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ou de grande tom, fechado, de quatro rodas e ordinariamente de dois lugares.

8GG
SEGREGAÇÃO, segregar, secretar, secreção. – Segregar e secretar exprimem de comum a ideia de separar, afastar, destacar uma coisa da outra. Não devem, no entanto, confundir-se. – Segregar diz propriamente – “pôr de parte, desunir, apartar, expelir de si alguma coisa. Segrega-se uma alma do mundo saindo do convívio dos homens, e metendo-se numa solidão. E também: “segregam os organismos o que lhes não é útil à vida, ou o que não podem assimilar”... É mesmo só neste sentido que segregar se faz sinônimo de secretar. Este verbo diz em geral – “pôr para fora”; mas sugere a ideia de que faz isso como função própria e natural; função que se diria também integral porque se associa a outras funções orgânicas. Por sua vez a segregação não se confunde com a secreção, sendo esta, não só o ato de secretar, como o produto mesmo da segregação em certos casos e do ato de secretar em outros.– Segregação é apenas a ação de segregar. Não diríamos, portanto – segregação da saliva, mas
– secreção (por ser uma função natural); nem
– secreção de um doente, mas – segregação.

8G7
SEGUIDAMENTE, ato contínuo, imediatamente, de seguida, em seguida, logo após.
– Seguidamente exprime de modo claro e indubitável o mesmo que – “sem interrupção”, ou – “sem parada, sem tardança”. – Fomos seguidamente da fazenda à aldeia e à cidade. – A locução ato contínuo (ou – em ato contínuo – como também se usa) diz o

mesmo que seguidamente, com a diferença que aquela locução sugere ideia de que não mediou tempo apreciável entre o que se deu e o que se seguiu. “Celebrada a missa, teve lugar ato contínuo a cerimônia da bênção”... – Imediatamente dá ideia da pressa, da rapidez com que se seguiu uma coisa, ou um ato a outro. “Chegamos e fomos imediatamente à casa do capitão”... – De seguida quer dizer – “sem parar, continuando o que se vinha fazendo ou dizendo”. Equivale quase a ato contínuo, se bem que esta locução exprima melhor a rapidez com que um ato sucede a outro. – Em seguida diz apenas – “depois do que se fez”; e equivaleria perfeitamente a logo após se esta locução não desse melhor a ideia da instantaneidade com que um ato seguiu a outro.

8G8
SERVIR DE, servir para. – Quando uma coisa se adapta a um certo uso, dizemos que serve para... Quando acidentalmente pode prestar-se a um emprego ou uso que lhe não é próprio, dizemos que serve de... A língua serve para falar... O vinho lhe serviu de água...

8GG
SIGILO, segredo, reserva. – Para distinguir segredo dos dois outros vocábulos deste grupo, basta ver que dizemos, por exemplo:
F. revelou o segredo, e não – revelou o sigilo, nem – revelou a reserva. – Segredo é, pois, a própria coisa que se nos confia, que está só conosco, que devemos guardar conosco. – Sigilo e reserva dizem exclusivamente à obrigação em que estamos de não revelar o segredo. O sigilo é muito mais rigoroso que a reserva. Quem guarda reserva a respeito de uma coisa tem apenas o cuidado