(TXT sem título) https://silviolobo.com.br/dominiopublico/txt/parte_690193e58c6b41.75067429_478.txt é o termo próprio com que significamos precisamente o estado de um ser que deixou de ter vida; e por isso se diz genericamente, não só do homem, mas também dos animais brutos, e ainda de outros seres em que consideramos vida. Assim dizemos – homem morto, animal morto, planta morta, fogo morto, etc. – Defunto e finado são termos figurados que empregamos, por eufemismo, em lugar de morto, mas somente falando do homem, e como para disfarçar a ideia triste e desagradável que nos excitaria o termo próprio. Assim dizemos, à maneira dos latinos, defunto, isto é – o que passou o tempo da vida; finado, isto é – o que fez fim”. (S. Luiz.). 750 FLUIDO, líquido. Consultamos, acerca destes dois vocábulos, grande número de autores, e quer parecer-nos que Bourg. e Berg. puderam, em poucas palavras, condensar e resumir quanto em todos vemos de melhor: – Líquido (do latim liquidus, que formou o verbo liquecere “fundir-se”) dizemos dos corpos não sólidos, cujas moléculas têm pouca consistência, pouca coesão, e que, portanto, rolam facilmente umas sobre as outras. Emprega-se esta palavra sem atenção ao grau de tendência que tenham as moléculas para a separação, e mesmo falando dos corpos que mais se aproximam do estado ólido, como certas substâncias moles e viscosas: lama líquida; um xarope é líquido. – Fluido (do latim fluere “correr”) acrescenta à ideia de líquido a de movimento; dizemos fluido um líquido que corre: assim a água de um rio é líquida considerada em si mesma; é fluida se a consideramos corrente. Além disso, as moléculas de uma substância fluida têm mais tendência para desagregar-se; o que torna esta palavra de significação mais extensa que líquido, pois tanto se diz da água e dos corpos análogos, como dos gases, das correntes imponderáveis, etc.: o ar é um fluido”. 751 FRANCO, sincero, leal. – Segundo Bruns. – o homem franco diz o que pensa sem disfarce nem hesitação; o homem sincero não mente quando diz o seu pensamento; e leal é o homem que, mesmo com sacrifício próprio, não falta ao que a consciência lhe dita com relação às promessas que fez. Assim: o homem franco é aquele que não cala o que pensa desde que é necessário dizê-lo; o homem sincero, quando fala, nunca diz o contrário do que pensa; o homem leal é absolutamente fiel ao seu dever de consciência. O homem sincero pode calar-se para não ofender; o homem franco decerto que não se apercebe de que a sua sinceridade possa magoar; o homem leal é ao mesmo tempo sincero e franco, e por isso não cogita das consequências que possam ter a sua sinceridade e a sua franqueza. 752 FRAUDULENTO, doloso; fraude, dolo. – Note-se logo que dizemos: causar dolo, e não – causar fraude. – Dolo é, pois, o dano, o prejuízo; fraude é a astúcia de que se valeu aquele que produziu ou causou o dano. Daí a distinção entre doloso e fraudulento. Dizemos: quebra fraudulenta; e não dolosa, conquanto não haja quebra fraudulenta que não seja ao mesmo tempo dolosa. Como, porém, a ideia de dolo já se inclui no vocábulo “q