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os processos da razão. O juízo é necessário, não para distinguir o bem do mal, mas para decidir o que é preciso fazer; aplica-se, portanto, aos atos, à conduta: um homem de bom senso mostra sempre um grande juízo em todas as

suas ações; um estouvado obra sem juízo; não tem, em sua conduta, nenhum juízo”. – Critério é uma faculdade semelhante ao discernimento: distinguindo-se este, no entanto, por ser uma qualidade própria do espírito, ou do espírito em si mesmo. Critério não designa mais do que o juízo suficiente para entender, deliberar, escolher, fundado em razões que se apuraram. Num sentido mais restrito, critério é qualquer coisa de semelhante a “medida, bitola, craveira do nosso espírito, ou pela qual se regula o nosso espírito em qualquer esfera de aplicação”. – Tino é como “uma subtileza, um instinto, uma aptidão natural para sentir a, para dar com a verdade; é um como discernimento congênito para entender.” – Consciência, aqui, não é mais que “apercebimento do que se quer, do que se diz, do que se faz.” – Inteligência, neste grupo, é a “compreensão clara, e como que instintiva, do que convém”. – Sentido é aqui, como consciência, a “atenção com que se está, com que se obra, com que se olha, etc. Meteu-se no perigo sem sentido, ou sem consciência do que fazia. – Senso é “o tino, a inteligência, a habilidade natural com que se entende”. Tem-se ou não se tem o senso do justo, o senso estético, o senso religioso, etc. – Perspicácia é como que “a inteligência pronta, a visão rápida das coisas, o dom natural de entender como pelo simples olhar. – Sagacidade é a firmeza de senso, a aptidão natural do espírito para descobrir o que está oculto; aptidão que, por isso mesmo, se compara ao faro de muitos animais”.

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DISERTO, elegante, eloquente, facundo, claro, expressivo, brilhante. – Dos quatro primeiros, diz Roq.: – “Se elegante é o mesmo que composto, adornado, culto, sem afetação, seleto e esmerado; se eloquente é o bem e perfeitamente falado, com elegância, pureza e facúndia: é preciso

olhar como rigorosamente sinônimas estas duas vozes, porque nestas duas aplicações só se descobre uma mesma ideia, isto é, a de graça e beleza na elocução. Porém isto parece convir peculiarmente à elegância, a qual consiste na formosura do estilo, na boa escolha das palavras, na perfeita construção das cláusulas, porque seu objeto é agradar; e não à eloquência, a qual consiste na energia do discurso, na escolha das razões, na eficácia dos argumentos, porque seu objeto é persuadir. Cícero é elegante em suas epístolas, eloquente em suas orações. Vieira é sempre elegante em suas cartas, e por vezes eloquente em seus sermões. Em elegância excedeu-se a si mesmo na censura à terceira parte da História de S. Domingos de fr. Luiz de Souza; em eloquência passou adiante a todos os oradores cristãos no sermão contra as armas de Holanda, pois quis converter a Deus. – Facundo é palavra latina (facundus, de fari ‘falar’) e designa propriamente o homem bem-falante, copio