Presidente da República, Filipe Nyusi, diz que é necessário travar o índice de fome, ter respostas eficazes a doenças e promover a justiça social, para que os moçambicanos realmente vivam em paz. 
Dezenas de jovens estudantes e docentes estiveram reunidos e atentos para ouvir o ex-Chefe do Estado, que se desafiou a falar sobre a Paz e Reconciliação, onde defendeu que o país ainda enfrenta  vários desafios, sobretudo na necessidade de consolidar a paz em Moçambique. 
Em cerca de uma hora, o antigo chefe de estado partilhou ainda a experiência que teve com o falecido líder da Renamo, Afonso Dhlakama, durante as conversações para acabar com o conflito político-militar. 
Esse facto serviu como mote para explicar que o diálogo é uma das ferramentas indispensáveis para o alcance da  paz, mesmo sendo um processo contínuo.  
Para o alcance de consensos no diálogo, sem se referir ao Diálogo Nacional Inclusivo em curso, Nyusi explicou que deve haver vontade genuína e cedência. 
O País
29 de Outubro, 2025
11:51
POLÍTICA
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SLIDES
Moçambique e Banco Mundial afinam estratégias para acelerar Mphanda Nkuwa
No cumprimento de mais uma agenda de diálogo aberto e diplomacia económica de alto nível, o Presidente da República, Daniel Chapo, reuniu-se, nesta terça-feira, em Washington, com o presidente do Banco Mundial, Ajay Banga, para discutir o reforço da cooperação entre Moçambique e aquela instituição financeira multilateral. O encontro, descrito como produtivo e estratégico, decorreu na sede do Banco Mundial e serviu para alinhar prioridades de investimento, acelerar projectos estruturantes e definir novas abordagens para o desenvolvimento integrado do país.
Foi um momento simbólico de reaproximação entre Moçambique e uma das suas mais importantes fontes de financiamento. Desde cedo, o Presidente Chapo colocou sobre a mesa as suas principais prioridades: energia, infra-estruturas e industrialização. Com o habitual tom pragmático e directo, o Chefe de Estado começou por agradecer o envolvimento do Banco Mundial nos projectos em curso e reafirmou o compromisso do Governo em acelerar a implementação do ambicioso plano energético nacional, com destaque para o projecto hidroeléctrico de Mphanda Nkuwa, no rio Zambeze.
“Reforçámos aquilo que vocês já sabem: o presidente do Banco Mundial esteve em Moçambique neste ano, e o objectivo era ver projectos concretos que possam gerar investimento e retorno”, começou por dizer Daniel Chapo, antes de sublinhar que a prioridade do seu Governo está centrada na energia. “Temos o projecto Mphanda Nkuwa, uma central de cerca de 1500 megawatts, que é determinante para o futuro do país e para toda a região da SADC. Estamos a trabalhar com o Banco Mundial para garantir o financiamento e o apoio técnico necessários à sua materialização.”
Ao lado da energia hídrica, o Presidente destacou também os investimentos em curso no sector do gás natural, nomeadamente a central de Temane, em Inhambane, com capacidade de 450 megawatts. “É um projecto que já está em construção e que vai reforçar a qualidade da energia no Grande Maputo e permitir a exportação para a África do Sul. Queremos transformar Moçambique num verdadeiro hub regional de fornecimento de energia eléctrica”, afirmou.
Com esta visão, Daniel Chapo reafirmou a ambição de fazer da energia o motor de integração económica da África Austral, um instrumento de cooperação regional e um pilar de desenvolvimento interno. “Temos potencial, temos recursos e temos procura. O que precisamos é de acelerar os projectos, garantir o financiamento e assegurar que a energia gerada se traduz em crescimento inclusivo e sustentável”, disse o Chefe de Estado, sublinhando que o Banco Mundial é um parceiro estratégico nesse caminho.
Outro ponto central da reunião foi o desenvolvimento dos corredores logísticos de Moçambique, com enfoque nos corredores de Maputo, Beira e Nacala, os três eixos que sustentam o comércio interno e regional. O Presidente explicou que o país está a apostar numa abordagem integrada para transformar esses corredores em autênticos motores de desenvolvimento económico.
“O nosso objectivo é fazer uma conectividade entre Moçambique, Malawi e Zâmbia, reforçando o corredor de Nacala. A Zâmbia exporta hoje cerca de 800 mil toneladas de minerais por ano, mas prevê atingir três milhões até 2030. Não tem outra saída logística senão o nosso território”, observou Daniel Chapo, acrescentando que a modernização das infra-estruturas de transporte, combinada com investimentos em agro-processamento e indústria, permitirá transformar Nacala num verdadeiro corredor de prosperidade.
Durante a conversa, o Presidente moçambicano destacou que a visão do Banco Mundial vai além das obras físicas. “Recebemos uma visão muito importante do presidente do Banco Mundial: não podemos pensar apenas em estradas e linhas férreas como corredores de desenvolvimento, mas em espaços integrados que incluam agricultura, indústria, cidades e investimento social. Essa é a nova abordagem que queremos seguir”, explicou.
Ajay Banga, presidente do Banco Mundial, mostrou-se entusiasmado com o ritmo das reformas e o potencial de Moçambique. “Estou muito feliz por ver o progresso que estão a fazer. Estive em Moçambique há alguns meses e visitei o local de Mphanda Nkuwa. É encorajador ver que estão a avançar para concretizar uma das maiores oportunidades de energia hidroeléctrica do continente”, disse Banga, destacando que a instituição está empenhada em apoiar o país a consolidar projectos com alto impacto económico e social.
O líder do Banco Mundial sublinhou que a parceria com Moçambique vai muito além da energia. “A ideia é criar qualidade de vida e empregos para as pessoas, através do desenvolvimento agrícola, do acesso à energia e do fortalecimento dos corredores de transporte. Moçambique tem sol, água e gás — três fontes fundamentais para o crescimento sustentável”, afirmou, antes de elogiar o empenho do Governo na estabilização macroeconómica e nas reformas fiscais.
“Existem desafios macroeconómicos, é verdade, mas o Presidente e a sua equipa estão a trabalhar com foco e determinação para garantir o equilíbrio fiscal e uma melhor coordenação das políticas económicas”, afirmou Ajay Banga, reforçando que o Banco Mundial vê Moçambique como “um país bonito, cheio de oportunidades e liderado por um dirigente com visão e capacidade de concretização”.
Para além dos projectos de energia e corredores logísticos, o encontro abordou também a questão da governação e das reformas fiscais, elementos considerados essenciais para garantir sustentabilidade e confiança junto dos parceiros internacionais. “Falámos das reformas orçamentais e da necessidade de alargar a base tributária para aumentar as receitas do Estado”, revelou Chapo.
O Presidente destacou ainda o compromisso do Governo com a digitalização dos processos públicos. “Estamos a trabalhar na digitalização dos sistemas financeiros e administrativos do Estado, para garantir maior transparência, boa governação e combate à corrupção. É uma das nossas prioridades, e o Banco Mundial tem sido um parceiro importante neste processo”, acrescentou.
A digitalização, frisou o Chefe de Estado, é um instrumento que permitirá não apenas maior eficiência na gestão pública, mas também um ambiente de negócios mais previsível e seguro. “Queremos criar uma administração moderna, transparente e eficiente, capaz de gerar confiança e atrair mais investimento privado”, observou.
Na reunião, o Presidente Daniel Chapo falou também do novo programa que Moçambique está a preparar com o Fundo Monetário Internacional (FMI), cujo sucesso será determinante para a continuidade do apoio do Banco Mundial ao orçamento do Estado. “Estamos a trabalhar dia e noite para que o novo programa com o FMI seja aprovado, porque ele será a base para o Banco Mundial continuar a apoiar o nosso desenvolvimento”, sublinhou.
O diálogo com o Banco Mundial não se limitou à energia e às finanças. Chapo insistiu na necessidade de apostar na agricultura e na agro-industrialização como motores do desenvolvimento rural. “Queremos criar condições para que a juventude moçambicana veja o campo como um lugar de oportunidade, onde é possível produzir, transformar e prosperar. A agricultura e o agro-processamento são fundamentais para manter os jovens no campo e reduzir o êxodo rural”, afirmou o Presidente.
Banga, por seu lado, destacou que o Banco Mundial partilha dessa visão. “A criação de empregos, sobretudo para os jovens, é o coração de qualquer estratégia de desenvolvimento sustentável. Queremos apoiar Moçambique a construir essa ponte entre o crescimento económico e a inclusão social”, afirmou o dirigente, lembrando que o banco pretende intensificar a sua cooperação com o país nos próximos anos.
O encontro terminou com um sentimento de convergência e confiança mútua. Chapo agradeceu as contribuições do Banco Mundial e reiterou que Moçambique está comprometido com reformas profundas e com uma gestão responsável dos recursos públicos. “Queremos continuar a trabalhar com o Banco Mundial e com o FMI para melhorar a nossa situação económica e financeira, criar empregos e garantir uma vida melhor para o povo moçambicano”, afirmou.
Ao deixar a sede do Banco Mundial, o Presidente saiu com promessas concretas de apoio e um sinal claro de que Moçambique voltou a ganhar protagonismo na agenda do desenvolvimento global. Para Ajay Banga, o país é hoje “um bom parceiro, com potencial enorme e um líder determinado a transformar oportunidades em resultados tangíveis”.
A reunião, que se seguiu a encontros com a U.S. International Development Finance Corporation (DFC) e a Câmara de Comércio dos Estados Unidos, consolida a posição de Moçambique como um destino emergente para o investimento internacional. E confirma o novo rumo de uma diplomacia económica assente em projectos, resultados e visão de futuro.
Hugo Firmino
29 de Outubro, 2025
09:39
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