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taleza, forte (fortim), castelo, praça, cidade fortificada. – Segundo Bruns. – cidadela é a fortaleza que domina a cidade dentro da qual ela está edificada. Se o inimigo se apoderar da cidade, os seus habitantes podem continuar a defender-se na cidadela. É condição da cidadela, não só o estar dentro do recinto da povoação, mas também oferecer grandes meios de defesa. – Fortaleza é a construção que se eleva em qualquer ponto para defender uma cidade ou um passo. Na fortaleza há sempre guarnição fixa. – Forte e fortaleza confundem-se muito frequentemente; mas fortaleza nunca se deve dizer de uma fortificação pequena, podendo forte designar indiferentemente a que é grande, como a que é mediana. O forte pequeno é um fortim. – Castelo designa a

residência ou o recinto fortificado e geralmente construído em ponto elevado. Este termo tem hoje tão pouca aplicação quanto foi usado antigamente, principalmente na época que precedeu à invenção da pólvora. – Praça é a povoação fortificada em que há guarnição permanente. – Comparando cidade fortificada e fortaleza, diz Roq.: “são termos da arte militar, que é mister não confundir. As fortalezas diferençam-se das cidades fortificadas, não somente porque ocupam um espaço mais pequeno, senão também porque estão geralmente ocupadas e habitadas por militares. As fortalezas são como umas cidadelas destinadas a conservar trânsitos importantes, ou a ocupar alturas sobre que o inimigo poderia estabelecer-se vantajosamente, ou com outros fins de mais ou menos importância. Entende-se por cidade fortificada, a que também se chama praça, uma povoação cercada de muros e baluartes, que a defendem contra o inimigo, e que, além da guarnição, contém população mais ou menos numerosa. A praça de Elvas é uma cidade fortificada; o forte da Graça é uma fortaleza”.
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CIFRA, zero, nada. – Diz Bruns., que cifra e zero são sinônimos perfeitos, sendo o primeiro o nome vulgar do algarismo que em matemática se denomina zero. E, no entanto, à vista do próprio exemplo que deu o autor, é preciso admitir alguma diferença entre as duas palavras. O exemplo é este: dizemos – tantos graus abaixo de zero, e não – abaixo de cifra. Isso quer dizer que zero, melhor do que cifra, dá ideia de simples sinal (com que nos números se marcarão as casas onde não houver algarismos representativos). E a prova disto temos em que cifra, além de sinônimo de zero, significa também – “número ou quantidade que resume outras quantidades”. Dizemos: – a

receita atingiu ou excedeu a enorme cifra de tanto (e não – ao enorme zero...). – Nada aqui, é o nome que se dá ainda mais vulgarmente ao zero. Nunca ouvimos nas nossas escolas, de qualquer grau, dizer-se: “três vezes nove – vinte e sete, noves fora – zero”; e sim – “noves fora – nada”.

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CIGANO, boêmio, vagabundo, valdevino, ambulante, nômade, zíngaro. – Cigano (de zíngaro, ou zingano) é “o indivíduo que vive errante, como os ciganos ou boêmios, a vender bugigangas, a enganar a quantos pode, especulando de todo