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da como aquela que nos faz dizer evidente. – Indubitável dizemos do que é de tal modo evidente e certo que não permite a menor dúvida. Este vocábulo melhor exprime o estado do espírito do que a realidade do fato, pois um fato só é indubitável porque o espírito se recusa absolutamente a duvidar dele. – Incontestável é o que apresenta um tal caráter de certeza, e tais provas de verdade que se nos não permite contestá-lo. É vocábulo relativo ao próprio fato, e não ao estado do espírito, pois o fato não é incontestável por não poder o espírito contestá-lo, mas sim por ser de tal natureza que não admite contestação ou que contra ele se levantem objeções. – Persuasivo e persuasório dizemos do que persuade, do que tem força para persuadir; mas a persuasório atribui-se-lhe a ideia acessória de intenção e vontade de persuadir. – Suasório

melhor se diz do que dissuade que do que persuade; ou antes, nota-se nesta palavra um misto das duas ideias: dissuadir do que se intenta, e persuadir do contrário. “Os meios suasórios empregam-se para persuadir antes de se obrigar pela força a obedecer”. (Segundo Bruns.)

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CONVIR, importar, relevar, cumprir. – Com muita concisão, e de modo muito preciso, diz Lacerda destes verbos: “O que traz vantagem a alguém, ou a alguma coisa, convém. O que é útil, ou de proveito, importa. O que muito importa, porque é de grande utilidade, releva. Cumpre o em que interessa a obrigação ou dever”. E S. Luiz oferece os seguintes exemplos: “Convém ao homem público mostrar sisudez e gravidade em todas as suas ações: trajar com simplicidade e modéstia; não entrar nos jogos e divertimentos da mocidade, posto que lícitos sejam e honestos, etc. Importa ao homem de negócio ter em bom arranjo as suas contas; ao mercador, e ao traficante não gastar mais do que permitem os seus lucros. Releva ao pai de família trazer bem administrados os seus bens, bem governada a sua casa, etc. Cumpre a todo homem ser justo, honesto, humano, virtuoso; cumpre ao prelado, ao pastor, ao mestre dar bom exemplo às pessoas que lhe estão sujeitas; cumpre ao cidadão respeitar e observar as leis, etc.”

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CONVIVA, convidado, comensal. – Nosso conviva é aquele que conosco se acha na mesma festa, ou na mesma mesa em que estamos. A diferença que existe entre esta e a palavra convidado é marcada mesmo unicamente pela exclusão, que conviva sugere, de qualquer ideia de causa a que se atribua a circunstância de se acharem juntos os convivas. Por um simples acaso podemos ser

conviva de um desconhecido. – O mesmo não se dá em relação a convidado, pois este necessariamente se supõe que toma parte num banquete ou numa festa qualquer porque foi para isso solicitado. Como se pode ser conviva de alguém sem ser convidado, também pode dar-se o caso de sermos convidado sem chegarmos a ser conviva. Nesta frase fica perfeitamente assinalada a distinção a notar entre os dois vocábulos: “A festa não foi o que se esperava: eram muitos os convidados, mas foram poucos os convivas”. – Com