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rases: “convidou-me a jantar”, e “convidou-me para jantar”. No primeiro caso, estava eu à vista da mesa servida, ou o anfitrião ia para a mesa, e convidou-me a jantar; no segundo caso, encontrou-me ele pela manhã, e convidou-me para jantar com ele domingo... Há entre “convidar para” e

“convidar a” a mesma diferença que explica Lafaye entre “prier à diner” e “prier de diner”. – Há ainda em português outra preposição que deve, em certos casos, ser considerada como sinônimo da preposição para: é de, com alguns verbos como “servir”, “valer”: “não serve de nada”; “não serve para nada”. Esta última locução (que é mais geral – diz Laf.) exprime que o objeto de que se trata não tem serventia alguma; a primeira nega que ele sirva no momento, para um fim que se tinha em vista presentemente. “O meu rebenque – diz o major – não serve para nada; e neste caso, meu amigo, o seu alvitre de nada me serve, pois que não resolve o embaraço em que me vejo”.

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ABA, falda, base, orla, sopé; vertente, encosta, flanco, ilharga, lado, ladeira, declive, aclive, rampa. – Todas estas palavras designam “refegos, lados, parte pendente de alguma coisa”, e sugerem ideia de altitude, inclinação, etc. – Aba é a parte mais baixa e prolongada de um cone, de um monte, de um chapéu; falda (ou fralda) é também (na acepção em que a tomamos aqui) a parte inferior do monte: difere de aba porque acrescenta, à ideia de extremidade e inclinação, o sentido de forma irregular, ou de superfície dobrada... como as fraldas de uma camisa. – Sopé e orla designam a parte do monte que assenta no plano horizontal ocupado por ele: sopé é a porção do dito plano onde a montanha começa; orla é mais o recorte da aba, ou da parte onde a montanha começa a destacar-se do plano sobre que assenta. Base é toda a porção do plano horizontal que o monte abrange. – Encosta é toda a parte inclinada de um monte; e vertente adita à significação de encosta a ideia de origem de rio, de “vertidura de águas pluviais”. – Flanco e ilharga designam também os lados do monte, mas suge-

rindo uma ideia de amplitude; e o primeiro termo ainda se distingue do segundo por ser mais expressivo e mais belo, e por sugerir alguma coisa de fecundidade. – Declive (ou declívio) é a inclinação da encosta, do alto do monte para baixo; e aclive é também essa inclinação, mas considerada de baixo para cima. – Rampa e ladeira exprimem igualmente plano inclinado, com esta diferença: a ladeira (lado suave de colina ou monte) é menos áspera, mais fácil de subir; enquanto que a rampa nem sempre é acessível, pois pode ser tão íngreme que se torne de difícil ou mesmo impossível ascensão. Dizemos: “a ladeira da Glória”; “a rampa do Pão de Açúcar”. – Lado, ou lados designam apenas as partes opostas da montanha (ou de qualquer corpo) sem ideia alguma acessória.

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ABAS, adjacências, contiguidades, cercanias, contornos, circunvizinhanças, imediações, proximidades, confins; bairros, distritos, comarcas, subúrbios, arrabaldes, arredores, redondeza. – To