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consciência quando delinquimos, ou perpetramos algum grave delito. – Pesar é a recordação molesta e penosa causada pela falta que se cometeu. – Contrição é palavra religiosa, e significa a dor profunda e sincera de ter ofendido a Deus por ser quem é, e porque o devemos amar

de todo o coração sobre todas as coisas. A contrição alcança-nos o perdão de Deus; o tempo diminui o pesar; a reparação aquieta o arrependimento; os remorsos, porém, perseguem o malvado impenitente até à sepultura”. – Atrição é quase o mesmo que contrição: é também termo de teologia, e exprime a ideia de que o atrito se impressiona mais com o castigo do que com a dor da consciência. – A compunção (define Bruns.) “é uma contrição levada ao mais alto grau, pois é a dor profunda (e amargurada) de ter ofendido a Deus, dor que não provém do receio do castigo, senão do verdadeiro amor divino...” – Penitência é ao mesmo tempo “a compunção, o arrependimento do contrito, com o desejo de sofrer penas que lhe resgatem a culpa cometida”.

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ARROIO, regueiro, regato, ribeiro, ribeira, rio, riacho, ribeirão, córrego, torrente. – Faz Bruns. algumas considerações a propósito da escassez de vocábulos de que, para designação de rio, se ressente a língua portuguesa, enquanto que são numerosos os diminutivos dessa palavra, ou as formas com que se designam as pequenas correntes de água. Temos, portanto, que socorrer-nos da adjetivação quando é preciso marcar a grandeza dos rios. Não nos parece, porém, que o francês seja no caso mais rico, pois frequentemente nessa língua se emprega fleuve e rivière, no mesmo caso; e é raro encontrar ruisseau também sem atributivo. Como é que há de o francês enunciar a noção de riacho, por exemplo, ou regato sem dizer petit ruisseau? – Rio é a corrente de água mais ou menos considerável que vai ter ao mar, ou a outro rio. O uso, no entanto, não conseguiu fixar o valor próprio que o termo deve ter no português, por menos que o latim rivus no-lo autorizasse. Tanto aplicamos o vocábulo rio ao Amazonas, como ao Sca-

mandro; ao Danúbio como ao Alfeu. Aqui, no Distrito Federal, temos rios que nem são ribeirões. Consolemo-nos da penúria, mesmo porque todas as línguas conhecidas, pode-
-se dizer talvez, padecem do mesmo mal. – Depois de rio, o designativo imediato pelo que exprime quanto às proporções da corrente de água é ribeira, que significa “abundante curso de água, navegável ou não”, apenas menos amplo, profundo e vasto do que são de ordinário os rios. – Ribeirão é propriamente “ribeiro grande”. – Ribeiro é “pequena corrente de água que brota de nascente, e que quase sempre seca no estio”. – Riacho é diminutivo de rio, e diz menos que ribeiro. – Arroio será de menores proporções que riacho. – Regato é “o mais diminuto dos cursos de água perene”. – Regueiro (ou regueira) é propriamente o sulco por onde se escoa a água do rego; e por extensão é toda porção insignificante de água corrente. – Córrego é “regueiro mais rápido, embora mais estreito, apertado entre ma