(TXT sem título) https://silviolobo.com.br/dominiopublico/txt/parte_690193e58c6b41.75067429_260.txt para obter um fim, ou com que obram as causas, constituem a atividade, e o caráter do que é ativo. A natureza poderosa dos meios, ou das causas, a sua força e virtude constituem a eficácia, e o caráter do que é eficaz. Um medicamento ativo produz prontamente o seu efeito, e obra com energia em toda a economia animal; e se a sua ação sobre ela é de natureza que afugenta a doença; se por sua virtude combate com segurança os efeitos do mal, esse medicamento ativo é um remédio eficaz. Um discurso ativo surpreende e não deixa tempo para a dúvida; mas um discurso eficaz previne-a e combate-a, convencendo e persuadindo”. – Enérgico diz propriamente “que opera com grande atividade, que se exerce com muita força”. – Violento é o que se exerce com atividade anormal e brusca, que opera com energia demasiada, rápida, impetuosa. Dizemos que um remédio é enérgico se ele é mais do que ativo, se age prontamente; e que é violento se abate o organismo e pode até pôr em risco o doente. Um discurso enérgico é feito em termos fortes, claros, incisivos; um discurso violento ataca sempre alguém, alguma instituição, alguma coisa, e de modo áspero e sem atenção a conveniências que normalmente se guardariam. – Forte = “que atua com muita força, com força mais que normal”. Remédio forte. Fortes razões, argumentos, provas. 37G ATOR, cômico, comediante, artista. – Sobre estes quatro vocábulos escreve Bruns.: “Quem representa no teatro uma personagem qualquer, faça-o por profissão, ou por mero passatempo, é ator enquanto está no palco; cessa de o ser logo que se retira para entre bastidores. Cômico ou comediante é aquele que tem a profissão de ser ator no teatro: cômico, se é considerado como pago para fazer rir o público; comediante, se o é como representante das personagens que entram na comédia. Artista é um termo muito extensivo, não porque a língua o autorize, mas porque o uso assim o tem estabelecido: Rafael foi artista, e artista se intitula o meu sapateiro...” 380 ATRIBUIR, imputar. – Sobre estes dois verbos escreveu Lacerda, repetindo Roquete: “Exprimem ambos a ação de referir a alguém uma coisa, dando-o como autor dela; diferençam-se, no entanto, em que – atribuir é dar alguém por autor de alguma coisa vagamente, por simples asserção; e – imputar é atribuir-lha aplicando-lhe logo o mérito ou o demérito da ação. Atribui-se uma obra ao que se crê ser autor dela; imputa-se um fato à pessoa que julgamos ser causa mais ou menos remota, direta ou indireta dele. Atribui-se a ruína dos impérios aos conquistadores; e deveria imputar-se isso aos maus governos, que facilitaram a conquista. Atribuir toma-se indiferentemente em boa ou má parte, imputar toma-se quase sempre em mau sentido”. 381 ATRIBUTO, predicado, propriedade, qualidade. – Atributo “se diz daquilo que, estando na essência da pessoa ou da coisa, lhe pertence tão indiscutivelmente que a pessoa ou coisa deixaria de ser o que é se lhe faltasse tal atributo. A eternidade é um dos atributos de Deus. – Predicado