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ciosa que a comédia, e em que se entremeiam cenas ridículas e triviais. Muito bem fez sentir o atilado Vieira a diferença que há entre comédia e farsa, quando disse, falando dos pregadores do seu tempo: ‘Não é comédia, é farsa’: como se dissera que não só faziam rir, senão que provocavam a zombaria e a mofa.” – Entremez, como está indicando a própria etimologia (do italiano intermézzo “intercalado, posto no meio”), é “a pequena farsa que se intercala na representação de um drama ou de uma tragédia”. – Pantomima é “a comédia ou a farsa, em que os atores só se exprimem por meio de gestos e atitudes”. – Drama (do latim drama, que vem do grego drâma, onde figura a raiz dra que enuncia ideia de “agir”) é, em geral, “toda composição, em verso ou em prosa, destinada a representar-se no teatro”. Distingue-se de comédia, num sentido mais restrito, em ser feito em estilo grave, e com o intuito de defender ou inculcar um princípio moral. – Tragédia é “o drama em que se representam grandes sucessos, e em que os personagens são sempre figuras históricas, ou homens ilustres”. A tragédia tem quase sempre um desfecho imprevisto e comovente.
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COMERCIANTE, negociante, mercador, marchante, traficante, tratante, chatim. – Destes vocábulos, exceto marchante, escreve Roq.: “Estas palavras indicam as diferentes circunstâncias e classes dos que se ocupam em comprar e vender, em trocar e cambiar mercadorias. A palavra comércio é

		latina (commercium) e significa literalmente

43 ~ Segundo Bruns., kômôdia é formada de kômas
“gala”, e ôde “canto”.

‘câmbio de mercadorias’ (commutatio mercium, e forma-se de cum + merx ‘mercadoria’). No

princípio só se fez o que impropriamente chamaríamos ‘comércio por trocas e permutas’, pois que não se conheciam as moedas, nem o cálculo, nem o câmbio, e muito menos ainda o giro, até que se descobriu fazer estas operações por valores equivalentes. De qualquer modo que seja, a palavra comércio significa ‘câmbio, recíproca comutação e tráfico’. Posto que a palavra comércio se possa estender a toda sorte de compra e venda, como acontece na língua francesa, contudo aplica-se mais particularmente ao trato feito com ciência, em grande e por atacado; por isso se diz – junta, tribunal, aula de comércio. Negócio é também palavra latina (negotium, que os etimologistas dizem se deriva de nec e otium ‘falta, carência de ócio’; e, por consequência, ‘trabalho, fadiga’ [(ou afadigamento), como parece confirmá-lo aquele dito de Terêncio: Ut in otio esset potius quam in negotio]. Designa, pois, um gênero particular de ocupação e trabalho, que compreende a ideia de comércio lucrativo; e assim dizemos que se fez bom negócio quando o trato foi favorável. Diferença-se negócio de comércio em que este compreende a ciência de todos seus diferentes ramos, e a prática desta ciência; e aquele só se refere à parte laboriosa e lucrativa. Aos que estudam a ciência do comércio e a praticam chamam-se comerciantes; e negociantes aos que se dão ao negócio, ou a algum