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de certa ordem, uns percebidos quando colidem com o entendimento (desrazões), outros percebidos ainda mais prontamente, como se apenas o bom senso, ou mesmo os sentidos materiais bastassem para senti-los (contrassensos). – Destampatório é “extravagância ou despropósito descomunal”. – Despropósito é “dito ou ação fora de propósito, ou em desacordo com aquilo de que se trata”. – Extravagância é “tudo o que se desvia das normas usuais do bom senso e da boa razão” (Aul.). – Destempero é extravagância “mais estrondosa e deplorável”. “F. comete às vezes umas tantas extravagâncias, mas nunca chegou a tais destemperos”. – Desatino é “falta de tino, de aprumo, de equilíbrio mental”, é destempero que chega a parecer excesso de doido. – Disparate é desatino que tem “mais de graça que propriamente de doidice”; é o que não está “no mesmo tom, que não se ajusta à ordem de ideias ou de fatos que se seguia”. – Desvairo (ou desvaire) será o desatino “leve e sem a graça do disparate”. – Desconcerto é “disparate sem espírito, transviamento da linha em que se ia, confusão produzida por desvio do normal”. – Despautério é forma popular de disparate, e diz “absurdo, despropósito que não vale a pena de combater ou destruir”. – Desconchavo é também o que “desgarra das normas, ou do que se dizia, ou do que se tinha assentado”. – Erro é “tudo o que não se concilia com a razão, ou melhor com a consciência vigente; devendo considerar-
-se que parece inseparável da ideia de culpa;
e por isso aproxima-se muito de falta, conquanto seja este menos forte nesta acepção. “Simples faltas que nem se podem ter por erros...” – Error é, além de forma erudita, “uma

		extensão de erro”; é como se disséssemos,

3 ~ Diz Laf. – Intr. LXXIX – que aberração era um termo de astronomia somente antes do começo do século XIX.

principalmente no plural, persistência ou “reincidência numa série de erros”, e mais: “erros de entendimento ou de juízo que de

conduta”. Claudicação é propriamente o “ato de coxear”; e no sentido figurado designa o “ato de cometer erros por defeito de espírito, ou por falta de noção exata do dever”. – Engano será o “erro ou a falta cometida sem culpa, mais por ilusão do que em consciência, e sempre sem as proporções e a gravidade que tem o erro propriamente”. – Descuido é o “engano cometido por falta de atenção”. – Equívoco é menos que descuido: é o engano “cometido contra a vontade ou intenção de quem o comete”. – Lapso é quase equívoco: é engano devido mais à falta de memória que a desmazelo ou ignorância. Exemplo: “Repetem-se os lapsos; já ele não sabia explicar tão frequentes equívocos; depois, não tiveram mais desculpa os muitos enganos; e por fim, estes, que podiam passar como apenas claudicações censuráveis, viram todos como erros que logo tomaram o caráter de verdadeiros crimes”. – Desacerto é “erro ou falta cometida por irreflexão ou inadvertência”. (Aul.) – Desvio e descaminho quase que se equivalem; notando-se, porém, que descaminho é o “fato de tomar caminho