(TXT sem título) https://silviolobo.com.br/dominiopublico/txt/parte_690193e58c6b41.75067429_379.txt s mercantes do inimigo em tempo de guerra. O corso era, portanto, a pirataria exercida dentro do direito. Mesmo abolido o corso entre os povos modernos, subsiste a distinção entre os dois termos fora da acepção própria. Dizemos de um indivíduo sem escrúpulos no adquirir, sem reserva de meios no seu instinto de ganho – dizemos que é um pirata desafrontado (e não – um corsário, que é, afinal, vocábulo que desaparece das línguas muito naturalmente à medida que vai não tendo mais aplicação). – É preciso notar, no entanto, que nos tempos coloniais se dava o nome de índios de corso aos que viviam em bandos errantes, assaltando inimigos e fazendo excursões predatórias pelos povoados. – Também se dizia – piratas do sertão – designando, assim, não os selvagens que faziam o corso, mas as quadrilhas de indivíduos que fugiam à ação da justiça e de pirataria heroica, principalmente contra navios e praças marítimas dos espanhóis, a cuja fortuna tanto mal fizeram. Hoje, aplica-se ainda este nome ao aventureiro que invade um país, ou uma província com o intento de fazer fortuna ou de conseguir algum resultado político, valendo-se da força, ou de qualquer modo contra o direito. 5G3 CORTE, fio, gume. – Melhor do que Roquete e do que Lacerda, distingue Bruns. estes três vocábulos, com os quais – diz ele – “designa-se a parte com que, nos instrumentos cortantes, se opera a solução de continuidade, ou se separa do todo a parte. – Fio e gume não são sinônimos tão perfeitos como o pretendem os sinonimistas. – Gume é a parte destinada a cortar; chama-se-lhe sempre gume, sem atender ao estado em que ela se encontra. Quando a faca não corta, afia-se-lhe o gume. – Fio é a linha extrema do gume cortante: uma parte do gume, portanto, não todo ele. O gume perde o fio à força de cortar. Corte é mais o modo como o fio opera. Esta navalha tem bom corte”. 5G4 COSMOGONIA, cosmografia, cosmologia. – Segundo Lac. – “todas estas palavras significam a ciência que tem por objeto o estudo do universo; mas segundo a raiz comum, e a composição particular de cada uma, classificam esse estudo de diferente modo. – Cosmogonia é a ciência (teoria ou hipótese)48 da formação do universo. – A cosmografia é a ciência da disposição, figura e relações das partes de que o universo é composto. A cosmologia é propriamente se tornavam salteadores de profissão. – Fli- busteiros é o nome que se dava, no século XVII, aos indivíduos que viviam em aventuras pelos mares da América, numa espécie 48 ~ Dizemos – a cosmogonia mosaica; ou – a cosmogonia de Kant ou de Laplace; e não – a cosmografia, nem a cosmologia, senão em outra acepção. a física geral, que, sem entrar no exame dos fatos particulares, considera somente os seus resultados e analogias, etc., subindo assim ao conhecimento das leis gerais do universo. A cosmogonia tem por objeto o estudo variável do mundo com respeito à sua formação. A cosmografia descreve as partes componentes, e expõe as relações do estado atual do universo; e a cosmolog