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vez de quinta. Há notável diferença entre fazenda e sítio; designando o primeiro a “vasta propriedade territorial, com prédio mais ou menos confortável, e onde se fazem grandes lavouras e principalmente criação em larga escala”; e o segundo, sítio, designando propriamente “um pequeno prazo de terras com casinha humilde e tosca, habitada por pequeno lavrador”. – Casa de campo não é também muito usual no Brasil: para indicar a casa de campo usa-se ainda do vocábulo fazenda, ou então de chácara. Entre chácara e fazenda há igualmente a grande diferença, que consiste em ser a chácara, não só de muito menor extensão de terras (e só se prestar para o cultivo de legumes e frutas), mas sempre situada nas imediações das cidades e vilas.

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GRATIDÃO, reconhecimento. Segundo S. Luiz: – “Reconhecimento exprime o ato de tornar a conhecer, isto é – de conhecer bem o benefício, de repassá-lo na memória, de o confessar. – Gratidão exprime o sentimento habitual que nos inclina a dar graças pelo benefício. – Reconhecimento refere-se imediatamente ao benefício; gra-

tidão, ao benfeitor. Reconhecemos o benefício, e somos gratos a quem no-lo fez. – O reconhecimento parece que depende principalmente do juízo, e da memória: é um dever de justiça; basta ser justo, para ser reconhecido. A gratidão depende mais da sensibilidade: é um dever de sentimento; faz-nos caro o benfeitor, e inspira-nos o desejo de lho mostrarmos; é necessário ter o coração sensível para amarmos a quem nos faz bem. O reconhecimento lembra-se do benefício; confessa-o; e está pronto a pagá-lo por outro. A gratidão lembra-se do benefício com prazer e sensibilidade: tem gosto em confessá-lo; está também pronta a retribuí-lo; mas nunca chamará a isto paga, nem jamais se julgará desobrigada da sua dívida. O reconhecimento, enfim, é o princípio da gratidão: esta é o complemento do reconhecimento. Aquele que, reconhecendo o benefício, cuida em pagá-lo por outro, para se livrar do peso do reconhecimento, é um ingrato. A gratidão preza e ama o título de devedora, e quer sempre conservá-lo, ainda que muito faça em serviço do benfeitor”.

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GUANTE, manopla, luva. – “Antes que se tivesse – escreve Roq. – introduzido na língua a palavra luva, que vem do inglês glove, não se conheciam outras para designar o resguardo com que se cobre a mão, senão guante e manopla; mas havia entre elas esta grande diferença. O guante era resguardo ou ornato de camurça, pelica, etc., em que se metia a mão, a mesma coisa que hoje se conhece pelo nome de luva; e a manopla era a peça do arnês com que se guarnecia a mão, e toda de ferro. A manopla é muito mais antiga que o guante. Desde que se deixou de usar a armadura, não houve mais manopla e ficou o guante; depois veio a luva. Por isso que tem a nossa língua a palavra luva, que não existe entre os franceses

que dizem gant, nem entre os italianos que dizem guanto, nem entre os espanhóis, que dizem guante – classificaremos deste modo as três palavras: falando dos tempos moderno