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ão, a índole, a natureza de cada indivíduo; feição parece enunciar melhor a ideia de modos exteriores, de costumes e hábitos. – Ânimo é, aqui, o estado de espírito em que se está em certa situação, e segundo o qual julgamos as coisas. Poderia aproximar-se muito de humor. – Instinto é o modo de ser ou de agir quase inconsciente, é o impulso natural a que obedece o homem, e os animais principalmente, no exercício de alguma função ou na prática de certos atos, bons ou maus. Também significa o tino, a perspicácia com que se faz alguma coisa espontaneamente, como por inspiração, sem refletir nem cogitar do que

		se vai fazer. – Idiossincrasia é termo erudito

34 ~ Pode mesmo ter mau gênio e ter boa índole.

e moderno, importado diretamente do gre-

go, significando “disposição particular do temperamento e constituição, em virtude da qual cada indivíduo sente de modo diverso os efeitos da mesma causa”. (Aul.)

4G4
CARCAÇA, esqueleto, arcaboiço. – Segundo Bruns. – os ossos do corpo completo do homem, ou do animal, formam o esqueleto. A carcaça é a porção de ossos que formam o tronco do homem ou o bojo dos animais. – Esqueleto é palavra científica; e carcaça é termo que só em linguagem familiar se pode dizer por esqueleto. – Arcaboiço (de que não cogita o autor citado) é a “armação de ossos que formam, por assim dizer, a base ou o fundamento do organismo humano”.

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CARECER, precisar, necessitar. – Carecer (do latim carescere, ou carere, em que figura a raiz grega ker, sugerindo ideia de “cortar, encurtar”) significa propriamente “ter falta daquilo que se deseja ou de que se precisa”. Quem carece de alguma coisa é que não tem essa coisa que lhe seria útil. Ninguém carece daquilo que lhe não seria de proveito. Em bom português não se poderia dizer que – “um homem carece de honra ou de vergonha”. Para isso seria necessário admitir que esse homem sabe que não tem vergonha e quer ou deseja tê-la. Também não se diria que “F. carece de cem contos para realizar um negócio que planeou”. Neste caso empregaríamos, sem dúvida, o verbo precisar. Em regra, não se pode carecer de cem contos... para coisa alguma. Como não se carece de meia dúzia de chapéus para não andar descoberto (sim – de um chapéu); nem de um banquete para matar a fome (sim – de um pouco de pão). O sujeito que carece de emprego, ou de proteção, não tem nenhum emprego, nem protetor. O argumento que

carece de lógica é que não é senão absurdo. É conveniente notar ainda que não carece daquilo que nunca se teve, como entendem Roq. e Lac. – Entre precisar e necessitar poderia ser mais difícil estabelecer diferença do que entre estes e aquele primeiro verbo. Necessitar aproxima-se, no entanto, mais de carecer do que precisar. Quem necessita de alguma coisa dá ideia de que essa coisa lhe é necessária. Quem precisa de alguma coisa, expressa que lhe conviria muito alcançar ou possuir essa coisa. Por isso, dizemos que – um negociante precisa de cem contos para ampliar as operações da sua casa (e não – q