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razões pró e contra. – Opinar é emitir a sua opinião sobre algum assunto, discorrer sobre ele com maior ou menor probabilidade. – Votar é dar seu voto sobre matéria controversa, ou para eleição de pessoas. Na ordem de toda discussão, começa-
-se por opinar; segue-se o deliberar, e acaba-
-se por votar. Delibera-se para examinar uma questão; opina-se para dar conta do modo como se considera, e expor as razões em que se funda o ditame de cada um; vota-se para decidir à pluralidade”. Acrescentemos que mais ordinariamente se aplica o verbo deliberar no sentido de – “decidir depois de, ou mediante exame e funda reflexão”. “O governo deliberou adiar a solenidade” (= depois de estudar, de refletir maduramente resolveu...). – Entre decidir e resolver (que enunciam, de comum, a ação de proferir

sentença, dar despacho, concluir por um resultado) deve notar-se uma diferença, que, aliás, não é essencial, nem sempre sensível: decidir supõe que a questão se debate entre duas ou mais pessoas, ou que a deliberação de quem decidiu estava obrigada a atender diferentes razões que solicitavam sanção; resolver não sugere essa ideia: sem embargo do que é frequentemente empregado no mesmo sentido de decidir. Propriamente, Salomão tinha de decidir entre as duas mulheres. Resolve-se um problema, um caso complicado, uma questão, etc.

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DELICADO, fino, tênue, subtil, leve; delicadeza, finura, fineza, subtileza. – Chama-
-se delicada, segundo Roq., uma obra cujas partes foram trabalhadas com habilidade, esmero e primor. Estende-se a significação de delicado ao delgado, ao frágil, ao débil, ao fraco, e a quanto supõe falta de força e vigor. Entendemos por fino o que não é grosso, o miúdo, pequeno, o que é bem trabalhado e concluído. Por analogia, dizemos que é fino o que não é grosseiro nem trivial, como pensamentos, expressões, maneiras, etc.; e à má parte, corresponde fino a sagaz, astuto. Chama-se subtil ao mui tênue, delgado, agudo; e por translação, às pessoas engenhosas e perspicazes. Dizemos subtileza de engenho por agudeza. Aos pensamentos mais brilhantes que sólidos, chamamos também subtis; e aos artificiosos argumentos da escola, subtilezas escolásticas. Em sentido moral, a delicadeza é mais rara que a finura54, e de maior mérito, e não se acompanha com a maldade, como a esta muitas vezes

54 ~ Propriamente, no sentido moral, como sinônimo de delicadeza, não se usa finura, e sim fineza. Emprega-se finura no sentido concreto: a finura do vidro, do lápis, do papel (não – a fineza). Dizemos – finezas de cavalheiro, de fidalgo, de namorado (não – finuras).

acontece. – O delicado é gracioso: compraz e lisonjeia; o fino é arguto; e às vezes pica e molesta. Dizemos – elogio delicado, sátira fina. O homem delicado esquece-se de si para comprazer aos outros; o fino sabe insinuar-
-se para conseguir o que deseja. A subtileza é a arte de achar verdades que nem todos conhecem, nem suspeitam; toma-se muitas vezes à má parte, e significa a habilidade em enganar, em rouba