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uebra”, seria redundância dizer – quebra dolosa. – É muito comum, no entanto, empregar-se, mesmo no sentido jurídico, estas duas palavras dolo e fraude (e os dois adjetivos delas derivados) quase sempre indiferentemente.

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FÚTIL, frívolo. – Se se atende ao valor primitivo destes vocábulos, “parece que fútil é o que facilmente se derrama, se dissipa, se evapora; e frívolo, o que facilmente se quebra e se faz em pedaços”. Por onde fútil significa um pouco mais que frívolo. Dizemos que é fútil uma coisa vã, que não tem realidade, que se desvanece como um sopro, como o vapor fugitivo. E dizemos que é frívola uma coisa de pouca monta, de pouco valor, de pouca consistência, de pouca solidez. O homem fútil será aquele que fala e obra sem razão, e sem reflexão; em frase vulgar, – que não diz coisa com coisa, que tudo faz no ar, que não sabe o que diz, nem o que faz. E o homem frívolo será o que diz coisas de pouca importância; que se ocupa de objetos de mui pouco valor, etc. Um raciocínio fútil será aquele que é vazio de sentido e de razão; que só consta de palavras. E um raciocínio frívolo será aquele que tem pouca força e solidez; que facilmente se desfaz; que não tem fundamento algum seguro. Os bens da vida são frívolos: têm mui pouca consistência. As nossas esperanças

são muitas vezes fúteis: só existem na nossa fantasia, e dissipam-se como o fumo.

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FUGA, fugida. – Confundem-se muito estas duas palavras; e os próprios sinonimistas que consultamos não estabelecem entre elas distinção apreciável. Quase todos entendem que fuga exprime “uma ideia mais extensa, mais ampla e geral que fugida”; que o primeiro enuncia a ideia de “fugir em todo sentido, em todas suas acepções”; e que fugida só se refere “à guerra”. E, no entanto, dizemos também: os inimigos em fuga desesperada; pôr em fuga os ladrões. Parece, pois, que fuga encerra, além da de fugida, a ideia de escapula; e que fugida sugere melhor a ideia de caminhada. É frase muito usual esta: “Daremos uma fugida até lá” (não – uma fuga). “Deu-se ontem a fuga dos presos”. “Levaram uma longa fugida até a fronteira”.

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FUNDAMENTAL, básico, principal, capital. – Fundamental e básico dizem propriamente – que serve de fundamento, que serve de base. A diferença que há, pois, entre base e fundamento é a que se deve notar entre básico e fundamental: básico se diz daquilo que é “como que o princípio; que serve de apoio por ser onde começa e como se assenta a construção”; fundamental dizemos do que é “como que o alicerce”, o sustentáculo de toda a construção. Argumento básico, por exemplo (em sentido translato), é o que deu princípio à defesa ou à discussão; argumento fundamental é aquele em que vai apoiar-se toda a defesa, toda a demonstração da tese. – Principal é o mais valioso, o mais notável, o que desperta mais interesse ou atenção entre muitos, ou numa coisa. – Capital é o mais alto, o que serve “como de cabeça”. Leis, regras, noções principais são as

mais notáveis entre as que se apresentam ou c