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iosas às febres de mau caráter, sendo certo que toda febre é nociva. – Perigoso distingue-se de todos os precedentes pela particularidade, que marca muito claro, de deixar dúvidas quanto ao mal que possa causar: o que é perigoso pode ser, ou não, prejudicial, ou danoso; pode ter, ou não, más consequências. É perigoso saltar de um carro em movimento. É perigoso expor-se ao mau tempo. – Maléfico diz propriamente – “que produz mal”; e confunde-se, portanto, com danoso, prejudicial, nocivo, e mesmo com pernicioso. É fácil de ver, entretanto, que nem sempre poderia ser usado em vez de qualquer destes. Foi o incêndio muito danoso (e não – maléfico). O mau tempo foi prejudicial às festas (e não – maléfico). Há frutas nocivas às crianças (e não – maléficas). De todos o que mais se poderia confundir com maléfico é pernicioso: raro será o caso em que se não pudessem trocar. – Ruinoso é “o que causa ou pode causar estrago, ruína”. Aproxima-
-se de nocivo, conquanto não seja possível confundi-los em muitos casos, mesmo porque nocivo, em regra, exige um complemento, enquanto que ruinoso é de significação mais geral e absoluta. “A administração da-

quele homem foi ruinosa” (deixou estragos gerais); “a administração dele foi nociva ao ensino público” (fez particularmente mal ao ensino).

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DAR, doar (dádiva, dote, dom; donativo, doação, dotação); oferecer, apresentar, entregar. – Conquanto na sua estrutura coincidam na mesma raiz (gr. do, que sugere ideia de “dom”) distinguem-se estes dois primeiros verbos do grupo essencialmente, como já eram distintos no latim, na acepção em que são considerados como sinônimos (dare e donare). – Dar é “passar a outrem a propriedade de alguma coisa, mas sem nenhuma formalidade, apenas entregando-lhe ou transmitindo-lhe a coisa que se dá”. – Doar é “dar com certas formalidades, mediante ato solene ou documento escrito, e ordinariamente para um fim determinado”. O que se dá é dádiva, dom, ou dote, ou dotação. Entre estas três palavras há, no entanto, distinção essencial, em certos casos pelo menos. O dom e a dádiva são graças que se fazem por munificência, pelo desejo de agradar, ou com o intuito de comover, ou de tornar feliz. – Dom é vocábulo mais extenso, e é com mais propriedade aplicado quando se quer designar “bens ou qualidades morais”; conquanto se empregue também para indicar dádiva, que se refere mais propriamente a coisas materiais. A inteligência, ou melhor, a fé, as grandes virtudes são dons celestes (não – dádivas). O lavrador tinha a boa colheita como dádiva de Ceres (não – dom). – Dote (do latim dos... tis, de dare), “além de significar dom, isto é, virtude, qualidade de espírito, ou mesmo predicado físico, é termo jurídico, significando “tudo que a mulher leva para a sociedade conjugal”. Entre dote e dotação, além da diferença que consiste em designar, a primeira a própria coisa com que se dota, e a segunda,

a ação de dotar – há ainda uma distinção essencial, marcada pela propriedade que tem dotação de exp