(TXT sem título) https://silviolobo.com.br/dominiopublico/txt/parte_690193e58c6b41.75067429_75.txt ntenso que contristar, pois este já enuncia que a coisa que nos contrista “produz em nossa alma uma pena mais funda”. “Ela entristeceu (ficou triste ou mostrou- -se triste) diante daquela cena, que realmente era de contristar os ânimos mais fortes, ou os mais duros corações”. – Mortificar é “afligir até deixar exausto de forças ou de ânimo como se estivesse a morrer”. – Angustiar é “pôr em grande aperto de alma, em aflição horrível”. – Atormentar é “afligir de tormentos, deixando o atormentado como em conturbação, em ânsias de dor”. – Agoniar é “impor ou fazer sofrer suplício ou aflição como de agonia”. – Amargurar é “causar dor acerba e profunda, ferir de grande angústia, pondo a alma em estado de confrac- ção tal que ela só sente forças para repugnar a vida”. – Consternar é “produzir um sentimento tal de pesar, luto e tristeza que faz supor a alma como prostrada de dor imensa, e de assombro, à vista de alguma fatalidade, ou alguma grande desgraça, que se lamenta como castigo do céu. – Inquietar e incomodar são, de todo o grupo, os de predicação menos forte: uma suspeita, ou um pressentimento inquieta, isto é, “tira a calma e serenidade” (diz muito menos que aflige); uma falta que se cometeu desapercebidamente, uma inadvertência, um aperto em que nos põem, um mal-estar, uma ligeira dor incômoda. 81 ACADEMIA, escola, instituto, universidade, colégio, ginásio, liceu. – Todas estas palavras designam estabelecimentos onde se ensina ou se estuda. Discordamos de Bruns. quando estranha que se não possa dizer “a universidade de medicina de Lisboa, a universidade de medicina do Porto, já que estes estabelecimentos em nada dependem da universidade de Coimbra, sendo-lhe, porém, equiparados até certo ponto”. Não é propriamente a independência de que aí se fala, nem a categoria do ensino que se dá no estabelecimento, que determina a classe do mesmo e a denominação que lhe compete. – Universidade devia ser o conjunto de todos os cursos que se podem fazer num país, ou numa cidade, ou ainda num vasto instituto de educação; hoje, no entanto, por universidade designamos o estabelecimento onde se professam muitas faculdades, mesmo que não sejam todas as que se podem professar. É nisto antes de tudo que consiste a diferença entre universidade e os demais termos do grupo. Uma academia, ou uma escola toma a si apenas uma certa ordem de ciências ou artes, ou mesmo uma só arte ou uma só ciência. Temos academia ou escola de medicina, de direito, de engenharia; escola ou academia de belas-artes; ou mesmo academia ou escola de música; escola de cirurgia, academia de pintura, de letras, etc. Não se sabe como usar de nenhum desses dois vocábulos sem um restritivo que lhes designe a especialidade de conhecimentos que ministram. Se se disser só – escola, – ou só – academia – há de subentender-se que se sabe já de que academia ou escola se está tratando: ou então, o nosso interlocutor não terá noção exata, precisa do estabelecimento a que nos referimos. O mesmo não se dá