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meio deste se ocupa em coisas cujo êxito lhe é em si muito indiferente. O homem que é indiferente ao interesse seu próprio, que vê com igual rosto a próspera e a adversa fortuna, mas que não é de modo algum indiferente às regras e ditames da razão, ao bem de seus semelhantes, merece louvores por sua indiferença, que é a de um sábio, e não a de um egoísta. – Indolência é o estado de desídia e inação em que fica a alma, sem estímulos para agir, sem motivos de tomar partido entre ideias ou questões

que se controvertem. – A impassibilidade caracteriza-se pela imobilidade que parece refletir o estado da alma “que não sofre do que se lhe passa em torno”; que é indiferente à vista do que se dá. – Inexcitabilidade é a qualidade de não ser excitável, de não ceder a estímulos. O impassível não se comove; o inexcitável não se deixa excitar, não se agita facilmente.

7G5
INDIVÍDUO, pessoa. – Indivíduo não é só todo animal, mas “todo ser íntegro que ocupa um lugar na natureza”. – Pessoa é, como diz Roq., “um homem ou uma mulher que tem este ou aquele estado. A condição que acompanha um ser racional é o que o distingue como pessoa, e o que o faz credor de certos direitos, e o sujeita a estes ou àqueles encargos. Um indivíduo não representa nenhuma classe, só indica uma espécie; a pessoa está sujeita a uma classe, e tem unidos à sua existência atributos que a distinguem das demais. – Indivíduo é um ser que se considera isolado; uma pessoa é uma parte da sociedade”. – É preciso acrescentar que, em ciência jurídica, pessoa é, em geral, “toda representação de direito”, como definem os jurisconsultos. Uma associação, uma companhia, etc., podem ser pessoas jurídicas. T. de Freitas diz que pessoas são “todas as representações de direito que não se referirem a coisas, nem a efeitos”.

7GG
INDIZÍVEL, inexprimível, inefável. – Indizível – diz Bruns. – aplica-se, tanto no bom como no mau sentido, “às coisas que são de tal modo extraordinárias que não achamos palavras ou frases com que expressá-las. – Inexprimível dizemos das coisas que de tal modo excedem toda concepção que não podemos descrevê-las, ou dar das mesmas, pela palavra, uma ideia exata. – Inefável se diz das

coisas místicas que não se podem ou não se devem revelar; e extensivamente, daquelas alegrias, deleites ou prazeres que se elevam, além de quanto humanamente se pode esperar”.

7G7
INFÂNCIA, puerícia, meninice; infantilidades, puerilidades, meninices; infante, menino, criança, pequeno; infantil, pueril. – É de S. Luiz o seguinte: – “Infante é o macho ou a fêmea da espécie humana, de tão tenra idade que ainda não fala direito, ou não pronuncia bem o que fala (do latim infantia ‘carência da palavra’). O tempo da infância costuma contar-se desde o nascimento do homem até os sete anos de sua idade. – Menino ou menina é o macho ou a fêmea da espécie humana na sua puerícia, isto é, desde os sete anos até que aparecem os primeiros sinais da puberdade”. – Criança é o macho ou a fêmea da espécie humana70 enqu