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ou desordenado e repetido”. Dá pinotes a besta. Anda aos pinotes (ou aos saltos) o coelho. – Cabriola é salto ligeiro, rápido, “como de cabra”, em que o saltador gira no ar ou se dobra e revira saltando. – Pirueta é cabriola repetida, como se se saltasse girando. – Cambalhota é movimento como de pulo e trambolhão. – Pincho é pulo, pinote como em arremesso ou investida.

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QUANTIA, soma; quantidade, número. – Entre quantia e quantidade a diferença é palpável. Dizemos: quantidade de gente, de livros, etc. (não – quantia); quantia em oiro, em papel; quantia enorme, quantia de 100$000 (não – quantidade). – Quantidade é, portanto, tudo o que pode aumentar ou diminuir; e num sentido mais particular, designa grande número, multidão, porção incalculável. – Quantia, na acepção usual, é porção de dinheiro, de valores. Já se faz obsoleta a locução – sem quantia, significando “sem conto, difícil de contar, inúmero”. – Entre quantia e soma há uma diferença semelhante, tomando-se soma no sentido em que é sinônimo de quantia. Soma tanto se emprega neste sentido particular, como para designar quantidade formada de outras quantidades, sem atenção à espécie de coisas de que se trata. Soma significa, em geral, um como resumo de várias porções,

valendo por estas mesmas. Tratando-se de dinheiro conserva esta significação restringida pela espécie. Conseguiu-se reunir a soma de tanto (isto é, várias quantias que se representam nesta soma). – Entre número e quantidade nota-se muito claro: o número é a designação, a fixação, ou a expressão da quantidade. Dizemos: quantidade de trigo (não – número); número de alqueires (não – quantidade de alqueires); quantidade de povo (não – número de povo). Há casos, no entanto, em que se poderia aplicar indistintamente quantidade ou número: grande número de meninos, ou grande quantidade de meninos; uma certa quantidade de livros, ou um certo número de livros. Conclui-se daí: – que, em regra, quantidade se aplica tanto ao que pode ser contado por indivíduo, por grupo, por objeto, etc., como ao que pode ser medido, pesado, discriminado, etc.: Quantidade de areia; quantidade de bois; – e que número só se aplica no primeiro caso, isto é, ao que é ou pode ser contado por indivíduo, etc.: número de bois.

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QUIMERA, ilusão; fantasia, utopia, visão. – Quimera, como se sabe, é o nome, na mitologia grega, de um animal fabuloso, formado de partes e membros de diferentes animais; daí o emprego desta palavra para significar toda coisa absurda ou monstruosa que uma imaginação doentia é capaz de conceber. Nem sempre, porém, a quimera será coisa disparatada só pelo contraste em que se põe com o que é natural; muitas vezes pode acontecer que esse contraste seja apenas aparente. Tanto assim que dizemos – uma bela quimera, para significar que, através da monstruosidade, ou da incongruência aparente, se descobre alguma harmonia ou beleza naquilo mesmo que parece agora simples quimera. – Neste caso, diríamos com muito mais propriedade – utopia. Est