(TXT sem título) https://silviolobo.com.br/dominiopublico/txt/parte_690193e58c6b41.75067429_41.txt equivalem-se na significação de “estúpido, falto de inteligência”: bronco é o que “não entende por defeito de faculdade aperceptiva”; rombo é o que “não tem capacidade de raciocínio”. – Obtuso é o bronco “que se esforça” e “quebra a cabeça” inutilmente porque é “incapaz de compreender”. – Rude significa mais “áspero, grosseiro, tosco do que propriamente bronco”; e, no entanto, é muito empregado com esta significação. Ainda assim, rude equivale a “de difícil compreensão por desmazelo, por falta de estímulo”. – Boçal exprime “estúpido e bobo que repugna, ou que inspira asco ou aversão”. – Aboçalado = “que tem aparências de boçal”. – Estúpido diz propriamente “rude, bruto de senso, ou de inteligência pesada, de espírito entorpecido, que fica parado e em pasmo diante de coisas que não entende”. – Néscio quer dizer “que nada sabe, ignorante, inepto”. – Idiota e imbecil equivalem-se. O idiota é desequili- brado, isto é, “não tem senso nem discernimento para distinguir coisas diferentes”; e imbecil é “quase idiota, é menos atabalhoado, mas é tão fraco de espírito”. Tanto a idiotia como a imbecilidade podem ter como causa algum defeito orgânico do cérebro. – Pasmado, alvar, ingênuo aproximam- -se. Alvar tem hoje, e neste grupo, sentido desfigurado do próprio, e diz “quase imbecil, de sinceridade, candura e boa-fé que tocam a parvoíce”. Ingênuo é menos que alvar: significa “sem malícia como criança, e por isso mesmo incorrendo frequentemente em enganos e caindo em ridículo”. Pasmado equivale a “falto de vivacidade, sem agudeza de senso”. É quase o mesmo que basbaque e palerma: apenas o palerma “parece não ver”; o basbaque “não vê nem sente”; o pasmado tem o curto senso fixo num objeto, e “não vê, não ouve, nem sente mais nada”. – Ignaro exprime – “inculto, bruto, inconsciente como o próprio instinto”. – Ignorante diz apenas “que não tem instrução”, “falto de cultura, pelo menos da cultura comum”. Sobre estes dois sinônimos escreve Roq.: “Todo homem é mais ou menos ignorante”. Qual é aquele que tudo sabe? Pois só aquele que tudo soubesse de alguma coisa ignorante. Toma-se, contudo, a palavra ignorante num sentido mais restrito, para designar a pessoa que não sabe o que devia saber, ou que ignora as coisas mais geralmente sabidas, ou que não tem a ciência necessária à profissão que exerce. Ignaro é “uma expressão pejorativa de ignorante, que sempre se toma em mau sentido, e designa o estado da mais crassa e vergonhosa ignorância: aplicada às pessoas é injuriosa, e diz- -se com propriedade da plebe e povo rude, sem nenhuma cultura intelectual”... – Ignorantão é aumentativo de ignorante, e diz Bruns. que é “termo familiar que se aplica a um néscio que pretende impor-se como sábio”. – E vem agora, completando esta fa- mília, toda a zoologia transfigurada: quadrúpede, asno, asneirão, asinino, burro, burrego, jumento, matungo, amatungado, maturrão. São todos termos chulos empregados para significar, por analogia, inópia intelectual, defeito de aptidão compar