(TXT sem título) https://silviolobo.com.br/dominiopublico/txt/parte_690193e58c6b41.75067429_235.txt rescenta à noção de cimo, cume, cumeada, a ideia de grandeza, de volume e de extensão. – Fastígio, por analogia com a significação desta palavra como termo de arquitetura, é a parte mais elevada, mais à vista e mais brilhante de algum edifício, de algum corpo em geral; e é aplicável no sentido translato. “Ficamos até em pasmo, a contemplar o fastígio maravilhoso do templo.” “A linha desdobra-se pelo fastígio da cordilheira”. “Ele ascendeu então ao fastígio da glória.” – Auge só se aplica a fenômenos morais; e indica “o alto grau de intensidade a que é capaz de chegar um sentimento ou a que um fato pode atingir”. “Ele estava no auge da raiva...”. “No auge da fortuna, ou da fama...” – Apogeu, também por analogia (com o fenômeno astronômico a que se dá esse nome), é “o auge supremo, o ponto acima do qual não é possível ir.” – Tope (ou topo) é a parte superior de qualquer coisa, sem mais ideia alguma acessória. Tanto dizemos: o tope do monte, da colina, ou da ladeira; como: o tope do mastro, da escada, etc. – Zênite é termo técnico de astronomia, correlativo de nadir: em linguagem comum designa também “a culminância a que alguma pessoa atinge na esfera em que exerce o seu esforço.” 32G APÓCRIFO, suposto, pretenso, fictício, fabuloso, falso. – Suposto – diz Roq. – “é palavra latina (suppositus) e significa o que se põe falsamente em lugar do verdadeiro; particularmente se diz do livro ou da obra que falsamente se atribui a quem não é seu autor. – Apócrifo é palavra grega (apókruphos) que significa coisa secreta, não conhecida antes, cujo autor não é conhecido. Em linguagem eclesiástica, dá-se este nome a todo livro duvidoso, de autor incerto, e de pouca ou nenhuma fé, e que a Igreja Católica não incluiu no cânon das Escrituras autênticas e divinamente inspiradas. Ainda que a au- toridade do livro suposto se repute suspeita, pode, contudo, ele conter doutrina boa e verdadeira, pois por erro tem-se atribuído a autores clássicos obras que não escreveram; dos livros apócrifos, porém, não permite a Igreja que se tirem argumentos para provar as verdades teológicas”. – Pretensa é a coisa que se quer fazer passar por ser a verdadeira. – Fictícia é a coisa criada pela imaginação e que só nesta existe. – Falso é propriamente o contrário à verdade ou como tal admitido. – Fabuloso distingue-se de fictício em sugerir ideia de prodígio. Decerto que ninguém diria: “a promessa de que F. quer tirar proveito é fabulosa”; empregaria certamente de preferência – fictícia, suposta ou falsa. Fabuloso nem sempre exclui a ideia de verdadeiro, como se dá em relação a fictício, a suposto, etc. Aquele homem nos disse coisas fabulosas do que se passa no sertão (coisas que se têm ou podem ter como verdadeiras, mas que se tornam estranhas pela enormidade, isto é – fabulosas). 330 APOLOGIA, defesa, justificação, elogio, panegírico. – Apologia, “segundo o valor da palavra grega, significa defensa; e é qualquer discurso ou escrito no qual se defende um sistema, um partido, uma o