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a relação mais íntima que o termo junção. Quando entre duas coisas subsiste a união, pode dizer-se que elas constituem uma unidade”.

G35
URGÊNCIA, pressa. – Distinguem-se perfeitamente estes dois vocábulos, que às vezes se empregam sem distinção na linguagem ordinária. Tenho muita urgência; tenho muita pressa – é comum ouvir-se, em casos idênticos, e com o mesmo sentido. Mesmo entre autores, vê-se a diferença entre estes dois termos assim definida: “o que requer pressa não consente perda de muito tempo; o que requer urgência exige que não se perca tempo nenhum”. Mas passando a aplicar os dois vocábulos, sempre se logra perceber alguma coisa mais do que se aí apanha. Nestas frases, por exemplo: “Tenho urgência de dinheiro; temos urgência de realizar o negócio; preciso de falar-te com urgência; a urgência em que me sinto de procurá-lo, etc.

– nessas frases só a palavra urgência diz com perfeita propriedade o que se quer. Dá-se até que em alguns casos a mudança de urgência por pressa viria alterar logicamente a frase: – “falar-te com urgência” e – “falar-
-te com pressa” decerto que são coisas bem diferentes. – Por outro lado, nestas frases: vou com muita pressa; por que tanta pressa em sair?; deu-se ela pressa em falar-nos, etc. – aí, é evidente, não caberia urgência para exprimir o que desejamos. Vê-se desses exemplos que urgência é propriamente “necessidade imediata, instância, exigência”; e pressa é “açodamento, atividade exagerada, ânsia, alvoroço em fazer alguma coisa”.

G3G
ÚTIL, proveitoso, conveniente, vantajoso, profícuo; utilidade, proveito, conveniência, vantagem, proficuidade. – Útil dizemos daquilo que presta para alguma coisa, que tem, na ocasião, nas circunstâncias, ou nas condições em que está, algum préstimo. – Proveitoso é o que oferece ou traz proveito. Entre proveito e utilidade há uma distinção que se deve considerar essencial. Basta ver que há utilidades que não são proveitosas (desde que não se tirem delas os proveitos que se calcula ou deseja); mas não se concebe proveito algum que não seja útil. O que é útil provém da qualidade, ou da simples propriedade boa ou favorável (utilidade) de alguma coisa; o que é proveitoso provém da vantagem, do fruto, do benefício que se tirou (proveito) de alguma coisa. – Proveito encerra, pois, ideia de lucro; utilidade, ideia de serventia.
– Conveniente significa “que convém; que
combina com o que queremos; que importa não deixar de fazer, porque pode induzir a um bem, ou dar uma vantagem, interesse, etc.” – Conveniência é a qualidade do que é conveniente. Pode, portanto, haver utilidade, e até proveito, que não nos seja conveniente no momento (que não nos convenha na

ocasião); mas as nossas conveniências (isto é – as coisas que nos são convenientes) sempre nos são úteis, mesmo que, afinal, verifiquemos que não nos trazem real proveito. – Vantajoso propriamente só devíamos dizer daquilo que nos promete ou oferece lucros ou proveitos maiores que os proveitos de uma outra coisa; pois a va