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da duração que empregam em tal ou tal função: o tempo do sono; foi-vos preciso pouco tempo para fazer esta viagem. Além disso, é relativo, e exprime a parte, a extensão da duração durante a qual se deu um acontecimento ou se produziu um fenômeno, com relação a outras épocas, a outras partes da duração: foi no tempo do reinado de Ciro que os persas conquistaram a Ásia ocidental; as fábulas são a história do tempo em que os animais falavam; o tempo em que se levantaram os castelos feudais está já muito longe de nós”. – Notemos que a de tempo é uma ideia absoluta; e a de duração, relativa. Mas tempo é um termo absoluto enquanto tem para nós uma acepção relativa; pois fora das relações em que estamos com o universo criado, não existe tempo. Esta ideia de tempo é com efeito absoluta quando o aplicamos na acepção restrita de “porção da eternidade”, medida pela contingência das coisas que passam, pela duração dos fenômenos que se sucedem em redor de nós. “O tempo consome tudo” – é frase usual em todas as línguas; e, no entanto, é mais fácil conceber que é a duração que consome, e não o tempo. A de duração é ideia concreta; a de tempo é abstrata. Não dizemos: o tempo da vida humana; mas: a duração da vida humana. Bastaria notar a distinção que há entre estas frases: o tempo das flores (a época, a estação das flores); a duração das flores (o espaço de tempo que as flores duram). Não se concebe duração sem um sujeito, sem alguma coisa que existe, que subsiste, que dura. – O tempo bem se pode compreender separado da existência do universo: e então passa a ter mais propriamente o nome de eternidade, que é o ser absoluto, isto é, o ser, fora de todas as contingências, fora de toda relação; o ser sem princípio nem fim, sem condição, sem modalidade alguma (ex-

cluindo a própria ideia de duração). Como o que não tem princípio nem fim, tratando-
-se de espaço, é infinito: é eternidade o que não tem princípio nem fim, tratando-se de tempo. Como a eternidade para o tempo (e como o infinito para o espaço), o tempo está para a duração. Se, tratando-se de tempo, consideramos a duração; tratando-se de espaço, consideraremos a grandeza.

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EBULIÇÃO, fervura, efervescência, fervor, fermentação. – Efervescência – diz S. Luiz – é a branda agitação de um líquido, nascida do calor não muito forte, ou da mistura de alguma substância que produz esse efeito. Vem este termo do latim effervesco, cuja forma incoativa designa o começo da ação, a primeira agitação do líquido que começa a ferver. – Fervura é a agitação mais forte e perturbada do líquido, nascida de calor também forte, e sustentado no mesmo grau: tal como se observa na água fervendo. – Ebulição diz o mesmo que fervura; mas é próprio da linguagem científica, e envolve (ao que parece) a expressa circunstância de se desprenderem e soltarem bolhas do corpo fervente. – Fervor diz também o mesmo que fervura; mas exprime com especialidade o elevado e intenso grau de calor, que a produz e acompanha; e emprega-se este term