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ego abussos = a + bussos “sem fundo”).

mesmo que detestável; sendo de notar que a coisa abjeta é a que repelimos como indigna de nós; e a coisa detestável é a que não pode

ter a nossa sanção moral, e não é recebida por nós; ou a coisa da qual não queremos saber. Convém ainda advertir que abjeto ajunta à noção de detestável a ideia de baixeza. Um indivíduo, ou uma coisa, pode ser detestável, portanto, sem ser abjeta. “F. é um poeta detestável” (não abjeto). “A vida fora de Paris é detestável” (não abjeta). Em caso algum, porém, a coisa abjeta deixaria de ser detestável. – Desprezível significa precisamente, segundo a própria formação – “digno de desprezo”; e é dos mais vagos do grupo. – Ignóbil diz propriamente – “sem nobreza, baixo de condição, grosseiro e vil”. – Indigno aproxima-se de ignóbil, e aplica-se ao que é baixo e desprezível. – Vil e baixo também se aproximam muito. Segundo Roq., são “palavras que apresentam a ideia de desprezo, posto que sob diferentes aspetos... Baixo é o homem que abate a sua dignidade; vil o que perde a estima dos outros e ainda a sua própria. Baixo é o que por cobardia sofre injúrias de outrem; e muito vil o que as sofre contente, por seu interesse e com o fim de fazer fortuna por meios indecorosos. O descarado adulador, que nem ânimo tem para saber calar, é baixo; o mais vil dos homens é o que vende sua honra e sua consciência para adquirir dignidades e riquezas. Todo vício é baixo e desprezível; porém chamamos particularmente baixos aqueles que supõem falta de vigor e de energia, como,
v. g., a avareza. São particularmente vis os
vícios que desonram e infamam, convertendo o homem numa besta malévola, feroz e estúpida, como costuma suceder na embriaguez. Chamamos ofícios baixos aqueles que só exerce a gente miserável e abandonada; como algumas ocupações mecânicas, que não exigem mais que um trabalho material e nenhum talento, nem instrução, e que por isso são tidos em nenhuma conta. Chamase vil o “exercício que se tem por desprezível em razão de ser sujo, feroz e brutal na sua

execução, e entregue de ordinário a gentes tidas por infames em seu proceder”. – Repelente oferece alguma coisa de comum com detestável e abjeto; podendo-se entender que reúne o valor destes dois: é repelente o que “se detesta ou repele com asco”. – Abominável é “o que é digno de condenação como coisa ímpia e nefanda”; o que “se condena, se detesta, se afasta com horror”. Abominando quer dizer – “que se há de abominar; que se fez para ser negado, repelido por todas as consciências como sacrilégio”. Abominoso é o que “contém, o que está cheio de abominação”. – Repugnante é vizinho de repelente: é “o que se repulsa como coisa nojenta”. – Execrável é o que “atenta contra lei sagrada”. – Execrando é “o que merece maldição de todo mundo”; que “afronta o nosso sentimento religioso”. É mais forte que execrável. – Aborrecível, ou aborrível, significa propriamente – “que inspira horror, que causa aversão”. – Odioso quer dizer – “que merece ódio