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voz, a dor, os sofrimentos morais. – Enternecer é tornar mais do que brando: é “fazer tenro, dócil, sensível, comovido”. – Amenizar é fazer ameno, isto é, “fresco, suave, aprazível, delicioso... como as campinas florescidas...” – Atenuar é “fazer mais delicado, reduzir a menos, diminuir as proporções”. – Temperar é “pôr em grau de força, de movimento, de intensidade conveniente”. – Adormentar é diminuir ou “suspender momentaneamente o movimento, a ação, a sensibilidade – como que adormecer, que aliás é mais preciso e mais forte. – Adoçar diz propriamente “fazer doce” (como adocicar equivale a “tornar mais doce, meio doce”). – Serenar é “fazer sereno, moderar o ímpeto, aplacar pouco

a pouco”. – Abonançar – “fora do sentido reto, que tem referindo-se ao tempo, ao mar, ao vento, etc., tem cabida ao falar das calamidades, dos infortúnios, considerados como tempestades da vida; a sua significação é a mesma nos dois sentidos: serenar, fazer cessar a tormenta” (Bruns.). Apaziguar diz propriamente “restabelecer a paz, harmonizar, pôr de acordo”. – Acalmar, segundo Bruns., “é fazer diminuir a cólera, a agitação, a violência, a emoção, etc.; o verbo não encerra, porém, a ideia de ser a calma completa nem duradoura; antes, pelo contrário, deixa supor que a agitação, a violência, etc., podem recrudescer: “o vendaval que acalmara (que ficara menos forte) ao amanhecer, desencadeou-se depois com mais fúria”. Dizer que a idade acalma as paixões não significa tanto como “a idade modera as paixões”. Efetivamente, em moderar há significação reguladora, a moderação sendo constante: o que não se dá com acalmar. – Mitigar é moderar o rigor, a rudeza; e ajunta à noção de abrandar a ideia de “agradar, consolar”. “Como esta música ou esta voz lhe mitiga tantas dores.” “Não há nada capaz de mitigar-lhe aquela saudade”.

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ABRASADOR (ou abrasante), ardente, caloroso, cálido, quente, cáustico, queimante, queimoso, candente, comburente, carbonizante. – Abrasador (ou abrasante) significa propriamente “que reduz a brasas”: no sentido figurado diz, portanto, “tão quente que parece queimar como o fogo”. – Ardente, na acepção que tem aqui, está no mesmo caso de abrasante: vale por um superlativo de quente. – Caloroso define-se pelo próprio radical. Bruns. estabelece uma gradação ascendente no valor destes três adjetivos e dispostos nesta ordem: caloroso, ardente, abrasador. – Cálido e quente aproximam-se bastante; devendo notar-se o

seguinte: cálido é o que tem naturalmente um alto grau de calor, o que de si mesmo é quente. Não se diria com propriedade, por exemplo: “a sopa está cálida”. Nem deve este adjetivo ser usado, pois, com o verbo estar. Quente é o que “pode ter mais ou menos calor, ou cuja temperatura, determinada por ação estranha, pode aumentar ou diminuir”. Emprega-se, no entanto, com o valor de cálido quando se diz: “clima quente”, “que dias quentes”. – Cáustico e queimante dizem quase a mesma coisa: apenas o primeiro aplica-se para significar coisa ou droga qu