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quência necessária da crápula é o “enfraquecimento do espírito”. – Prostração diz mais que os três precedentes: é o “extremo abatimento, em que se fica sem ação, entregue inteiramente à dor, ao cansaço ou à fraqueza”. – Desalento é a falta de forças (físicas ou morais, principalmente morais) produzida por trabalhos, desilusões, etc. – Alquebramento é “diminuição, quebra de forças ou de ânimo”: “Os meus alquebramentos não vão até o extremo de desalentar-me para a vida”; “A doença alquebrou-a; mas não chegou a feri-la de desalento para as coisas de arte”. – Desânimo e desesperação, sim – só se dizem (como no entender de Bruns.) do espírito: desanimar e desesperar marcam fenômenos da vida subjetiva. Desanima aquele que “deixa de sentir a indispensável coragem para vencer um embaraço, superar algum contratempo, ou sofrer alguma coisa”. Quanto a desânimo e desalento diz Bruns. que “podem confundir-se: ambos significam falta de ânimo, de coragem, de energia”; o desalento, porém, refere-se melhor à perda da esperança, e o desânimo à perda da coragem. O desânimo pode ser originado pela pusilanimidade: o desalento funda-se na experiência. “É o desânimo que nos arreda de encetarmos a empresa: é o desalento que nos induz a não continuar o que não nos deu os resultados que esperávamos obter”. Desesperação é “o auge do desalento” – diz ainda Bruns. Desespera aquele que “perde de todo a coragem e a esperança”.

É preciso distinguir as três formas – desesperação, desesperança e desespero. Desesperança é apenas a falta, a privação de toda esperança. Desespero significa mais a raiva, o desvario de quem se desengana de alguma coisa. Desesperação é a aflição, a angústia em que fica quem perdeu a esperança. “A desesperança de quem viveu sem pensar no destino pode chegar à desesperação de morte horrível, atormentada de todos os desesperos do precito”. – Delíquio aproxima-se de desmaio e de esvaimento: é o estado em que fica uma pessoa que desfalece “como se se dissolvesse”. “Não há fortes que não tenham seus delíquios na vida”.

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ABDICAR, renunciar, demitir-se, exonerar-se, desobrigar-se, rejeitar, recusar, resignar, desistir, largar, abandonar, ceder. – Abdicar é “renunciar, em favor ou proveito de alguém, alguma dignidade ou alto cargo”, “tirar de si por vontade ou a contragosto”, “despojar-se de alguma honra ou algum proveito antes de tempo”. “Abdica o rei o seu trono em favor de outrem.” – Renunciar é “depor voluntariamente”, ou “não querer coisa a que se tem direito, ou em cuja posse se estava legitimamente”. “Renunciam-
-se (e não – abdicam-se) riquezas”. “Renunciai instintos ignóbeis” (Mont’Alverne). – Demitir-se é “deixar de permanecer no cargo, no posto”. “Como não lhe atenderam aos reclamos, demitiu-se ele próprio daquelas funções”. – Exonerar-se é também demitir-se, mas sugere a ideia de que se “alivia de peso, ou encargo ou tarefa pesada, o que se exonera”. Quem se demite põe-se fora do lugar em que estava: quem se exonera liberta-
-se de um trabalho,