Operação Contenção – Wikipédia, a enciclopédia livre
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Início
1
Antecedentes
2
Operação
3
Reflexos pela cidade
4
Mortes
5
Repercussão
6
Cobertura
7
Ver também
8
Notas e referências
Alternar a subsecção Notas e referências
8.1
Notas
8.2
Referências
Alternar o índice
Operação Contenção
5 línguas
English
Español
Français
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中文
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Discussão
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Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
(Redirecionado de
Operação policial nos complexos da Penha e do Alemão
)
Este artigo ou se(c)ção trata de um
conflito armado
recente ou em curso.
A informação apresentada pode mudar com frequência. Não adicione
especulações
, nem texto sem
referência
a
fontes confiáveis
.
Editado pela última vez em 30 de outubro de 2025.
Operação Contenção
Parte de
Guerra às drogas no Brasil
Vista aérea dos corpos levados a praça no
Complexo da Penha
, na Zona Norte do Rio de Janeiro
Período
28 de outubro de 2025 – presente
Local
Complexo da Penha
e
Complexo do Alemão
,
Rio de Janeiro
Resultado
Em andamento
Partes
Governo do Rio de Janeiro
PMERJ
BOPE
BAC
BPChq
PCERJ
CORE
Comando Vermelho
Líderes
Cláudio Castro
Edgard Alves de Andrade
Forças
2 500 agentes
32 veículos blindados
Centenas de criminosos
Resultados
[
1
]
[
2
]
2
Policiais Militares
do
BOPE
mortos
[
3
]
2
Policiais Civis
mortos
[
4
]
13 policiais feridos (9 PMs e 4 civis), sendo 2 em estado grave
[
5
]
117 mortes
[
6
]
123 presos,
[
nota 1
]
destes 33 de fora do Rio
[
7
]
118 armas apreendidas, sendo 93 fuzis
[
8
]
[
9
]
A
Operação Contenção
foi iniciada em 28 de outubro de 2025 pelo
Governo do Estado do Rio de Janeiro
para conter o avanço do
Comando Vermelho
(CV). Aproximadamente 2 500 agentes policiais participaram e executaram 100 mandados de prisão para deter integrantes
[
10
]
da facção criminosa em 26
comunidades
da
Zona Norte
do
Rio de Janeiro
, principalmente nos complexos da
Penha
e do
Alemão
.
[
11
]
[
12
]
Confrontos intensos ocorreram durante todo o dia. Gangues incendiaram barricadas e usaram bombas lançadas por
drones
contra as equipes das forças especiais.
[
13
]
A operação apreendeu mais de uma tonelada de
drogas
e 118 armas,
[
14
]
[
15
]
incluindo 93
fuzis
,
[
13
]
e matou 132 pessoas.
[
16
]
[
17
]
O governador do estado,
Cláudio Castro
, afirmou que as baixas eram criminosos
[
16
]
e classificou a operação como "um sucesso".
[
18
]
Foi a operação policial mais letal da história do estado,
[
19
]
superando a
Chacina de Vigário Geral
[
20
]
,
a
Chacina do Jacarezinho
[
21
]
, ambas também na
Zona Norte
carioca, e as 111 mortes de presos no
massacre do Carandiru
durante uma rebelião no presídio paulista em 1992.
[
22
]
Antecedentes
[
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|
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]
A polícia do estado do Rio de Janeiro costuma realizar operações de grande escala contra
organizações criminosas
— principalmente em
favelas
— antes de grandes eventos na cidade, como os
Jogos Olímpicos de Verão de 2016
e as cúpulas do
G20 de 2024
e do
BRICS de 2025
. Esta operação ocorreu uma semana antes de a cidade sediar a cúpula do
Grupo C40 de Grandes Cidades para a Liderança Climática
e o
Prêmio Earthshot
.
[
11
]
A
violência nacional
é uma questão crucial antes das eleições nacionais do ano que vem. Quase 50% dos brasileiros acreditam que a segurança piorou sob o
governo Lula
, segundo pesquisa do
Paraná Pesquisas
, um instituto de pesquisa nacional.
[
17
]
Segundo o
think tank
InSight Crime
, o Comando Vermelho é a organização criminosa mais antiga em atividade no país. Tem origem na
Falange Vermelha
, grupo
esquerdista
constituído por
Rogério Lemgruber
na
década de 1970
, durante a
ditadura militar brasileira
, quando presos políticos foram encarcerados juntos à presos comuns no
Instituto Penal Cândido Mendes
em
Ilha Grande
, influenciando-os com táticas de
guerrilha urbana
.
[
23
]
Operação
[
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|
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]
A operação foi lançada durante a madrugada para o cumprimento de cerca de cem mandados de prisão. As equipes que chegaram aos locais ainda no fim da madrugada do dia 28 encontraram traficantes fortemente armados
[
24
]
e enfrentaram forte retaliação por parte dos traficantes, que rapidamente ergueram barreiras e barricadas, algumas em chamas, em diversas áreas dos dois complexos. Em retaliação, os criminosos também utilizaram drones e bombas contra os policiais.
[
25
]
Um total de 123 pessoas foram presas, sendo 113 adultos e 10 adolescentes (estes, apreendidos). Dos 32 integrantes de uma facção criminosa do
Pará
, no norte do país, que estavam escondidas no Rio e tinham mandado de prisão expedido, quatro foram presos.
[
26
]
Também foram presos criminosos da
Bahia
(18),
Pernambuco
(3),
Santa Catarina
(1),
Espírito Santo
(1) e
Maranhão
(1). Além disso, dentre os fuzis apreendidos, dois tinham a inscrição "CV AM" (Comando Vermelho do Amazonas), e um "Tropa de Manaus".
[
7
]
Dois policiais civis e dois policiais militares foram mortos. Outros quinze policiais ficaram feridos,
[
2
]
dois em estado grave.
[
5
]
O líder da facção,
Edgard Alves de Andrade
, vulgo
Doca
, conseguiu escapar, tendo contado com a ajuda de 70 criminosos. O governo do estado ofereceu uma recompensa de cem mil reais por informações que levem à sua captura.
[
27
]
Reflexos pela cidade
[
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|
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]
Criminosos atravessaram ônibus impedindo a circulação em diversas partes da cidade.
Milhares de pessoas voltaram para casa a pé, sem alternativa de transporte.
Em retaliação, criminosos aliados atearam fogo em veículos, espalharam containeres de lixo e posicionaram atravessados nas vias um total de 71 ônibus, com o objetivo de bloquear importantes vias da cidade do Rio de Janeiro, como a
Avenida Brasil
,
Linha Amarela
,
Linha Vermelha
, Autoestrada
Grajaú-Jacarepaguá
,
Centro
,
Rio Comprido
,
Tijuca
,
Vila Isabel
,
Engenho Novo
,
Méier
,
Cascadura
,
Engenho da Rainha
,
Freguesia
,
Taquara
,
Cidade de Deus
,
Anchieta
,
Guadalupe
,
Chapadão
,
Complexo do Alemão
e
Complexo da Penha
, além da
BR-101
, em
São Gonçalo
, na
Região Metropolitana do Rio
.
[
25
]
[
28
]
Os
trens
,
metrô
,
VLT
e
barcas
seguiram funcionando normalmente — com eventuais filas nos acessos devido ao alto número de passageiros que tentavam embarcar simultaneamente na volta antecipada para casa
[
29
]
— mas como eles não abrangem todas as áreas da cidade, muitas pessoas tiveram de transitar para suas casas a pé, em especial na
Zona Sudoeste
.
[
30
]
O
sindicato das empresas de ônibus
determinou que as empresas recolhessem os ônibus, fato até então inédito.
[
31
]
A Polícia Militar também informou a ocorrência de tiroteios provenientes de criminosos do Morro do Dezoito, em
Água Santa
, que dispararam contra a Linha Amarela.
[
25
]
No dia seguinte da operação policial, com a retirada do efetivo do território, o clima de medo de uma grande reação se instaurou e muitos comerciantes preferiram fechar as lojas e a população ficar em casa, já que o Estado não ocupou as comunidades para garantir a segurança de seus moradores e dos bairros do entorno
[
32
]
após o evento, diferente da operação de implantação das
Unidades de Polícia Pacificadores
onde as forças policiais entraram e ficaram nas comunidades.
Mortes
[
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|
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]
Até 29 de outubro, foram contabilizados 119 mortos pelo governo estadual, entre eles quatro policiais.
[
33
]
Entretanto, há indicíos de que os números superem 130 mortos, considerando corpos ainda não verificados. Do total, ao menos 74 corpos foram resgatados pelos próprios moradores, que os carregaram da mata próxima até a Praça São Lucas, no Complexo da Penha,
[
34
]
sem a ajuda de bombeiros, policiais ou qualquer órgão público.
[
35
]
Em muitas regiões, o acesso por ambulâncias e rabecões do
IML
era impossível, visto que diversas das principais vias das localidades foram bloqueadas pelo próprio crime organizado.
[
28
]
Moradores relataram que algumas das pessoas encontradas na mata estariam amarradas e teriam marcas de tiros na testa, nas costas, nas pernas e marcas de facadas, entre outras marcas de execução — tais alegações, até o momento, carecem de provas. Ainda segundo um morador, ao menos um suspeito foi encontrado com uma granada ainda em mãos: "Encontramos um deles com uma granada na mão e outra sem pino, aparentemente. Então deixamos lá".
[
36
]
O presidente da Associação Comunitária do Parque Proletário da Penha, Erivelton Vidal Correa, em entrevista para a
Agência Brasil
, afirmou que:
Muitos corpos deformados, com perfurações no rosto, perfurações de faca, cortes de digitais, dois corpos decapitados, a maioria dos corpos não tinha face, essa era a condição. [Dois irmãos] foram mortos abraçados com um tiro na cara cada um e tiveram as digitais cortadas.
— 
Erivelton Vidal Correa
[
37
]
O dono de uma agência funerária que recebeu alguns dos corpos, Fernando Argivaes, afirmou para a entrevista: "O estado dos corpos é precário. Foi uma verdadeira chacina, uma carnificina. Os corpos ficaram lá no meio do mato, na pedreira, gente que foi executada no local, pela maneira que foi, não foi auto de resistência (em confronto). Estavam escondidos e foram executados quando encontrados."
[
37
]
Os moradores despiram os corpos, removendo roupas, algumas delas camufladas, com o objetivo de permitir a identificação dos mortos, através de tatuagens ou cicatrizes características, uma vez que alguns estavam com os rostos desfigurados.
[
35
]
Por outro lado, o secretário de Polícia Civil, Felipe Curi, afirmou em entrevista coletiva que vai investigar por fraude processual: "Vale lembrar, para desmistificar certas narrativas, que parece ter ocorrido uma espécie de 'milagre' com os corpos que estão aparecendo hoje. Esses indivíduos estavam na mata, equipados com roupas camufladas, coletes e armamentos. Agora, muitos deles surgem apenas de cueca ou short, sem qualquer equipamento — como se tivessem atravessado um portal e trocado de roupa. Temos imagens que mostram pessoas retirando esses criminosos da mata e os colocando em vias públicas, despindo-os. A 22ª Delegacia de Polícia instaurou um inquérito para investigar possível fraude processual."
[
38
]
Metade dos corpos já passaram por
necrópsia
no
Instituto Médico Legal
Afrânio Peixoto em uma grande força-tarefa, uma vez que para além da grande quantidade, muitos dos mortos são de outros estados, o que dificulta a sua identificação. Técnicos do
Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro
(MPRJ) também estão realizando perícias independentes nos corpos, em meio às denúncias de execuções.
[
39
]
A
Defensoria Pública
do Rio pediu autorização ao
Supremo Tribunal Federal
para também realizar uma perícia independente, com o argumento de que a ação policial teria violado a
ADPF
das Favelas
.
[
40
]
Os policiais que participavam da operação utilizam
câmeras corporais
, porém de acordo com o Secretário da Polícia Militar do Rio de Janeiro, Marcelo de Menezes, parte das imagens pode ter se perdido, uma vez que a duração da bateria dos equipamentos é de cerca de 12 horas e devido às condições do conflito, parte dos policiais pode não ter conseguido fazer a troca durante a operação.
[
41
]
As imagens serão verificadas pelo MPRJ.
[
42
]
As baterias das câmeras duram cerca de 12 horas. Começamos a reunir às 3h de terça-feira. As tropas começaram a se movimentar às 5h. Em algum momento, há a substituição dessas baterias. Dado o cenário em que ali estavam empregadas as câmeras, aquelas baterias não foram recarregadas e em algum momento essas imagens podem ter sido perdidas.
— 
Marcelo de Menezes
[
41
]
Repercussão
[
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|
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]
Governador do Rio de Janeiro Claudio Castro em entrevista coletiva, acompanhado do Ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski
O
governador do Rio de Janeiro
Cláudio Castro
classificou a ação como "a maior operação das forças de segurança do Rio de Janeiro" contra, segundo ele, o
narcoterrorismo
.
[
43
]
Cláudio também disse que o governo federal negou empréstimos de veículos blindados das
Forças Armadas
para operações policiais anteriormente, pois o presidente
Luiz Inácio Lula da Silva
se opõe à decretação da
Garantia da Lei e da Ordem
(GLO), que é necessária para a cessão dos veículos.
[
44
]
[
45
]
Temos muita tranquilidade de defendermos tudo que fizemos ontem. Queria me solidarizar com a família dos quatro guerreiros que deram a vida para salvar a população. De vítima ontem lá, só tivemos esses policiais.
— 
Cláudio Castro
[
46
]
Em contrapartida o
ministro da Justiça
Ricardo Lewandowski
disse que não recebeu nenhum pedido de GLO por parte de Cláudio para a operação e que a responsabilidade pela operação é do governador.
[
44
]
[
45
]
Gleisi Hoffmann
,
ministra das Relações Institucionais
, disse que o governo federal não foi informado previamente sobre a operação e defendeu a articulação dos governos federal e estaduais no combate ao
crime organizado
.
[
44
]
No entanto, o diretor-geral da
Polícia Federal
(PF), Andrei Rodrigues, declarou que houve contato prévio da Polícia Militar com a unidade da PF no Rio de Janeiro para avaliar uma possível participação federal na operação, mas que a PF entendeu que a ação não se adequava ao modo de atuação da instituição.
[
47
]
O
procurador-geral
de justiça do MPRJ, Antônio José Campos Moreira, afirmou que a operação "não foi uma operação para retomada do controle do território. As polícias, agindo no seu dever constitucional, deram cumprimento a ordens judiciais. Não houve uma operação para a retomada de território."
[
48
]
Vinte e sete organizações de direitos humanos declararam em uma nota que a operação foi uma "matança produzida pelo Estado brasileiro" e que seus resultados expõem "o fracasso e a violência estrutural da política de segurança no estado".
[
49
]
[
50
]
O
Instituto Fogo Cruzado
afirmou que uma ação como essa não pode ser considerada um sucesso ou resultado de planejamento prévio. O
Instituto Marielle Franco
classificou o evento como um massacre.
[
51
]
O diretor do Centro de Estudos de Segurança e Cidadania do Rio de Janeiro classificou a ação como "algo completamente sem precedentes, sem nenhum tipo de justificativa, talvez a operação mais irresponsável da história do Rio de Janeiro e mostra a total falência desse governo do Estado na área de segurança pública".
[
52
]
O
Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos
publicou no
Twitter
que estava horrorizado com a operação e pediu investigações rápidas e eficazes.
[
53
]
[
54
]
César Muñoz, diretor da
Human Rights Watch
no Brasil, disse que a ação foi uma "enorme tragédia" e que esse tipo de operação gera "insegurança, revela o fracasso das políticas do Rio de Janeiro".
[
55
]
O
Departamento de Estado
dos
Estados Unidos
e seu
consulado
no Rio de Janeiro emitiram um alerta de segurança para viajantes, voltado a cidadãos americanos que já estejam visitando a cidade, aconselhando-os a evitar a região.
[
56
]
[
57
]
No dia seguinte à operação, o presidente do
Senado Federal
,
Davi Alcolumbre
(
União
-
AP
), determinou a abertura de uma
Comissão Parlamentar de Inquérito
, a CPI do Crime Organizado, com o objetivo de "apurar a estruturação, a expansão e o funcionamento do crime organizado, com foco na atuação de milícias e facções" na próxima terça-feira, dia 4 de novembro. O pedido havia sido feito em junho por iniciativa do senador
Alessandro Vieira
(
MDB
-
SE
).
[
58
]
No dia 30 de outubro, em discurso na
Câmara
, o
deputado federal
e
pastor evangélico
da Igreja Ministério Missão de Vida
Otoni de Paula
(
MDB
-RJ) afirmou que a operação teria matado quatro jovens de famílias de sua igreja que não teriam envolvimento com o crime organizado, sem citar nomes.
[
59
]
Meninos que nunca portaram fuzis, mas estão sendo contados no pacote como se fossem bandidos. E sabe quem vai saber se são bandidos ou não? Nunca [vão saber], ninguém vai atrás, porque preto correndo em dia de operação na favela é bandido.
— 
Otoni de Paula
[
60
]
Outros deputados federais também se posicionaram a favor e contra a operação, em consoante sejam aliados ou oposição ao governo federal. A líder do
PSOL
, deputada
Talíria Petrone
(PSOL-RJ), fez discurso em posicionamento contrário:
O que tem sido feito para enfrentar as organizações criminosas é um banho de sangue. Há décadas a gente enxuga sangue, e as famílias continuam sendo destruídas por um modelo de segurança pública encampado pelo governador Cláudio Castro, que é incompetente e covarde.
— 
Talíria Petrone
[
60
]
Já o deputado
Nikolas Ferreira
(
PL
-
MG
) discursou:
Estão chamando de chacina o que foi uma operação legítima. Essa foi a maior faxina da história do Rio de Janeiro. A polícia fez o que precisava ser feito.
— 
Nikolas Ferreira
[
61
]
Após a ação, os governadores
Ronaldo Caiado
(União-
GO
) e
Ratinho Júnior
(
PSD
-
PR
) disponibilizaram tropas locais para oferecer apoio nas atividades de segurança do estado fluminense, caso necessário.
[
62
]
[
63
]
Governadores de centro e direita anunciaram uma comitiva para visitar o Rio de Janeiro na próxima quinta-feira (30 de outubro), afim de demonstrar apoio a Cláudio Castro. Além de Ronaldo Caiado e Ratinho Júnior, são esperados
Jorginho Mello
(PL-
SC
),
Mauro Mendes
(União-
MT
),
Eduardo Leite
(
PSDB
-
RS
),
Romeu Zema
(
Novo
-
MG
) e
Eduardo Riedel
(
PP
-
MS
), além de
Celina Leão
(PP-DF), vice-governadora do
Distrito Federal
.
[
64
]
Após a operação, a
Argentina
declarou alerta máximo em suas fronteiras.
[
65
]
Cobertura
[
editar
|
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]
Capa do jornal
O Globo
no dia seguinte à operação
As emissoras de televisão como a
TV Globo Rio de Janeiro
(geradora da
TV Globo
),
Record Rio
,
SBT Rio
e a
Band Rio
, além dos canais de notícias, modificaram as suas respectivas programações para transmitir os desdobramentos da operação policial e informações de utilidade pública. A TV Globo e a Record Rio suspenderam grande parte da programação nacional vespertina para priorizar a cobertura do evento. No caso da TV Globo, um
jogo amistoso
de
futebol feminino
entre
Brasil
e
Itália
, originalmente programado para as 14h10, não foi levado ao ar para o estado do Rio de Janeiro, sendo substituído por transmissões jornalísticas locais.
[
66
]
A imprensa internacional relatou a operação. O jornal britânico
The Guardian
afirmou que o Rio de Janeiro estava em guerra e que viveu "o pior dia de violência da história". A
Reuters
relatou que a operação ocorreu dias antes da cidade sediar eventos que antecedem a
COP30
e que ações policiais de grande escala são comuns no Rio antes de eventos internacionais.
[
67
]
Já o periódico
The New York Times
chamou atenção para o número oficial de mais de 64 mortos divulgado no primeiro dia, o choque político entre o Governador
Claudio Castro
e o Presidente
Luiz Inácio Lula da Silva
sobre o tema da violência no estado do Rio de Janeiro e que o governador mostrou uma retórica próxima ao Presidente dos Estados Unidos
Donald Trump
ao usar o termo "
narcoterroristas
" para as organizações criminosas do Rio de Janeiro.
Ver também
[
editar
|
editar código fonte
]
Atos de violência organizada no Rio de Janeiro em 2010
Intervenção federal no Rio de Janeiro em 2018
Conflito armado pelo controle das favelas no Grande Rio de Janeiro
Milícia no Brasil
Criminalidade no Brasil
Chacina do Jacarezinho
Chacina da Vila Cruzeiro
Notas e referências
Notas
↑
113 adultos presos e 10 adolescentes apreendidos
Referências
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