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ou de um cargo que não mais lhe convinha ocupar. – Desobrigar-se é “isentar-se da responsabilidade, desistir da obrigação que se tomara, livrar-se ou exonerar-se de um dever”. “Vou desobrigar-

-me contigo da promessa que fiz”. “Ele se desobrigaria do pacto se nós o maltratássemos”. “O pobre está desobrigado de dar esmolas”. “Desobrigou-se facilmente da grande missão”. – Rejeitar é propriamente “lançar de si com veemência ou ímpeto”. Rejeita-se uma proposta desonesta, uma ignomínia; como se rejeita uma coroa... mesmo de loiros”. Quem rejeita não está de posse ainda da coisa rejeitada. – O mesmo deve acontecer a quem recusa. Recusar diz menos que rejeitar: é “deixar de receber, de permitir, de aceitar”. “Como é que se recusa entrada a um moço daquela ordem?” “Ele recusou tão bom emprego”. – Resignar é íntimo convizinho de renunciar e de abdicar; devendo notar-se que é sempre voluntariamente que se resigna; que aquele que renuncia pode ser a isso forçado, igualmente como aquele que abdica; mas quem resigna entende-se que mais propriamente renuncia do que abdica, pois quem abdica ainda usa do seu direito de passar a outrem a dignidade abdicada, e, no entanto, quem renuncia (como quem resigna) despoja-se do cargo ou da coisa renunciada, esquecendo-a, ou sem nada mais ter que ver com a sorte dela. – Desistir de... é “abrir mão de...”, “deixar o que se tinha começado, ou a função em que se estava”. Desiste-se de um emprego; desiste-se de um pleito, ou de um intento. – Largar e abandonar significam “deixar, pôr de lado alguma coisa, ou algum cargo”. Mas, quem larga como que “deixa fugir ou escapar a coisa largada”; quem abandona “como que foge ou se afasta da coisa abandonada”. Pode-se largar e abandonar; mas certamente não se pode abandonar e largar; ou não se pode dizer que se larga depois de haver abandonado. “F. largou o ofício de órfãs” (deixou-o livre, ou vago). “O príncipe abandonou a sua causa”. – Ceder é (como diz Aul.) “desistir de alguma coisa em favor”, ou em proveito de alguém; é “abdicar em sentido amplo e geral”. “Esaú cedeu a Jacob o seu direito de primogenitura”.

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ABDÔMEN, ventre, entranha, barriga, pança, pandulho, bojo. – Abdômen (diz Bruns.) “é o nome científico da cavidade que encerra os intestinos do homem; extensivamente diz-se do vulto que essa cavidade apresenta exteriormente”. – Ventre é também abdômen; mas, em vez da de volume, “sugere ideia de fecundidade, de atividade funcional”. – Entranha (ou entranhas) diz também ventre, mas acrescentando-lhe ideia de “íntimo, profundo, sensível...” – Barriga, pandulho, pança são plebeísmos a que se dá sentido semelhante ao de abdômen; isto é – “sugerem ideia de ventre volumoso”. Distinguem-se de abdômen e de ventre por significarem mais particularmente o estômago, a parte para onde vai o alimento quando é ingerido. Dizemos vulgarmente: “encheu a barriga, a pança ou o pandulho”: não com a mesma propriedade – “encheu o ventre”; e nunca – “encheu o abdômen”. – Bojo é termo genérico, s