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nte, o primeiro dos anjos rebeldes, brilhante como a estrelad’alva, e, pelo seu pecado, descido como ela no ocaso e escurecido. Designa, pois, esta palavra particularmente o estado primitivo do príncipe dos demônios, e a circunstância que dele o fez decair. – Lusbel-(ou Luzbel) é corrupção vulgar da mesma palavra latina Lúcifer, mas só tem a significação translata desta. – Satanás ou Satã é termo bíblico que do hebraico passou ao grego, pois em
S. Mateus se lê, cap. IV, v. 10: upage opeso mou, satana – ‘vade retro, satã’. Significa adversário, inimigo, e por antonomásia – o diabo. – Belzebu, antes Beelzebub, palavra que o nosso vulgo converteu em Brazabu, é igualmente termo bíblico que do hebraico passou ao
grego, pois em S. Lucas, cap. XI, v. 15, se lê: En beelzeboul, archonti ton daimonion ekballeita daimona; – in Beelzebub, principe dœmonio-

rum ejicit dœmonia. Na língua santa, Beelzebub significa idolum muscœ, ‘ídolo da mosca, deus-mosca’, ou ‘deus da mosca’; e assim se chamava o ídolo que adoravam os Acaronitos, porque o invocavam contra a praga das moscas; e supõe-se que tinha cabeça de mosca, ou de escaravelho. Os judeus chamavam, por escárnio e abominação, a Lúcifer Beel-zebub”. – Diacho é corrupção de diabo, na qual, por assim dizer, se atenuou a significação do original. – Canhoto é termo popular designativo do demônio; e sugere ideia dos intentos sinistros que tem sempre contra as almas o espírito mau. – Demo é forma familiar de demônio. – Mafarrico, capeta, dianho, tinhoso, cão-tinhoso – são outras tantas formas populares com que se designa o demônio.

G2G
DEPLORÁVEL, lamentável, lastimável; deploração, lamentação, lastimação. – Dos dois primeiros escreve Lacerda: – “Lamentável é o que excita lamentações, isto é, gritos queixosos e prolongados. – Deplorável é o que nos move a chorar, isto é, a derramar lágrimas acompanhadas de manifestações da mágoa que as provoca. – A lamentação é a efusão de um coração oprimido e amargurado, que não pode reprimir-se: é triste, grande e lastimosa. A deploração é mais viva e mais patética do que a lamentação. O que deplora a sua sorte comove-nos; o que se lamenta aflige-nos”. – Lastimável é “o que nos inspira dó, o que é digno de compaixão”. “Viram, compungidos, o lastimável espetáculo de toda aquela miséria”. – Lastimação é o ato de manifestar profunda mágoa e viva pena ante aquilo que move a piedade. É mais próximo de lamentação, e consiste mais em palavras do que em lágrimas, pois que se há pranto no lastimar, é mais deploração o que se faz do que lastimação. Diremos – lamentações ou lastimações

de Jeremias; e – deplorações de Jesus, referindo-nos ao momento em que Ele “chorou sobre a cidade de Jerusalém”.

G27
DEPOIS, logo. – Segundo Lac. – “ambos estes advérbios indicam tempo que se segue ao atua1; porém logo designa termo mais próximo, e depois termo mais remoto. Logo ao sair da missa montaremos a cavalo; e depois de darmos um bom passeio, iremos jantar com teu tio”.

G28
DEPOR, destituir; d