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nção a uma ou algumas delas, e nelas a fixamos, e as consideramos como se estivessem desacompanhadas das outras. A generalização é aquela operação pela qual a mente se eleva às ideias gerais. Com a abstração tira-se alguma coisa ao conhecimento, diminui-se o objeto da atenção; com a generalização ajunta-se, engrandece-se, em uma palavra generaliza-se... Eis aqui a descrição sucinta da generalização: recebo a sensação de um objeto particular; ajunto-lhe a ideia de ser, e com isto a possibilidade de infinitos objetos iguais àquele por mim percebido: ei-
-lo generalizado. Se, ao contrário, em vez de subir do indivíduo à espécie, e desta ao gênero,
separo mentalmente daquele objeto alguma de suas propriedades: eis a abstração. Quando vejo, por exemplo, uma ave, e sem me ocupar da cor de suas penas, da forma de seu bico, etc., suponho a possibilidade ou a existência de outras aves da mesma ou semelhante espécie, e a elas atribuo as propriedades que naquela descubro, generalizo”.
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GENEROSO (generosidade), liberal (liberalidade), munificente (munificência),

magnânimo (magnanimidade). – De acordo com Bourg. e Berg. dá-nos Bruns.: Consiste a generosidade no completo esquecimento de si próprio para só pensar no bem dos outros68; ela induz à clemência, à beneficência, e à dedicação. O homem verdadeiramente generoso sacrifica quanto tem, e até a própria vida, para que dos seus bens e do seu ser possa advir alguma felicidade ao próximo, mas ao próximo considerado em absoluto, sem distinção de amigos nem de inimigos. Raro exemplo de generosidade deu Codro oferecendo a própria vida para dar a vitória a Atenas. A liberalidade é uma espécie de generosidade que consiste em dar quanto se pode, sem, no entanto, nos privarmos do que nos é indispensável. A liberalidade difere, porém, muito da generosidade, principalmente por ser a manifestação de um impulso espontâneo: o que não se pode dizer da generosidade, a qual – nisso consiste a sua virtude – é refletida e ponderada. O liberal dá quase sem querer dar, e, portanto, dá sem sacrifício; o generoso dá porque quer dar, porque se decidiu ao sacrifício do que dá. A magnanimidade não é própria senão das grandes personagens; e apenas se diz com referência a ações que excedem em muito as ações ordinárias dos homens. “Sêneca elogiou a magnanimidade com que Cesar perdoou a Cina”. Magnânimo é “aquele que tem alma verdadeiramente grande”. – Munificência só se devia atribuir a Deus. Deste gênero é o único atributo que se pode

68 ~ Isto parece demais: generosidade assim excederia à própria caridade cristã. O que está no uso corrente é que generoso é antônimo de somítico ou mesquinho, avarento, sovina: generosidade é a nobre qualidade de ser franco em distribuir com os outros os bens que estão a nosso alcance. O homem generoso não faz questão de ninharias; remunera largamente os que lhe prestam algum serviço; atende aos que precisam de sua solicitude, fortuna ou valimento; põe-se ao lado dos pequenos, ampara os desvalidos.