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ou a quem se		

atribui a responsabilidade de uma falta dessa natureza. – Entre delinquente e criminoso,
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~ “Crimes e delitos reputam-se entre nós palavras sinônimas ”. (T. de Freitas – Voc. Jurid.)

Os Neros, os Herodes – os grandes réus da história... Chegou aquele homem, trazendo cara de réu. É réu de morte... – Indiciado é “aquele a quem se atribui algum crime apenas pelas circunstâncias, pelos indícios que o comprometem”. – O indiciado passa a ser acusado só depois da pronúncia decretada pelo juiz. – Culpado é “aquele que foi convencido de culpa”; e, como termo de processualística, é o mesmo que réu e acusado. – Infractor, transgressor e violador poderiam, pelo menos em certos casos, confundir-se, pois todos designam – aquele que infringiu, quebrantou a ordem, a regra, o preceito, a praxe, etc. Mas infração é o ato de “faltar ao preceito”; transgressão é o ato de ir “além do que estava preceituado”; violação é o ato de “ir contra o preceito atentando, cometendo violência”. Diremos, portanto: – infractor da praxe, da postura; – transgressor das ordens; – violador do cofre, da carta alheia. Não se diz infractor, nem transgressor da inocência, mas violador. – Já vimos em outro grupo a diferença que há entre pecado e crime: a mesma diferença existe entre pecador e criminoso. Todo crime é, por sua mesma natureza, pecado; nem todo pecado, porém, será crime, pois o pecado só passará a ser crime quando a infração da lei moral se converter em infração da lei penal, isto é – quando o ato pecaminoso prejudicar alguém (passando, portanto, a ser ato criminoso).
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DEMÔNIO, demo, diabo (diacho), Satã, Satanás, Lúcifer, Lusbel, canhoto, Belzebu, mafarrico, capeta, dianho, tinhoso, cãotinhoso. – “Por todos estes nomes” – diz Roq., referindo-se aos vocábulos deste grupo (salvo diacho, demo, Satã e canhoto, e os que se seguem a Belzebu) “é conhecido o anjo mau, tentador das almas; cada um deles, porém, recorda circunstâncias particula-

res que importa conhecer. Diabo é palavra latina, diabolus, antes grega diabolos, que diz o mesmo que acusador, caluniador (de diaballô, “eu acuso, eu calunio, eu desacredito”). Com razão, pois, toma-se sempre esta palavra em mau sentido, como nome geral dos anjos maus arrojados do céu aos profundos abismos; os quais se ocupam continuamente em atormentar e perseguir a virtude, acusando-a, caluniando-a, e desacreditando-a quanto podem, e em incitar os homens ao vício, usando para isto de sua maligna astúcia e pérfida sagacidade. – Demônio é também palavra grega, daimon, que, antes do Cristianismo, significava divindade, gênio. Designa-se por ela o diabo, mas é mais decente, e algumas vezes se toma à boa parte, no estilo familiar. Os oradores cristãos se servem sempre dela ainda que seja traduzindo a palavra latina diabolus, como se pode ver em Vieira, nos “Sermões da primeira Dominga de Quaresma”. – Lúcifer, que diz o mesmo que ferens lucem, significa propriamente a estrela Vênus, quando aparece pela manhã; e translatame