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“matéria inútil, ou pelo menos grosseira e de pouco valor, que se separa dos metais durante a fusão”. Figura-

damente = “o que é a porção mais insignificante de uma coisa, a parte vil, sem valor, de ínfima qualidade de uma classe, de uma raça, de uma corporação”, etc. – Escorralho é termo vulgar que designa “a massa inútil restante no fundo ou nas paredes de um vaso que se esvaziou”. No sentido figurado = a última camada, a porção mais baixa e de menos valor. – Resto, ou restos é “tudo que ficou de inferior ou de inaproveitável de alguma coisa”. Restos mortais = o que ficou da vida que se foi. – Fécula, do latim faecula (diminutivo de faex, “fez”), é “o que assenta de um líquido em que se agitou algum vegetal triturado, do qual se extrai assim a porção de substância que se depositou”. – Vasa é propriamente “o lodo, ou o sedimento lodoso que se encontra no fundo do mar, de qualquer porção de água pouco agitada ou não corrente”. No figurado = o que de pior, de mais impuro se encontra nos vícios ou na maldade de alguém. – Sarro, tanto é borra, fezes, restos, como a crosta, as partículas que uma substância deixa nos vasos onde esteve, ou por onde passa. – Diz-se particularmente – o sarro do fumo – designando assim a camada escura que a fumaça do tabaco deixa nos dentes, nos bigodes, nos dedos.

GG2
DEVER, obrigação. – Melhor do que muitos do grande número de sinonimistas que compulsamos, tanto vernáculos como espanhóis, franceses, etc., diz-nos destes dois vocábulos fr. S. Luiz, nos seguintes termos: “A lei liga o homem, impõe-lhe uma obrigação (obligatio). A obrigação constitui o homem numa dívida, gera um dever. A lei prende a liberdade do homem, e não a deixa seguir senão um caminho: esta é a obrigação. A liberdade, coartada pela obrigação, deve seguir o único caminho que a lei lhe indica: este é o dever. Dever é uma ação que

o homem faz conforme a obrigação legal. Como a obrigação nasce da autoridade da lei, não pode estender-se além dos limites dessa autoridade; e como o dever é uma dívida do homem, não pode estender-se além da esfera das suas faculdades, isto é, da sua possibilidade. Assim, cessa a obrigação quando a coisa não pode ser mandada, ou quando quem a manda não tem autoridade para isso: e cessa o dever, quando a coisa não pode, ou não deve ser executada”.

GG3
DEVOLVER, restituir. – Devolvemos aquilo que estava em nosso poder, sem ideia alguma de que a coisa devolvida pertença à pessoa a quem a recambiamos. Restituímos alguma coisa que é propriedade de outra pessoa, de quem a recebemos com o compromisso de fazê-la voltar a seu dono. Restituímos ao legítimo proprietário o que não é nosso. Devolvemos, isto é, fazemos voltar ao lugar de onde veio, ou à pessoa de quem a recebemos, a coisa que estava conosco. – Restituir
= fazer voltar à situação de direito, ao devido estado, ao lugar competente; devolver = fazer voltar ao lugar onde estava.

GG4
DIABÓLICO, satânico, infernal, demoníaco. – Resumindo o que dizem Bourg. e Berg. escreve u