(TXT sem título) https://silviolobo.com.br/dominiopublico/txt/parte_690193e58c6b41.75067429_276.txt razer que mostram certas naturezas experimentar à vista de espetáculos que tanto têm de bárbaros como de cruéis. (Fereza é o ato mesmo de ferocidade; e também a ferocidade própria da fera.) – Desumanidade é a ausência de sentimentos humanos; é a indiferença com que, por egoísmo, por orgulho, ou por dureza de alma, vemos sofrer o nosso semelhante sem socorrê-lo. 417 BARBARISMO, solecismo. – “Significam estas duas palavras” – diz Roq. – “em geral erros de linguagem, com a diferença que o barbarismo é uma locução viciosa, corrompida, própria do vulgo que tudo adultera; o solecismo é um defeito da construção da oração e que pode provir de ignorância ou de descuido. Por isso que os gregos e romanos chamavam bárbaros a todos os povos que não eram eles, deram com muita razão o nome de barbarismo às palavras e expressões que, por sua viciosa pronúncia, se pareciam com as dos bárbaros, ou da língua deles eram tiradas. Poderíamos, pois, nós outros, que temos uma linguagem culta e polida desde Camões, quando ainda os franceses tinham a sua semibárbara de Ronsard, chamar barbarismos galicanos ao que mui francesmente se chamou galicismos. – De Soles, colônia ateniense na Silícia, que, com o andar dos tempos, esqueceu a pureza da língua grega, vem a palavra solecismo. Cometem-se estes 28 ~ Segundo Teixeira de Freitas (Vocabulário jurídico, 48), a deportação é semelhante ao banimento (?). de muitos modos na língua”, mas ordinariamente infringindo as leis da sintaxe. 418 BÁRBARO, selvagem. – Resume Lacerda assim, sobre estes dois vocábulos, os autores que o precederam: “Os antigos egípcios, depois os gregos, à imitação destes os romanos, e hoje os chineses, deram o nome de bárbaros a todos os estrangeiros, por considerarem todos, sem exceção, inferiores nas ciências, nas letras, nas artes, na polícia, etc. – Selvagens são os habitantes das selvas, que não cultivam as artes, nem gozam dos benefícios da civilização. Uma nação selvagem não conhece, nem respeita lei alguma, nem convenções sociais. A nação bárbara conhece e respeita em geral essas leis; mas carece de aperfeiçoamento em tudo quanto constitui o que se chama um povo civilizado”. 41G BARCO, embarcação, navio; nau, fragata, caravela, galera, galé, iate, batel, batelão, alvarenga, lancha, barca, chata, catraia, bote, xaveco, tartana, manchua, gôndola, galeota, canoa, junco, piroga, igara, barcaça, galeão, bergantim, brigue, escuna. – Barco é “termo genérico, menos porém que embarcação, pois é restrito à ideia de construção; enquanto que embarcação designa qualquer corpo flutuante que pode conter pessoas ou coisas. A jangada é uma embarcação, mas não é um barco. – Navio é a embarcação destinada a navegar no mar alto, mas só se diz dos barcos cobertos, para os quais é termo genérico. – Embarcação não se diz hoje dos navios de guerra; barco, sim”. – Como os precedentes, todos os vocábulos que se seguem apresentam de comum a ideia de “próprios para transporte por água (rio, ou mar)”. – Nau era o maio