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era”. – Cavaqueira será “o cavaco prolongado e enfadonho”. – Diálogo é “a conversação sustentada por duas pessoas que se sucedem uma a outra com a palavra”. Em regra, o diálogo é uma forma de discussão, mais que propriamente de simples conversação. – Confabulação

(do latim confabulatio) é um pouco mais que simples entretenimento, pois ordinariamente supõe um motivo, ou um objeto, a respeito do qual, conquanto nada se adiante, pelo menos sugerem ideias os que confabulam.

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CONVICÇÃO, persuasão. – Destes dois vocábulos escreve S. Luiz magistralmente: “A convicção dirige-se diretamente ao entendimento. A persuasão, à vontade. Convencer é reduzir alguém por provas evidentes a reconhecer uma verdade, a não poder negá-la. Persuadir é determinar alguém a querer, ou a praticar alguma coisa. Pela convicção ficamos conhecendo claramente a verdade, ou o bem, que se nos propõe. Pela persuasão ficamos movidos e determinados a amar, ou a praticar o que se nos insinua. A convicção é filha só da razão, a persuasão depende mais da sensibilidade. Para produzir a convicção, basta conhecer bem as relações de uma ideia, de um fato, ou de uma ação com a verdade, isto é, com os princípios, e expor essas relações com precisão e clareza. Para produzir a persuasão basta conhecer as relações, que tem o objeto, de que se trata, com as propensões, interesses, e paixões da pessoa a quem se fala, e expor essas relações com força, vivacidade e calor. A primeira requer o completo conhecimento da matéria, e um juízo sólido e profundo. A segunda demanda um cabal conhecimento do coração humano, e a arte de excitar a sua sensibilidade. Da união destes dois modos de considerar os objetos é que resulta a divina eloquência. Se falta o primeiro, o discurso não terá solidez, e persuadirá (talvez) sem convencer. Se falta o segundo, o discurso será desanimado e frio, e convencerá sem persuadir”.
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CONVINCENTE, evidente, certo, indubitável, incontestável, persuasivo, persu-

asório, suasório. – Convincente dizemos do que “convence, do que leva ao ânimo a convicção”. – Evidente é aquilo que, à primeira vista, se reconhece, se sente; que não carece de demonstração, ou de explicação. – Certo exprime, como evidente, que o fato é tal como se diz; mas a convicção, pela qual somos levados a declarar como certo, produziu-se em nós de modo diferente daquela pela qual dizemos que é evidente. Efetivamente, a convicção com que dizemos que é evidente veio-nos de uma como luz instantânea que fixou a convicção no nosso espírito; aquela, porém, que nos leva a declarar certo vem de um estudo, ou trabalho mental que nos permitiu ver a verdade por meio de outras verdades já conhecidas, ou seja, por meio de uma série de ideias e de raciocínios que nos levaram a formular um juízo que tem por base provas reais. Uma coisa é evidente porque aparece tal; uma coisa é certa porque está provada. Infere-se do precedente que a convicção que nos leva a dizer certo é pelo menos tão forte, e está tão bem estabeleci