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vos a mesma espada. No mútuo, porém, não sou obrigado a pagar com o mesmo, senão com outro tanto; pedi-vos emprestado um moio de trigo, não vos hei de pagar com o mesmo trigo, senão com outro”. – Sobre estes três termos escreve T. de Freitas: – “Empréstimo é contrato gratuito quando tem a denominação de comodato; mas pode ser contrato oneroso quando é mútuo. A diferença entre estes dois contratos (entre as duas espécies de empréstimo) vem a ser que o comodato tem por objeto coisas não fun-

gíveis, que devem ser identicamente restituídas; sendo, porém, objeto do mútuo coisas fungíveis, isto é, que se consomem com o uso, e devem ser ao mutuante restituídas em outra igual quantidade da mesma espécie e qualidade”.

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ENCARECER, exagerar. – Segundo Roq., – “exagerar mais propriamente recai sobre as circunstâncias que fazem notável a coisa exagerada; e encarecer, sobre as que a fazem apreciável, conservando o verbo neste sentido figurado (em que é sinônimo de exagerar) a propriedade de seu sentido reto. Exagera-se o número dos inimigos; encarece-se o valor das nossas tropas, encarece-se o mérito de ter servido nela ao rei e à pátria. Um historiador exagera os fatos que refere; um mercador encarece o primor da alfaia que vende. Um casamenteiro exagera as riquezas, e encarece as boas prendas da dama que propõe”.

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ENSEJO, ocasião, oportunidade, conjunção, azo. – Ensejo é (segundo Bruns.) o tempo que se nos apresenta como a propósito para obrarmos, ou uma circunstância que nos convida a que a aproveitemos. – Ocasião é o tempo em que algo se realiza, ou uma circunstância, ou conjunto de circunstâncias que convidam a agir, ou que facilitam a ação. A ocasião é devida a acaso; isto é, não depende do agente. – Oportunidade é uma ocasião favorável. – Conjunção é a simultaneidade de circunstâncias que formam a ocasião. – Azo é a ocasião que se nos depara propícia para obrarmos como tínhamos premeditado.

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ENTERRO, enterramento, saimento, funeral, exéquias. – Diz Roq. que todos estes vocábulos se referem às últimas honras fú-

nebres que tributamos àqueles que passaram à melhor vida; e também se referem à maior ou menor pompa com que se celebram as cerimônias desse gênero. – “Enterro significa, em geral, a ação religiosa de enterrar os mortos, e o acompanhamento que vai com o defunto; e deram também os clássicos este nome ao lugar onde se sepultam os mortos. Belém, digno enterro dos nossos reis – disse um deles”. – Saimento é palavra hoje desusada, mas que significava antigamente, não só a pompa fúnebre de pessoas enlutadas que saíam a celebrar os funerais régios, como também as exéquias solenes que se faziam no aniversário da morte das pessoas reais; como se vê do Leal Conselheiro,
p. 457. – Enterramento significa simplesmente o ato de enterrar ou levar a enterrar. Tem significação muito menos extensa que enterro, e não pode confundir-se com saimento. – Funeral é a pompa fúnebre com que se faz algum enterro. – Exéquias são as honras fúnebres que se fa