(TXT sem título) https://silviolobo.com.br/dominiopublico/txt/parte_690193e58c6b41.75067429_450.txt estade no primeiro livro da Eneida não é uma amplificação: é uma imagem verdadeira do que acontece em uma tempestade”. (Volt.). “Santo Agostinho fez o retrato e o caráter deste gênero de pecadores”. (Bourd.). – Cópia é a reprodução exata de uma coisa ou de uma pessoa, ou mesmo de uma ação, de um gesto, de uma atitude, de um sinal, etc. – A fotografia é o retrato, a cópia de qualquer objeto feita por meio da arte fotográfica. Fotografia de uma pessoa, de uma paisagem, de uma cena, de um salão, etc. – A figura representa o original por traços que lhe recordam a feição, e até que lhe sugerem os intentos, as emoções dominantes, etc. “A figura, diz Laf., não consiste em mais do que a forma, a silhueta, o contorno, o desenho, a atitude, diferençando- -se assim do retrato, que reproduz a pessoa traço por traço, e, sobretudo, as feições, a fisionomia”. 703 ELEGER, escolher, preferir; eleição, escolha, preferência. – Preferir é escolher entre duas coisas; é, como diz Roq., “antepor uma pessoa ou coisa a outra, determinar-se por ela, ou a favor dela por qualquer motivo”. Escolher é separar o bom do mau, o útil do inútil, o que convém do que não convém, examinando e consultando o gosto, a utilidade, e demais circunstâncias da coisa; a ação deste verbo supõe a dúvida ou a indecisão existente ainda. O ato de decidir-se a vontade, e destinar a coisa ao fim proposto, é eleger, ou fazer eleição. A preferência pode ser justa ou injusta, sincera ou apaixonada, por interesse, ou capricho. A escolha pode ser acertada ou desacertada, prudente ou inconsiderada. A eleição supõe liberdade e direito na pessoa que elege, e destino a cargo ou emprego na pessoa eleita, ou fim determinado na coisa de que se faz eleição. O homem honrado e virtuoso prefere a morte ao crime; mas o perverso prefere os prazeres turbulentos do mundo à doce paz da inocente virtude. Escolhe um general os soldados mais valentes e determinados para uma empresa dificultosa e arriscada. Escolhe o superior um súbdito para o ministério ou função. Elegem os súbditos um prelado; os eleitores, um deputado. Um pregador faz eleição do assunto que há de tratar, como disse Vieira: “Para glória sua e igual bem das nossas almas, fiz eleição deste assunto” (VI, 6). A mulher leviana prefere as cores claras e vistosas às escuras e modestas, quando quer fazer um vestido, vai à casa da modista, vê os diferentes estofos, examina-lhes a qualidade, consulta o gosto e a moda (e esta é a verdadeira operação de escolher); fixa sua escolha em tal ou tal estofo que mais lhe convém, mais lhe agrada, ou que lhe parece melhor (e eis a ação de eleger, ou de fazer eleição). Vieira, tendo dito que o melhor meio de desarmar a fortuna era colocar-se no último lugar, ajuntou: “Só quem soube fazer esta eleição desarmou a fortuna” (V, 214). Notaremos, contudo, que, por isso, eleger só se aplica às pessoas, exprimindo a ideia de dar a preferência a uma ou algumas entre muitas. Sujeitemo-nos, pois, a este arbitro: conservemos à expres