(TXT sem título) https://silviolobo.com.br/dominiopublico/txt/parte_690193e58c6b41.75067429_556.txt átaros que acrescentam ao defeito físico modos e gestos ridículos”. – Tartamudo é o que mal pronuncia as palavras, atropelando-as, precipitando-as; confundindo-as assim de tal modo que se tornam difíceis de entender-se. A tartamudez tanto pode provir de defeito dos órgãos da fala, como ser efeito momentâneo de alguma comoção. Tartamudo dizem que era Moisés. – Tartamelo parece distinguir-se de tartamudo (de que é simples corrupção) em não sugerir a mesma ideia de precipitação e de ânsia que se inclui em tartamudo. O tartamelo pronuncia mal, não destaca as sílabas, nem mesmo as palavras, ou então as corta, trucida as frases, etc., mas não é tão precipitado. – Gago é o que tem dificuldade em falar, em dizer sobretudo a primeira palavra, e a primeira sílaba de cada palavra; e por isso fala como quem se lança aos ímpetos, ou vai aos saltos; ou como se as palavras lhe viessem aos borbotões, ou lhe saíssem de jato em jato. O gago fica muito vizinho do tartamudo; e será muitas vezes difícil distingui-los. G15 TEMER, recear, suspeitar, desconfiar. – Temer, aqui, é “crer na probabilidade de um mal ou contratempo qualquer: temo que ele se desdiga; temo que me censurem”. – Recear é temer o engano, a falsidade, o mal que outrem nos pode fazer, ou o prejuízo que nos pode causar, sem que, porém, tenhamos grandes fundamentos que justifiquem o nosso receio: receamos que não venha; os escarmentados receiam tudo de todos. – Suspeitar é formar um mau juízo em virtude de indícios ou antecedentes: “suspeito que ele me engana”. (Bruns.) – Parece haver, do último para o primeiro, uma perfeita gradação na força expressiva destes verbos: suspeitamos desconfiando, isto é, inquietando-nos ligeiramente; receamos preocupando-nos; tememos pondo-nos em guarda, quase afligindo-nos. – Desconfiar é menos que recear e temer, mas é mais que suspeitar. Desconfia aquele que tem já algum motivo um tanto sério para, conquanto, esse motivo não atinja diretamente a pessoa ou coisa de que se desconfia. No meio de bandidos desconfiaríamos de um santo. Desconfiaríamos de um homem de bem que convivesse com velhacos. O marechal confiava desconfiando. G1G TEMPLO, igreja (igrejório, igrejário, igrejinha, igrejola), basílica, ermida, capela, delubro, fano, edícula, santuário. – Segundo S. Luiz, “convêm estes vocábulos (os três primeiros) em exprimir a ideia genérica de lugar destinado para o exercício público da religião; mas com suas diferenças”. – Templo refere-se diretamente à divindade; igreja, aos fiéis; basílica, à magnificência, ou realeza do edifício. – Templo é propriamente o lugar em que a divindade habita e é adorada. – Igreja é o lugar em que se ajuntam os fiéis para adorar a divindade e render-lhe culto. Por esta só diferença de relações, ou de modos de considerar o mesmo objeto, vê-se que templo exprime uma ideia mais augusta; e igreja, uma ideia menos nobre. Vê-se ainda que templo é mais próprio do estilo elevado e pomposo; e igreja, do estilo ordinário e comum. Pela mesma ra