(TXT sem título) https://silviolobo.com.br/dominiopublico/txt/parte_690193e58c6b41.75067429_560.txt er contrário ao decoro, aos bons costumes, à sã moral”. Palavras, gestos, atitude, atos indecentes. – Imoral – “contrário à moral, aos bons costumes”. – Indecoroso = “contrário ao decoro; que escandaliza, ofende a decência”. – Impudente = “que não tem pudor”. – Desvergonhado (ou desavergonhado) = “que não tem vergonha”. – Descarado = “cínico, sem compostura de homem digno”. – Desfaçado “de uma desvergonha desafrontada e ufana”. G24 TRADUÇÃO, versão. – Segundo Laf. – “designam estas palavras o modo de reproduzir numa língua o que foi escrito ou enunciado em outra”. Versão (do latim vertere “mudar”, (de sentido, de face, de aspeto) significa propriamente que um discurso é mudado de uma para outra língua; e tradução (de traducere “transportar”) marca que o discurso é transportado de uma língua para outra. Ora, como é mais fácil mudar uma coisa de um para outro lado, ou fazê-la mudar de aspeto, do que fazê-la mudar de uma parte para outra, segue-se que a palavra versão indica que nesse trabalho entrou menos de espírito de quem o fez do que no trabalho de uma tradução. A versão é literal; quem a faz não altera em coisa alguma o sentido do discurso que verte, nem muda mesmo a ordem gramatical do texto, e a construção das frases; conforma-se de tal modo e tão fielmente com a índole do original que lhe reproduz os próprios idiotismos. “O latim das Escrituras é uma simples versão literal em que se conservaram... muitas frases hebraicas e gregas”. (Fénel) “Redigir um compêndio da Bíblia em melhor latim que a Vulgata, cujos autores só cuidaram da literalidade da versão.” (Lah.) A tradução deixa ao tradutor mais liberdade: daí o dizer-se – uma tradução livre, e jamais – uma versão livre. O tradutor acrescenta ao que fez a versão o que tem de próprio o gênio de sua língua; acomoda-se, quanto lhe permite o seu talento, às leis da correção e da elegância; procura, em suma, enunciar seus pensamentos tão bem como faria se ele próprio os tivesse concebido. Tem, portanto, o tradutor estilo seu, e ao ponto de poder uma boa tradução tornar-se, na língua do tradutor, uma bela obra literária; tal é a tradução francesa das Geórgicas de Virgílio por Delille. “Se o tradutor se afasta demais do original, é claro que não traduz, mas imita; se o copia servilmente, faz uma versão. Não haveria um meio-termo a preferir?” (Marm.) Se a versão (do Novo Testamento) de Mons tem alguma coisa de censurável, é principalmente o afetar um certo excesso de polidez e querer dar, na tradução, um deleite que o Espírito Santo, que a inspirou, não se apercebeu de pôr no original. (Boss.) Gueude- ville, tradutor da Utopia de Th. Morus, diz, no seu prefácio, que fez uma tradução livre, e que se se preferem versões escrupulosas, o melhor é que lhe não leiam a obra. Para explicação do latim, quer Dumarsais que “se ponha por baixo do texto a versão interlinear, e por baixo desta versão a verdadeira tradução em língua francesa”... (D’ Al.) G25 TRAGO, sorvo, gole, hausto. – “Concordam estes vocá