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s, o que não é contrafeito, nem adulterado. Em lógica, é legítimo o raciocínio, quando os princípios são verdadeiros, e a consequência legitimamente deduzida, isto é – deduzida segundo as regras. Em moral, são legítimas as ações que conformam com a razão, a equidade, e a justiça universal; é legítimo o uso que fazemos das nossas faculdades quando esse uso é conforme aos intuitos da natureza, e regulado pela razão. Em jurisprudência, são “legítimas todas as ações, ou omissões, que as leis ordenam”. – Lícito “supõe um direito que está mais na consciência que nas leis; que é superior, portanto, a toda autoridade; e tem uma extensão que só a moral pode limitar. Nem todos os negócios legais são lícitos. – Permitido dizemos de tudo aquilo que a lei e a moral não condenam”.

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LIMAR, polir, brunir. – Lac. resume perfeitamente os que o precederam: Limar é tirar com a lima as asperezas e desigualdades de uma superfície. – Polir é fazer desaparecer o trabalho da lima, tirando o resto das asperezas que ficaram, e tornando liso, luzidio e agradável à vista o corpo limado. – Brunir é dar o último grau de lustre aos objetos limados, principalmente metais, dando-lhes uma certa cor particular como a dos espelhos. No sentido translato, limar uma produção do engenho é corrigir o estilo, torná-lo igual, rejeitar vulgaridades, etc. – Polir essa mesma produção é, além de a limar, dar-lhe elegância, graça, brilho. O verbo brunir não se usa neste sentido”.

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LINGUISTA, filólogo, gramático (linguística, filologia, gramática). – Ordinaria-

mente confundem-se, não só linguística e filologia, mas estes dois termos com o próprio terceiro do grupo. Não é raro ouvir chamar-se filólogo ou linguista a um gramático, ou mesmo a um simples gramaticógrafo. Littré define assim a filologia: “espécie de saber geral que abrange as belas-letras, as línguas, a crítica, etc.; mais particularmente – estudo e conhecimento de uma língua, considerada como instrumento ou meio de uma literatura”. E quanto à linguística diz o mesmo autor: “é o estudo das línguas consideradas em seus princípios, em suas relações, e apenas como sendo um produto involuntário do espírito humano”. É, portanto, a linguística uma ciência natural; enquanto que a filologia é propriamente uma ciência histórica. Pode-se restringir ou particularizar a filologia; mas a linguística, que estuda em geral o fenômeno da linguagem em si mesmo, supõe-se que abrange todas as línguas que se possa ter a alcance. Poderíamos dizer: filologia grega, filologia das línguas semíticas, filologia americana; mas decerto que se não dirá: linguística americana, etc. – Gramática é propriamente o estudo de uma língua no estado em que se encontra, e portanto, nos princípios, leis ou regras clássicas que a regem. A gramática pode abranger também muitas línguas, e então se chamará comparativa; e neste caso, aproxima-se muito da linguística. – Entre gramático e gramaticógrafo há uma grande distinção. – Gramático é o letrado que conhece bem a s