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xemplo deste artigo, indica essa ideia sem nenhuma outra acessória; enquanto que celibatário encerra frequentemente a ideia de não poder ou não querer contrair matrimônio. Dos sacerdotes católicos dizemos que são celibatários, e não – solteiros. De um ancião se diz que é celibatário quando se quer designar o seu estado social; e solteiro – às vezes até solteirão – quando queremos pôr em relevo o seu estado de independência, de não sujeição aos laços da união conjugal (Bruns.).

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CENOTÁFIO, sarcófago, túmulo, mausoléu; jazigo, monumento, sepulcro, sepultura, carneiro, hipogeu, campa, catacumbas, cova. – Das quatro primeiras palavras deste grupo escreve Roq.: “Designam estes vocábulos o monumento elevado à memória de algum defunto ilustre, mas cada um deles recorda particular circunstância pela qual se diferençam”. – Cenotáfio, da palavra grega kenotaphion (de kenos “vazio”, e taphos “sepulcro”), tem no português a mesma significação de monumento sepulcral, erigido à memória de defunto enterrado em outro lugar. – Sarcófago, igualmente do grego sarkophágos [de sarx (genit sarkós), “carne”, e phagein “comer”] é adjetivo substantivado concordando com lithos “pedra”, que designava uma espécie de pedra calcária que consumia as carnes; e por extensão – o sepulcro feito desta pedra, e em geral – sepulcro em que o cadáver se consumiu. Da palavra latina tumulus (a tumore terrœ), que em sentido reto significava “montículo”, fizemos nós túmulo, só com a significação figurada de sepulcro, que entre os latinos

também tinha; mas – sepulcro levantado da terra, como diz a etimologia, e a que os nossos antigos chamavam moimento. – Mausoléu (do latim mausoleum) foi primitivamente nome próprio, que designava o magnífico e sumptuoso monumento sepulcral que a rainha Artemísia mandou erigir a seu marido Mausolo; passou depois a ser nome apelativo, designando os sepulcros grandiosos dos reis, como se vê da seguinte passagem de Floro: In mausoleum se (Cleópatra), sepulcra regum sic vocant, recipit (4, 11). Mais tarde, estendeu-se a todo sepulcro magnífico e sumptuoso, como se vê em Ferreira: “Mausoléus aos mortos não dão vida”. (Eleg. 6). – Jazigo é “o pequeno edifício, ordinariamente em forma de templo, e numa necrópole, onde se depositam os cadáveres ou os ossos dos membros de uma família”. É um mausoléu menos sumptuoso. – Monumento (ou moimento, que é forma antiquada) é “toda construção grandiosa levantada à memória de um morto, contenha-lhe ou não os restos”. – Sepulcro e sepultura (do mesmo latim sepelire) sugerem a ideia de “ocultar, esconder”: designam, portanto, o lugar onde se sepultam os mortos. Sepulcro é mais nobre, supõe alguma coisa mais que simples sepultura, que é apenas o espaço que se abre na terra para guardar o cadáver. Dizemos, por exemplo – sepultura rasa, e não – sepulcro raso. O próprio animal pode ter sepultura (não – sepulcro). – Sepultura é, pois, quase o mesmo que cova: apenas a cova é uma sepultura ainda mais tosca e mais ligeira. Nenhuma