(TXT sem título)
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ílio mais sentimento, mais suavidade, e mais abundância de imagens e descrições. Bucólica, verdadeiramente, é a palavra grega de que pastoral é a tradução portuguesa: é toda sorte de poema em que as personagens são gente do campo, e o assunto a vida pastoril e os seus vários acidentes”.

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ECONÔMICO, poupado, parco, parcimonioso. – É econômico aquele “que emprega com moderação e proveito os seus bens, que administra com muito critério e segurança a sua fortuna”. A economia não consiste em não gastar, ou em não despender, mas no despender bem. Pode uma pessoa despender muito sem deixar por isso de ser econômica; desde que despenda com utilidade relativa à despesa que faz. Também poderá despender pouco sem ser por isso econômica; isto é, se despender mesmo esse pouco sem um proveito correspondente. – Poupado é “o que só despende aquilo que lhe é estritamente indispensável”. A poupança é a pequena economia do pobre. Não se compreenderia um ricaço poupado: a poupança no rico passa a ser avareza ou somiticaria. – Parco tem a significação ampliada de poupado: é “o que só despende o suficiente; que elimina do seu orçamento tudo quanto é supérfluo, todos os gastos propriamente voluptuários”. – Parcimonioso é “o que leva a excesso a parcidade; que poupa migalhas; que só despende aquilo de que absolutamente se não poderia privar”. Decerto pouco dista do avarento o parcimonioso.

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EDITOR, impressor; edição, impressão, publicação. – Impressor é apenas o que imprime, o que faz impressão de alguma obra, de conta própria ou de conta de outrem. A do impressor é uma arte; mas não dizemos a arte do editor; pois editor é o que manda não só imprimir, mas fazer todos os outros serviços em que consiste a edição, e sem os quais a obra pode estar impressa sem estar propriamente editada. É certo, no entanto, que mui comumente se diz impresso por editado. Em regra o editor publica e vende obras de sua propriedade ou cuja edição contratou com o respetivo autor: o impressor limita-se a fazer a impressão. – Publicação é propriamente o ato de publicar, isto é, de expor à venda, aos olhos do público, e assim divulgar. Uma obra, depois mesmo de impressa ou de editada, pode não vir a ter publicidade, não chegar ao domínio do público: a publicação, portanto, é ato independente do ato de imprimir ou editar.
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EDUCAÇÃO, criação, instrução, ilustração, civilização. – A criação – diz Roq. – é o primeiro cuidado que o homem deve a seus pais, ou a quem faz suas vezes: tanto no físico, para a conservação de sua vida, saúde e robustez; como no moral para a direção de sua conduta, e estudo de suas obrigações. A educação recai sobre a moral e a instrução: supõe já outros princípios mais elevados, ideias mais extensas, regras metódicas para ilustrar a razão, adornar o entendimento, aperfeiçoar o coração, e suavizar os costumes. Um lavrador honrado, uma boa mãe, criam bem a seus filhos. Um aio, um preceptor educam, não criam ao mancebo posto a seu cuidado. A boa criação e a boa educ