(TXT sem título) https://silviolobo.com.br/dominiopublico/txt/parte_690193e58c6b41.75067429_491.txt o volume que comumente apresentam os livros. Não se diria decerto – livro de boa ou regular grandeza. Por isso ainda, ninguém pergunta: de que grandeza é tal ou tal objeto? – desde que o objeto é conhecido e tem uma grandeza normal (que é tamanho). – Volume é “a grandeza do corpo maldestacada do conjunto ou da massa, como se ele estivesse em movimento, ou muito ao longe, de modo que se lhe não pudesse tomar nem a forma, nem as proporções”. Não se aplicaria, portanto, esta palavra aos infinitamente pequenos, nem mesmo a corpos de grandeza insignificante. Poder-se-ia dizer – o tamanho, e até – a grandeza de um mosquito, ou mesmo de um infusório; nunca, porém – o volume. – Magnitude, tratando-se de grandezas excepcionais, pode tomar-se num sentido análogo ao de tamanho; pois magnitude só se aplica, no sentido físico, a certas grandezas extraordinárias, a corpos cujo volume é excessivamente grande. Esta palavra é, no entanto, muito pouco usada nesta acepção, é preferida para designar grandeza no sentido moral ou grandeza das coisas morais: magnitude de um empreendimento, de uma ideia, de uma causa, etc. – Dimensão é “qualquer face do corpo, ou qualquer lado da superfície, ou a extensão da linha”: em geral – é “a medida da grandeza num certo sentido ou direção”, e quando queremos com esta palavra referir-nos ao tamanho, ou dar ideia do volume do corpo ou da extensão da superfície, temos de empregá-la no plural, pois que só assim designa ela a medida da extensão ou do corpo no seu conjunto: um edifício de dimensões colossais; uma esplanada de amplas dimensões. – Proporção designa a relação existente entre as várias partes de um todo; e dá também, no plural, ideia de grandeza do todo. Do mesmo modo que não se pode dizer – a dimensão de um edifício (porque não há edifício de uma só dimensão), também não se diz – a proporção de um corpo. Dizemos, sim – a proporção desta com aquela ou com aquelas partes do corpo; a dimensão da largura, do comprimento, etc. 770 GRANDÍSSIMO, muito grande. – Parece que se trata aqui de uma simples questão que se resolve pela gramática; e não é assim, no entanto. – Grandíssimo é muito mais que simples superlativo sintético de grande. Escreve a propósito Roq.: Diz o autor dos Sinônimos da língua portuguesa69, e já antes dele 69 ~ Alude a S. Luiz. “As formas – diz este – nos adjetivos portugueses em íssimo, adotadas pelos nossos escritores desde o século XV, não foram introduzidas para trazer à língua uma abundância estéril: eram necessárias para melhor se poderem exprimir diferentes graus das qualificações dos objetos, e para que desaparecesse do discurso polido a grosseira fórmula mui muito, que até então se usava no mesmo sentido. – Grandíssimo, pois, diz mais que simplesmente muito grande; exprime um grau mais elevado na escala; e as formas em íssimo correspondem ao mui muito dos antigos, e ao muito muito com que ainda hoje, na linguagem vulgar e familiar, exageramos as qualificações dos objetos, que são suscetíveis de d