(TXT sem título) https://silviolobo.com.br/dominiopublico/txt/parte_690193e58c6b41.75067429_360.txt , e que aquela que segue as premissas saia destas com toda naturalidade, sem o menor esforço. O pior dos raciocínios é aquele em que a conclusão é falsa e a consequência má: o que se dá quando a proposição que segue às premissas enuncia um juízo falso (caso em que a conclusão é falsa), e quando, ao mesmo tempo, proposição não vem das premissas (o que torna a consequência má). Infere- -se do que acabamos de dizer que consequência (termo objetivo) designa o juízo que deriva naturalmente de um princípio, mas que, podendo derivar dele em acordo ou desacordo com as regras do raciocínio, será bom ou mau (de preferência a verdadeiro ou falso) segundo o modo como for feito; e que conclusão (termo subjetivo), indicando o resultado do ato ou juízo pelo qual fazemos derivar certas consequências de determinadas premissas, é em si verdadeira ou falsa, segundo enuncie uma verdade ou um erro, ou haja nela ou não conformidade da consequência com as premissas, e regularidade no raciocínio. Conclusão, além disso, sendo o vocábulo com que se designa o juízo definitivo que se faz, indica o fim do discurso, e encerra em si o conjunto ou a súmula das consequências que se contêm em todas as suas diversas partes. – Indução é o processo pelo qual o espírito, indo além dos fatos que lhe servem de ponto de partida ou de base, vai do particular ao geral, passando de umas consequências a outras consequências, e chegando assim a formular um princípio ou conclusão que tem muito mais de provável que de verdadeiro, muito mais de hipotético que de real. – Dedução é o processo pelo qual o espírito descobre o que está rigorosamente encerrado numa verdade ou numa suposição, mas empregando um meio diametralmente oposto ao que se emprega na indução; isto é, partindo da conclusão já estabelecida, para ir da causa ao efeito, do geral ao particular, do princí- pio às consequências que ele contém; e isso por uma série de proposições dependentes umas das outras, mas que se encadeiam mutuamente e reciprocamente se sustêm. As ciências naturais, tendo por principal instrumento a observação guiada pelo raciocínio, fundam-se na indução. A matemática, procedendo só por meio do raciocínio, funda-se na dedução. – Ilação e inferência podem ser considerados como sinônimos perfeitos (derivam-se ambos do mesmo radical latino); diferentes, porém, de consequência, por esta se deduzir exclusivamente do raciocínio, podendo aquelas ser produto da analogia, da observação, ou de qualquer outra operação análoga. Em filosofia, a consequência é inevitável e forçosa; a inferência e a ilação são eventuais e variáveis, segundo o modo de ver do agente. Se as premissas são verdadeiras, a consequência não pode ser falsa; podem, porém, tirar-se ilações e inferências falsas de fatos verdadeiros e de observações corretas e exatas. O movimento do sol em roda da terra é uma ilação errônea de fenômenos reais e incontrovertíveis. De premissas verdadeiras não pode deduzir-se mais de uma consequência; mas, de um fato ou d