(TXT sem título) https://silviolobo.com.br/dominiopublico/txt/parte_690193e58c6b41.75067429_372.txt dorias, quer sobre os gêneros importados, quer sobre aqueles que são expedidos para fora do distrito”. – Taxa é “o quantum devido por algum serviço especial que o Estado nos presta”: a taxa postal, por exemplo. – Finta era, nos tempos da colônia, uma contribuição extraordinária como a derrama, podia, no entanto, ser arrecadada em artigos da terra. Quando uma Câmara tinha de acudir a casos de carestia, ou quando o comandante de uma expedição precisava de víveres, e não tinha meios de adquiri-los normalmente, lançava uma finta (obrigando, por exemplo, cada lavrador a fornecer-lhe uma parte da respetiva safra ou colheita). 57G CONTUBÉRNIO, convivência (convívio), intimidade, familiaridade, camaradagem, mancomunação, conluio, conúbio. – Contubérnio, mancomunação e conluio distinguem-se dos outros pela ideia, que lhes é comum, de que os que se aliam têm o propósito de auxiliar-se para conseguir alguma coisa, ordinariamente ilícita. O primeiro (do latim contubernium = cum + taberna “armazém”, “taberna”, etc.), designa “acordo, convivência condenada de pessoas de condição desigual”. “Vimos então toda aquela formosura e todo aquele orgulho em contubérnio com o crime”. Dizemos que F. está em mancomunação com S. quando queremos exprimir que os dois estão ligados secretamente para fraudar alguém, ou para obter algum proveito ilegítimo. O conluio acentua a ideia de mancomunação, e é sugestivo de trama, de “inteligência secreta contra alguém”. Estes três vocábulos sempre se aplicam em mau sentido. – Convivência designa apenas o fato “de viverem duas ou mais pessoas em relações freqüentes”. – Convívio é uma convivência “mais cerimoniosa e social”. – Dizemos o convívio da corte, das altas-rodas, das pessoas distintas (e não – convivência). Ao contrário, dizemos – a convivência, e não – o convívio dos irmãos, dos parentes. – A familiaridade “consiste no modo habitual” – diz Bruns. – de falar despretensiosamente a alguém, e de obrar para com essa pessoa como se obra ou se fala em família, com toda liberdade, e sem mais peias que as que exige a educação ou o estado das pessoas” em relações dessa ordem. Emprega-se também muitas vezes este vocábulo para exprimir uma “certa intimidade suspeita” entre pessoas de condição diferente. – A intimidade “consiste numa familiaridade discreta, mas confiante em que predomina a amizade, e em que não há cerimônias de espécie alguma. Quando as pessoas que têm familiaridade entre si são de condições diferentes, pode dar-se algumas vezes que uma se valha da sua superioridade para impor-se, e que a outra esqueça a sua inferioridade para empavonar-se; ao passo que a intimidade, igualando as condições, faz reinar entre os íntimos um mútuo respeito que ajuda a manter as boas relações”. – Camaradagem é o nome que se dá à “convivência habitual de amigos que trabalham juntos, de pessoas do mesmo ofício ou profissão”. – Conúbio (fora da acepção restrita de aliança nupcial) é toda ligação tão perfeita como a que resulta daquela aliança.