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, e de meu primo, é fundado em observações minhas, e assenta na minha convicção própria. – Opinião é “o juízo livre e pessoal, e quase sempre sem grandes fundamentos, que fazemos a respeito de alguém, ou acerca de algum fato”. Muda-se de opinião, às vezes, até por

influência de outrem; de conceito só muito excepcionalmente é que se mudaria. – Juízo é “o ato de julgar uma pessoa ou um caso, pondo em confronto os elementos, as circunstâncias, as particularidades que entraram no objeto que se julga”. O juízo, portanto, como o conceito, supõe-se que é filho do raciocínio, fundado em motivos ou razões que nos convencem.

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CONCEPÇÃO, inteligência, entendimento, mente, compreensão, intelecto, razão, juízo, senso, bom senso, apercepção, espírito, gênio. – Segundo Lafaye, no sentido absoluto e filosófico, estas palavras (quase todas as do grupo) exprimem as faculdades da alma a que se referem nossas operações mentais. No sentido relativo e comum, designam qualidades que, em maior ou menor grau, possui cada homem. Deve notar-se logo que há uma grande diferença entre concepção, inteligência e entendimento, de uma parte; e de outra parte, entre razão, juízo, senso e bom senso. As primeiras são faculdades puramente intelectuais: é mediante o seu exercício que nós nos instruímos. As outras são faculdades, não propriamente aperceptivas, ou compreensivas, mas que entendem apenas com a função de refletir, de raciocinar e julgar. Sem entendimento, sem inteligência e sem concepção tem-se pouca aptidão para apreender, e precisa-se de muitas explicações e esclarecimentos. Quando se carece de razão, de juízo, de senso ou de bom senso é que se tem um defeito muito mais grave pelas suas consequências na vida prática. Com muito entendimento, inteligência e concepção chega-se a saber muito, a sair-se bem, por exemplo, no estudo das ciências. Com muita razão, juízo, senso e bom senso tem-se a vantagem da firmeza e da sabedoria; pensa-se retamente, e obra-se como é preciso. As crianças dão,

desde cedo, provas de entendimento, de inteligência, de concepção; mas a razão, o juízo, o senso, e o bom senso só mais tarde é que lhes vêm, pois que são mais o apanágio da idade, da experiência, da reflexão que propriamente dons intelectivos. Inteligência e entendimento assemelham-se muito e diferem notavelmente de concepção. Pela inteligência conhecemos de uma maneira ativa; pelo entendimento, de maneira passiva. A inteligência apanha, percebe: esta palavra vem do latim intelligentia, que, como intelligens, marca o ativo – uma faculdade. O entendimento corresponde a intellectus (intelecto) que marca o passivo – uma capacidade. E para nos servirmos de termos escolásticos – a inteligência é o intelecto agente; e o entendimento é o intelecto paciente. A inteligência é como a vista (ou a visão); e na vista, alguma coisa há que parte de nós, que exprime nossa atividade. Somos nós que vemos o objeto; e poderíamos não vê-lo, deixando de abrir os olhos, ou tendo mesmo os olhos abertos,