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verbos uma significação comum, que os faz sinônimos, e consiste em que todos exprimem a ação com que nos pomos a salvo de algum incômodo, trabalho, perigo, dificuldade, etc. Diferençam-se, porém, entre si, porque cada um exprime diferente modo desta ação. – Fugir de alguma coisa é apartar-se dela, alongando-se, correndo para o lado oposto, não se deixando alcançar, etc. Fugimos do lugar contagiado; fugimos da terra, em que habitamos, antes que seja descoberto o nosso crime; fugimos à justiça, que nos procura; ao assassino que nos persegue; fugimos do tumulto do mundo para a solidão; etc. – Evitar alguma coisa é apartar-se dela desviando-se, declinando do caminho, fazendo por se não encontrar. Evitamos despesas, trabalhos, perigos, dificuldades, desviando-nos das ocasiões; evitamos o encontro desagradável, mudando de direção, etc. – Escapar de alguma coisa61 é livrar-se dela,

61 ~ Quanto a escapar de, e escapar a, escreve o mesmo autor: “Escapamos de um perigo, quando estivemos metidos nele, e saímos a salvamento. Escapamos a um perigo, quando nos antecipamos a evitá-lo. Escapou da prisão quem esteve nela e pôde salvar-se; do contágio, quem foi dele acometido e recobrou saúde; do naufrágio, quem saiu das ondas com vida. Escapou à prisão quem foi procurado para ser preso, e soube evitar as diligências da justiça; ao contágio, quem não foi tocado dele; ao naufrágio, quem esteve próximo a naufragar, e arribou a porto seguro, etc.”

estando-lhe já nas mãos, ou próximo a isso; roubar-se ao mal que o tinha apanhado, ou que não tardaria a alcançá-lo. Escapamos da doença, da morte, do naufrágio, da prisão, das mãos do inimigo, etc. – Evadir alguma coisa é sair dela em salvo, destra e subtilmente, com arte, com astúcia, com subterfúgios, com manhas. Evadimos a questão, a força do argumento, a dificuldade do negócio, a proibição da lei, etc. (É mais usado pronominalmente.) – Finalmente esquivar alguma coisa é arredar-se dela, ou afastá-la de si com esquivança, isto é, com desapego, com isenção, com aspereza, com desdém. Esquivamos o homem mau, que busca a nossa amizade; os abraços do amigo infiel; o importuno que nos persegue, etc.”

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ESCARCHA (geada), gelo, saraiva (granizo, pedrisco, chuva de pedra), neve, caramelo, carambina, sincelos. – Todos estes vocábulos designam (segundo Roq.) as diferenças de forma e de consistência que se observam na água congelada, isto é, privada do calórico que conservava a mobilidade de suas partículas. Quando nas noites longas do inverno o ar e a terra se esfriam quanto baste para que o orvalho se gele, os gelos que se formam são tão subtis, e estão tão próximos uns dos outros que, pela transparência, parecem brancos e formam a geada a que os franceses chamam gelée blanche, e a que os castelhanos chamam, e os nossos antigos chamavam, escarcha: “as escarchas e neves que o inverno traz nas despedidas” – disse um clássico. Quando o frio aperta, mormente nos climas do norte (falando lá no outro hemisfério), converte-se a ág