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ramo de comércio; aos mercadores de grosso, sem que muitas vezes tenham a ciência que é própria de comerciante. Por isso se diz – negociante de vinhos, de azeites, de trigos, etc., aquele que compra estes gêneros, os guarda em armazéns, os beneficia, etc., para os vender com lucro, sem cálculo nenhum prévio, nem especulação engenhosa. Ao contrário, o sábio comerciante

noutro, verificando para sábias e complicadas operações, pondo em tudo a melhor ordem, e executando tudo com o arranjo e a economia possíveis. Tal é a ideia do sábio comerciante. – Mercador é o homem que se emprega em mercancia, ou trato de mercadejar. Houve tempo em que este vocábulo foi entre nós sinônimo perfeito de comerciante, porque este termo é novo na língua. A nossa antiga palavra genérica era homem de negócio, e mercador. Hoje, propriamente, mercador é o negociante que comercia dentro do país, por grosso ou a retalho. O mercador por grosso ombreia com o negociante. Acautelemo-nos de confundir o mercador português com o marchand francês, posto que as palavras muito se pareçam. Um mercador de vinhos, por exemplo, é um homem limpo, e o marchand de vin é um taverneiro. Tráfico ou tráfego44 é o comércio, ou antes o transporte de um para outro lugar, sobretudo mui distante; porém, comumente, toma-se na ideia de ‘entreposição, mediação’; bastante análoga à palavra, e mui adequada para designar a ação do último vendedor, que se põe, por assim dizer, entre o primeiro vendedor e o consumidor, para trasladar de um a outro uma mercadoria. Ao que se ocupa no tráfico chama-se traficante; mas este vocábulo, inocente na sua origem, toma-se hoje em mau sentido para designar o que no seu trato usa de indústrias e não negocia lisa e honradamente. – Tratante significa propriamente o que trata (no sentido de comércio, negócio, tráfico de mercadorias). Hoje, porém, toma-se à má parte, e é quase sinônimo perfeito de traficante: diz-se dos que fazem negócios com dolo e fraude. – Chatim é voz asiática; e designa o negociante astuto, talvez de pouca conta, que confia mais na

calcula a abundância e a escassez de umas		

paragens com outras, os gastos de compra, transporte e armazenagem, os benefícios ou ganâncias de comprar num ponto e vender
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~ “Parece-me – diz o autor em nota – que esta palavra se formou, assim como o verbo trafegar, de transfero “trasladar, levar de um lugar para outro”.

sua esperteza que na lisura do trato, e na valia de seus cabedais”. – Marchante é um traficante especial: é “o que vende carnes em açougue”.

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COMETER, praticar, perpetrar, fazer. – Todos estes verbos enunciam a ação de levar a efeito, realizar alguma coisa; não podendo, porém, aplicar-se, nem todos, indistintamente a todos os casos: é o gênero da ação que lhes regula a propriedade. Ninguém dirá, por exemplo, que F. cometeu atos de abnegação, ou de caridade; nem que perpetrou ações valorosas. Podemos, portanto, distinguir os quatro verbos em dois subgrupos: 1º.) cometer e perpetrar; e 2º.) praticar e