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feitos, é preciso admitir uma certa diferença. Ambos designam o instrumento de suplício nos países onde subsiste a pena de morte; mas o patíbulo sugere ideia do castigo merecido pelo paciente; ideia que se não encerra em cadafalso. Lesurques morreu no cadafalso; ao patíbulo sobem os monstros. – Forca é, de todos, o instrumento mais ignominioso: é “o aparelho onde se estrangulam os condenados à pena última”. – Guilhotina é “o aparelho moderno, usado principalmente em França e durante a Revolução, para decapitar de modo instantâneo os condenados”.

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CADUCO (caducidade e caduquice), decrépito (decrepitude), velho (velhice), inválido (invalidez), senectude, senilidade. – Caduco, aplicado às pessoas, designa o que tem perdido as forças do espírito, que não está mais na lucidez da sua razão e que caiu em quase idiotia. Entre caducidade e caduquice há muita distinção: caducidade é “a idade ou a qualidade de caduco”; caduquice é “manifestação de caducidade, é obra, gesto, palavra etc., de caduco”. – Decrépito designa “o que não tem mais forças para viver; que está de todo gasto, desordenado, desfeito, e que chega ao seu fim”. Decrepitude (ou decrepidez) é a qualidade de decrépito. – Velho é o homem avançado em idade e sem mais o vigor de moço. – Velhice é o estado de exaustão a que chega o velho. – Inválido é o que, ou pela idade, ou por moléstia, ou por deformação orgânica, se tornou incapaz das funções que lhe eram próprias. – Invalidez é a qualidade ou condição de inválido. – Senectude é a idade avançada; e senilidade, que contém o mesmo radical latino que o primeiro (senex “velho, ancião”), também designa a qualidade do que chegou à extrema velhice. Deve notar-se entre os dois vocábulos a seguinte diferença: senectude refere-se mais particularmente ao físico, ao alquebramento das forças; e senilidade à diminuição da energia moral e física ao mesmo tempo.

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CALADO, mudo, silencioso, taciturno, quieto, reservado, sombrio. – Calado é “o que está sem falar, guarda silêncio, ou não revela o que sabe ou o que sente”. Há entre calado e mudo, no entanto, uma diferença que se não deve esquecer. O que está mudo não pronuncia palavra alguma, ou por defeito orgânico (e então é mudo), ou por algum motivo; o que está calado também

não articula palavra alguma por um motivo qualquer; mas o que é calado nem por isso se entende que esteja ou seja mudo: basta que fale pouco e com muita prudência, reserva e cautela. – Silencioso é termo genérico e muito extenso, aplicável tanto a pessoas como a coisas: o que é ou está silencioso exclui a ideia de rumor; de sorte que um sujeito que esteja calado ou mesmo que seja mudo pode não estar silencioso. – Taciturno é aquele que, além de calado, se mostra esquivo, sombrio, de ar severo, carregado, quase sinistro, evitando o convívio e tudo vendo com maus olhos. – Quieto é propriamente o que não se agita, nem se move demais; por isso é que este vocábulo sugere ideia de estar em silêncio. – Quieto, aqui, diz o mesmo que “se