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e por uma proposição ou verdadeira ou aprovada. A hipótese é mais certa, menos precária; funda-se numa verdade filosófica; a suposição é gratuita, só tem por base a verossimilhança. – A hipótese toma-se muitas vezes por um conjunto de proposições unidas e ordenadas, de modo que formam um corpo ou sistema. Os sistemas de Descartes, de Newton, de Leibnitz chamam-se hipóteses e não suposições. A hipótese refere-se às ciências: à instrução, à inteligência, à explicação das coisas; a suposição é mais familiar, entra na conversação ordinária, e muitas vezes se toma em mau sentido, como alegação, gratuita ou falsa, que não tem outro fundamento que a má vontade da pessoa que supõe.”

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CASTO, castidade; puro, pureza; continente, continência; virgem, virgindade; intemerato, impoluto, ilibado, incorrupto, imaculado (imáculo); pudico, pudicícia; inocente, inocência. – “É a castidade” – diz fr. S. Luiz – “uma virtude, que regula, e sujeita à autoridade sagrada da lei, os apetites e prazeres sensuais, ainda quando permitidos. (A pessoa casta nem pensa em semelhantes prazeres; e aí estará talvez o que torna a virtude da castidade diferente de muitas das que figuram neste grupo.). – Pudicícia é a castidade acompanhada de pudor, ou de honesta vergonha. A pessoa pudica teme, de algum modo, o próprio prazer honesto; e quando cede ao dever, sabe coartá-lo dentro dos mais estritos limites, e cora de os ver ainda levemente transgredidos. Esta virtude é mais ordinária no sexo feminino. – Continência exprime a abstinência atual dos prazeres da carne. O celibato cristão demanda continência perpétua. A viuvez, que não passe a segundas núpcias, deve ser continente. – Virgindade exprime uma continência universal, absoluta, e perfeita, tanto do corpo, como do espírito que se estende a todos os tempos e momentos da vida. É uma flor delicadíssima, que qualquer sopro impuro a embaça e murcha: um só instante de fraqueza, um só pensamento voluntário faz perder o merecimento desta angélica virtude. – Pureza não é propriamente uma virtude particular; é a excelência, a perseverança, a honra, e o lustre da virgindade: Ela supõe uma alma inocente, cândida, intacta, que nem experimentou, nem sentiu, e nem ainda conhece o que pode alterar a perfeita integridade da alma e do corpo”. – Intemerato e imaculado podem dizer-se sinônimos perfeitos. Mesmo referindo-nos à própria Virgem, dizemos indistintamente – imaculada ou intemerata. Parece, no entanto, que intemerato sugere uma ideia que nem, pelo

menos em todos os casos, será essencial em imaculado: a ideia de – não violado. Pode haver criaturas que, mesmo de uma brutal violência, venham a sair moralmente imaculadas. Em poesia não é muito raro empregarse imáculo por imaculado. – Impoluto é “o que não foi poluído, que não ficou alterado na sua pureza”. – Ilibado (latim illibatus = in
+ libatus) quer dizer – “intacto, virgem; que está na sua plena integridade”. – Incorrupto é “o que não foi corrompido, que é são e puro de espírito, de